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Intel investe em equipe Brasileira que planeja levar Robot da SpaceMETA a Lua

postado em 29 de ago de 2015 18:17 por Sergio Cabral Cavalcanti   [ 5 de set de 2015 22:46 atualizado‎(s)‎ ]

Sergio Cabral Cavalcanti - SpaceMETA - GLXP - XPrize - Intel - IdeaValley

Intel investe em equipe Brasileira que planeja levar Robot da SpaceMETA a Lua 

RIO. Além de trabalhar com o microcosmo da tecnologia, com chips cada vez menores, a Intel agora aposta no macrocosmo: vai investir, em dinheiro e tecnologia, parte dos mais de US$ 10 bilhões que emprega mundialmente em pesquisa na equipe SpaceMETA, única brasileira entre os 29 times que participam do Google Lunar X Prize, projeto patrocinado pela gigante das buscas e pela X Prize Foundation, nos EUA, que pretende estimular a exploração espacial pela iniciativa privada levando um robô à Lua.

O concurso vai dar US$ 30 milhões em prêmios às primeiras equipes - que devem ter 90% de financiamento privado - a conseguirem alunissar seus robôs. As máquinas precisam percorrer pelo menos 500 metros na superfície do satélite e enviar vídeos e imagens à Terra.

De acordo com Max Leite, diretor mundial do Grupo de Plataformas para Mercados Emergentes da Intel e membro do conselho da SpaceMETA, os três módulos lunares da equipe brasileira usarão processadores Atom (de baixo consumo de energia), e a Intel dará suporte com outras tecnologias que desenvolve.

- Não posso revelar o montante do investimento, até porque é um processo em franca expansão e outros parceiros da Intel devem investir nele também, mas pretendemos prover, entre outras coisas, toda a tecnologia para o processo de simulação da viagem, através de nosses processadores Xeon - diz Max.

A gigante do hardware estima que, para fazer todos os cálculos necessários à simulação, serão necessários 140 servidores trabalhando em paralelo. Também será necessária capacidade gráfica incrementada em tempo real para o envio de vídeos - característica crescente nas recentes famílias de processadores da empresa.

Segundo Sérgio Cabral Cavalcanti, empresário e fundador da SpaceMETA, o projeto brasileiro é um dos mais inovadores.

- Nós pretendemos fazer tudo do zero, inclusive o foguete que levará o robô à Lua - diz Sérgio. - O lançamento será feito no Brasil, que tem algumas das melhores bases do mundo, próximas ao Equador. Mas economizaremos combustível levando a nave até determinada altura de balão ou avião e depois lançando-a de fato ao espaço.

O lançamento do robô brasileiro está marcado para o final de 2012. (O prazo máximo estipulado pelo concurso é 2015). O foguete que o levará até a Lua será movido a etanol, e a equipe já tem um protótipo do motor funcionando. O robô projetado pela SpaceMETA é uma esfera azul, que, segundo Sérgio, não precisará de combustível para se movimentar por lá.

- Ele usará a gravidade e se movimentará orientado termicamente, pelo calor, já que as diferenças de temperatura na Lua são radicais, com uma variação de 200 graus centígrados - explica. - Nossa meta é fazê-lo pousar na Lua até o fim do ano que vem.

- Há cerca de 70 pessoas do meio acadêmico e outros setores ligadas à área aeroespacial discutindo o projeto - diz Nelson. - Nossa missão quer também ajudar a fomentar a evolução o programa espacial brasileiro.

O primeiro time a conseguir o feito levará do Google Lunar X Prize US$ 20 milhões do projeto; o segundo, US$ 5 milhões; US$ 4 milhões premiarão façanhas extras, como operação noturna do robô na Lua, detecção de água e percursos mais longos; e US$ 1 milhão irão para o time que promover maior diversidade e inovação em seu projeto.

por André Machado / / /
19/05/2011 0:00 / Atualizado 03/11/2011 21:44

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INTEL investe na SpaceMETA - Projeto Lunar Brasileiro

postado em 29 de ago de 2015 17:50 por Sergio Cabral Cavalcanti   [ 5 de set de 2015 23:36 atualizado‎(s)‎ ]

Intel - SpaceMETA

Posted by Equipe Intel Brasil in Sala de Imprensa Intel Brasil on  May 20, 2011 10:52:20 AM
 
A Intel investirá recursos e cederá ferramentas, conhecimentos e tecnologias para que a SpaceMETA coloque robôs produzidos 100% no Brasil no solo lunar ainda em 2012


NOTÍCIAS EM DESTAQUE:


  1. A Intel é a primeira patrocinadora oficial da SpaceMETA, empreitada nacional para colocar um veículo não tripulado na superfície lunar até o final de 2012.
  2. O projeto faz parte da competição Google Lunar XPrize, que premiará a primeira iniciativa privada que conseguir colocar um módulo lunar funcional no satélite da Terra
  3. Três robôs equipados com processadores Intel Atom de baixo consumo de energia serão enviados à Lua até o final de 2012.

