Clube de Cidadania
Horta Pedagógica
A Horta Pedagógica é um projeto que nasceu no ano letivo anterior, mas com a pandemia ficou suspenso. Retomámos este ano no seguinte horário: quinta-feira e sexta –feira das 13h45 às 14h35, com algumas restrições como o número de alunos, o uso de máscara e desinfetante. A Horta Pedagógica fica no antigo jardim do Reitor, junto ao campo de futebol. Nestes dias participam quatro alunos do 6.º D e a turma do 5.º E, em três turnos.
Quando chegámos à Horta, ela estava toda destruída e começámos por tirar a terra mal cuidada. Plantámos nabiças, beterrabas, semeámos Alfazema, criámos canteiros, colhemos laranjas e Erva Cidreira e regámos o que era necessário.
Esta atividade tem como objetivo promover o contacto com a Natureza. Gostamos de participar neste clube, porque é uma forma de estarmos ao ar livre, de convivermos com os amigos e termos contacto com alguns pontos que são focados nas aulas de Ciências Naturais, como a germinação e a fotossíntese. Aprendemos também a importância que as plantas e árvores têm na nossa vida, pois elas dão-nos o oxigénio que tanto precisamos.
Texto coletivo escrito em articulação com a disciplina de Português
5.ºE
“Proteção”
A máscara serve para nos proteger
Não é o mesmo que uma vacina
É uma coisa fina
Que se pode cortar com uma tesoura
Esta sensação de segurança
É apenas uma esperança
Um inimigo invisível
Que derrotar ainda é impossível
Mas quando o perigo terminar
As pessoas irão fazer novas escolhas
E sonhar com novas visões
E criar novos modelos de vida
E curaram a Terra completamente.
CIDES- Grupo 1: Alice; Ana Clara;
Eduarda e Saloni 9ºF
Prof. Maria de Jesus Patricio, junho 2021
O Espaço Vai à Escola
No dia 07 de outubro de 2020 a convite da professora Mónica Oliveira, o astrofísico Alexandre Cabral realizou uma palestra inserida na Comemoração da semana mundial do Espaço, via zoom dirigida às turmas do 11ºD e 12ºD do curso de informática da escola Passos Manuel, subordinada ao tema "Os grandes telescópios do Observatório Europeu do Sul". Durante a apresentação, foram explorados diversos conceitos começando pelo início de "tudo", a evolução do sistema óptico dos telescópios e algumas das principais descobertas.
A palestra foi muito interessante e acessível especialmente deixando-nos orgulhosos pela presença de um astrofísico português numa equipa internacional a trabalhar na vanguarda da evolução tecnológica necessária aos telescópios do Hemisfério Sul (Chile).
Uma das curiosidades da localização dos telescópios estar no Hemisfério Sul (Chile) prende-se ao facto de o céu ser mais limpo e estar mais próximo do centro da galáxia. Muito poderia ser dito desde o 1º Telescópio de Galileu com 40 mm de diâmetro sem esquecer o contributo de Newton que adicionou um espelho côncavo ao sistema de lentes. A salientar que nos “Telescópios do Sul” os espelhos são conjuntos com o diâmetro de um campo de futebol.
Uma das notícias sensacionalistas “ ESPRESSO deteta planeta onde chove ferro” foi explicada com base no método das velocidades radiais para detecção de exoplanetas e na informação dada pelos Espetrógrafos sobre elementos existentes tanto no sol como em outros planetas. Um planeta em redor de uma estrela capta emissão azul ou vermelha correspondente a aproximar-se ou afastar-se.
Para os mais curiosos: «O método de velocidade radial mede variações da velocidade a que uma determinada estrela se afasta ou se aproxima de nós. Isto acontece, porque quando um objeto menor (por exemplo, um exoplaneta) orbita um objeto maior (uma estrela), pode produzir mudanças de posição e velocidade deste último, enquanto orbita o centro de massa comum. A medição da variação de velocidade é efetuada através do espectro da estrela, o que implica que possa ser deduzida comparando, ao longo do tempo, a variação de frequência ou comprimento de onda das riscas espectrais detetadas, usando o efeito Doppler.»
http://www.astropt.org/2016/11/28/detecao-de-exoplanetas-velocidade-radial/
Uma das questões colocadas ao astrofísico pelos alunos da turma 11ºD: «Qual a necessidade de existirem informáticos/programadores na sua equipa?» à qual Alexandre Cabral respondeu «Trata-se de uma Equipa interdisciplinar de programadores e astrofísicos. A Computação é particularmente importante na automação do movimento do telescópio e na interpretação de dados» Ficou a promessa de uma próxima sessão permitindo aprofundar mais questões de Óptica e Radiação que estes alunos estudam na disciplina de FQ módulo F3).
Prof. Mónica Oliveira