A EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA E O PASSOS MANUEL
As últimas três décadas
nos 111 anos da
Escola Passos Manuel
Ao longo destas três dezenas e meia até á actualidade, a disciplina de Educação Tecnológica sofreu grandes alterações, principalmente desde a Lei de Bases do Sistema Educativo de 1986 e principalmente na Reforma Curricular de 1989, que introduziu no Ensino Básico a disciplina de Educação Visual e Tecnológica (obrigatória) no 2º ciclo e a de Educação Tecnológica (opcional) no 3º ciclo. Anteriormente estas disciplinas tinham o nome de “Trabalhos Manuais” e “Trabalhos Oficinais”, respectivamente. A partir daqui foram sofrendo ao longo dos tempos, consoante as reformas e alterações ao sistema educativo, modificações na sua carga horária, natureza, estatuto no sistema curricular (obrigatoriedade, centralidade ou marginalidade, autonomia), culminando actualmente como disciplinas curriculares obrigatórias autónomas no 2º ciclo (Educação Visual e Educação Tecnológica) e como disciplina de Oferta de Escola no 3º ciclo (Educação Tecnológica). No caso desta última, Educação Tecnológica do 3º ciclo, de que o autor deste artigo é docente, a disciplina que lhe deu origem, a de Trabalhos Oficinais que na altura era curricular, e dependia das áreas disciplinares de oferta das escolas em que os alunos escolhiam as áreas que mais lhes interessavam (duas áreas disciplinares de entre as opcionais), desde Mecanotecnia, Electrotecnia, Madeiras, Têxteis, entre outras. Logo a disciplina era leccionada por dois professores de formação técnica e científicas diferentes, em regime de paridade com metade dos alunos por turma e por área leccionada.
Actualmente, a disciplina de Educação Tecnológica no 3º ciclo, depois de sofrer ao longo dos anos várias alterações a nível da sua carga horária, é administrada por um único docente, em regime semestral, de acordo com as actuais orientações curriculares para o ensino básico, abrangendo múltiplas áreas técnicas e científicas do conhecimento, pretendendo assim contribuir para uma cultura geral do cidadão e de aquisição de competências, que defina um cidadão tecnologicamente competente, capaz de apreciar e considerar as dimensões sociais, culturais, económicas, produtivas e ambientais resultantes do desenvolvimento tecnológico:
o saber, o saber fazer e o saber ser.
Prof. José Pedro Santos
Curso Profissional de Artes do Espetáculo
Balanço ano letivo 21 - 22
Este foi o ano de retomar a normalidade no Curso Profissional de Artes do Espetáculo.
Aos poucos, é certo, mas com alegria.
As apresentações, as visitas de estudo e as idas ao teatro lá se foram fazendo. A principio a medo. Um inicio de ano ainda com muitas restrições, mas depois lá foram caindo as máscaras.
Impôs-se a felicidade de podermos apresentar os nossos trabalhos na escola e não só.
Mas o melhor foi de facto a presença física, o podermos aproximarmo-nos. O estarmos juntos.
Os alunos fizeram estágios presenciais e as PAP foram públicas.
E fizeram-se muitas coisas.
Deixo aqui um apanhado do que se fez.
Prof. João Coutinho Cabral
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O 10º ano, orientado por João Cabral, apresentou na escola o trabalho Histórias Mínimas de Javier Tomeo e participou no projeto “Partilhar Lusíadas” em conjunto com outras escolas (EPI, IP Beja, ACT - Actores) e que culminou na apresentação pública na Fábrica Braço de Prata com salas esgotadas durante 3 fins de semana. Na semana da poesia apresentaram a parte que lhes coube do projeto - o V e VI canto dos Lusíadas. E ainda houve tempo de nos debruçarmos sobre o “Despertar da Primavera”, de Frank Wedkind.
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A turma do 11ºE, orientada por Filomena Oliveira, participou no Festival Panos, com o texto original de Keli Freitas - Fábrica de matar baleia onde obteve uma Menção Honrosa.
O Festival PANOS, residente no Teatro Nacional D. Maria II, encomenda, anualmente, peças originais a escritores reconhecidos, para serem representadas por adolescentes, cruzando o teatro escolar e juvenil com as novas dramaturgias. O espetáculo foi apresentado ao júri no dia 13 de abril na sala de Teatro I às 17h30 e teve apresentações muito concorridas abertas à comunidade escolar.
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Também o 12º ano, orientado por Fernando Rebelo, apresentou o trabalho “Um velho manuscrito”, adaptação da aluna Alycia Santos de um conto de Franz Kafka e também “Como cacei um urso” de Mark Twain.
Os alunos do 12º E fizeram estágios já presenciais e apresentaram ao público as suas PAP com sucesso.
Um minuto de silêncio pela Paz na Ucrânia
Escolas UBUNTU
Às 12 horas de 3 de Março de 2022, cumprimos um minuto de silêncio.
Nos claustros, foi escrita a palavra Paz no chão, e formamos um cordão humano de solidariedade, de mãos dadas, cumprindo um minuto de silêncio, tentando transmitir a nossa força e solidariedade, para com todos os que estão a sofrer.
Todos os membros da comunidade, que se quiseram associar a este gesto simbólico, encaminharam-se para os claustros, estando identificados os professores e alunos UBUNTU (com a sua camisola), que ajudaram nesta organização.
Alguns trouxeram adereços alusivos à Ucrânia (bandeiras, camisolas, e outros).
A Equipa UBUNTU