São Paulo, 20 de maio de 2011 - A Intel é a primeira empresa patrocinadora da SpaceMETA, iniciativa privada nacional que visa colocar um veículo não tripulado na superfície da lua até o final de 2012. A iniciativa busca conquistar o prêmio de US$ 30 milhões oferecido pelo Google e pela XPrize Foundation para estimular a inovação o interesse de iniciativas privadas pela exploração espacial. A Intel, empresa líder mundial em inovação, traz toda a sua expertise e tecnologia de ponta para o projeto brasileiro.

 

Para levar o prêmio oferecido pela competição, o módulo brasileiro deve ser capaz de executar algumas atividades em solo lunar: o módulo precisará se locomover por uma distância de pelo menos 500 metros e enviar um vídeo em alta resolução de volta para a Terra. O projeto brasileiro, capitaneado pelo empresário Sérgio Cabral Cavalcanti, aposta em tecnologia de ponta, não-poluente e 100% projetado no Brasil.

 

“Na Intel, vivemos em uma atmosfera movida à inovação e quebra de paradigmas. Uma das nossas metas é incentivar as pessoas a pensarem o futuro e torná-lo uma realidade.”, explica Max Leite, Diretor Mundial do Grupo de Plataformas para Mercados Emergentes da Intel e membro do conselho da SpaceMETA. “Embarcamos nessa empreitada por confiar na capacidade do Brasil de inovar e resolver grandes problemas. O país também tem a chance de se posicionar na vanguarda da exploração espacial, uma área que traz grandes desafios, mas também incontáveis promessas no campo científico.”

 

A Intel participa do projeto com apoio financeiro e também com conhecimentos e tecnologias de última geração. Os três módulos lunares que a SpaceMETA pretende enviar à lua serão alimentados por processadores Intel® Atom™ de baixíssimo consumo de energia – um item importante para o sucesso de missão, que dependerá de painéis solares para funcionar durante a viagem e na superfície lunar.

 

A tecnologia da Intel também será utilizada durante todo o processo de simulação da viagem, tirando proveito da alta performance oferecida pelos processadores Intel® Xeon™. As simulações necessárias para calcular todos os fatores envolvidos no lançamento, viagem e pouso do módulo lunar demandam enorme capacidade de cálculo – exigindo, em alguns momentos, pelo menos 140 servidores trabalhando de forma paralela para realizar todas as operações matemáticas e garantir o sucesso da empreitada. As novas capacidades gráficas presentes na mais nova geração de processadores da Intel também trará vantagens ao projeto.

 

“A tecnologia de ponta da Intel dá ao Brasil uma grande vantagem nesta competição”, explica Sérgio Cabral, da SpaceMETA. “Utilizando o que existe de mais moderno em processamento para nossas simulações e controle da missão, pretendemos colocar o país em posição de destaque na comunidade científica internacional, trazendo novas oportunidades para a difusão de ideias inovadoras nascidas em solo nacional.”

 

Sobre a campanha Apaixonados pelo Futuro

No Brasil, a campanha “Apaixonados pelo Futuro” reflete a visão da Intel de que tão importante quanto desenvolver a tecnologia em si é preparar o mercado e a sociedade para receber e aproveitar essa tecnologia. Por isso, a Intel está profundamente comprometida com todos os mercados onde opera. Desde sua chegada ao Brasil, há 22 anos, a Intel tem ajudado a preparar o país para o futuro – por meio de seu compromisso de levar ao mercado a liderança tecnológica, a inovação, e da contribuição contínua para a adoção da tecnologia, da melhoria na competitividade do mercado e da indústria local e da realização de fortes investimentos para o desenvolvimento do potencial humano por meio dos programas educacionais.

 

Sobre a Intel

A Intel (NASDAQ: INTC) é líder mundial em inovação. A empresa projeta e fabrica as tecnologias essenciais que servem como base para os dispositivos computacionais de todo o mundo. Mais informações sobre a Intel estão disponíveis em http://newsroom.intel.com/community/pt_br.

Sobre a SpaceMETA

         A SpaceMETA ( www.spacemeta.com ) é uma empresa brasileira , criada no IdeaValley ( www.ideavalley.com.br), sendo o único time brasileiro participando do desafio GLXP da XPrize Fondation com o objetivo de enviar uma missão robótica para realizar tarefas em solo lunar.

Intel e o logo da Intel são marcas registradas da Intel Corporation nos Estados Unidos e em outros países.

* Outros nomes e marcas são propriedade de seus respectivos donos.


Leia mais em: http://newsroom.intel.com/community/pt_br/blog/2011/05/20/intel-patrocina-projeto-para-lan%C3%A7ar-primeiro-m%C3%B3dulo-lunar-brasileiro?wapkw=spacemeta&_ga=1.139516339.1635064699.1440863467



SpaceMETA - Entrevista Revista Época

postado em 29 de ago de 2015 17:47 por Sergio Cabral Cavalcanti


Sergio Cabral Cavalcanti - XPrize - GLXP - SpaceMETA - IdeaValley
A Lua está mais perto do Brasil, ao menos para o empresário potiguar Sergio Cabral Cavalcanti, de 45 anos. Ele projetou a primeira missão não tripulada brasileira com ambições de conquistar a superfície lunar. Seu projeto, alimentado por ideias ousadas e tecnologias ainda não testadas, é um dos participantes da maior corrida espacial privada do mundo, o Google Lunar X Prize. A X Prize é uma fundação que oferece incentivos financeiros para estimular o desenvolvimento de tecnologias inovadoras. Nos últimos anos, a entidade está apoiando empresas e centros de pesquisa capazes de criar viagens espaciais privadas. O primeiro X Prize espacial deu US$ 10 milhões para os projetistas da SpaceShipOne, a nave depois adotada por Richard Branson (da Virgin Galactic) para voos espaciais particulares. Agora, com o apoio do Google, a Lunar X Prize oferece prêmios somando US$ 30 milhões para os primeiros que fizerem um robô chegar à Lua, andar 500 metros, deixar algo lá e transmitir um vídeo para a Terra. Não é um grande feito para a humanidade, que já lançou robôs até os confins do Sistema Solar, mas é um grande passo para o setor privado, que até hoje nunca foi além de satélites em órbita da Terra. O projeto de Cavalcanti envolve passos ousados. Ele pretende lançar, em 2012, uma nave espacial usando um foguete que, no lugar do tradicional hidrogênio líquido, usaria combustível à base de etanol (leia o gráfico abaixo). O foguete pode partir de uma base de lançamento no Brasil ou de um balão atmosférico, o que economizaria 30% de combustível. Uma vez no espaço, a cápsula liberaria três esferas: os módulos lunares. “É um projeto não poluente”, afirma Cavalcanti, que diz ser possível desenvolver todo o equipamento no Brasil. “Pensamos em um modo de caminhar na Lua sem usar combustível ou baterias.” Um dos três módulos projetados pela equipe se movimentaria por meio da diferença de temperatura na Lua. Ele teria partes que se expandem ou contraem, dependendo da incidência de raios solares. E essa variação na forma, diz Cavalcanti, o ajudaria a se locomover. O outro módulo usaria molas com sensores nas pontas. As molas, depois de liberadas por um sinal da Terra, se esticariam lentamente, fazendo a esfera rolar e se movimentar. A empresa por trás dos planos audaciosos é a Idea Valley, uma incubadora de tecnologia sediada em Petrópolis, no Rio de Janeiro, e fundada também por Cavalcanti. Se o projeto para levar o Brasil à Lua parece inusitado, quase impossível, o mesmo acontece com a trajetória do empresário. Nascido em Natal, ele cresceu ouvindo o barulho dos foguetes. Seu pai era militar da Aeronáutica e trabalhou em Parnamirim, onde fica a Barreira do Inferno, primeira base de lançamento do país. “Todo mundo quis ser astronauta ou Beatles quando criança. Eu queria ser os dois”, diz. Cavalcanti cursava engenharia no Nordeste quando seu pai foi transferido para o Rio de Janeiro. Diz que, por uma confusão na Universidade Federal do Rio de Janeiro, acabou cursando, em sequência, matemática, física, química, informática e biomedicina. Tremenda confusão...“A formação diversificada me deu diferentes visões da ciência”, afirma.

‘‘Depois que a gente desenvolver esse projeto, ele será um modelo para futuras gerações’’


Sergio Cabral Cavalcanti - XPrize - GLXP - SpaceMETA - IdeaValley

O projeto para chegar à Lua vai ter de superar muitos obstáculos técnicos – a começar pelo foguete movido a etanol, uma tecnologia ainda experimental do Instituto de Aeronáutica e Espaço, de São José dos Campos, em São Paulo. “Todo o conhecimento gerado será divulgado livremente na internet”, diz. Sua ousadia é bem recebida na disputa espacial. “Queremos novas ideias e inovação”, disse a ÉPOCA Nicky Jordan, responsável pela seleção de equipes do Lunar X Prize. O prêmio – que fique bem claro – não fez nenhuma triagem pela viabilidade técnica dos projetos. O limite é a capacidade de cada um financiar sua empreitada. Cavalcanti orça seu projeto em US$ 20 milhões. Disse que tem apoio de um grande grupo, mas não revela o nome. Afirma que, além do prêmio, pretende financiar a viagem com a venda das imagens transmitidas da Lua. Sustenta, sem muitas explicações, que seu minuto do vídeo lunar valeria 50 vezes uma inserção publicitária na final do campeonato de futebol americano, o Super Bowl (em que 30 segundos custam US$ 2,6 milhões). O otimismo e a animação ilimitados de Sergio Cavalcanti empolgaram o engenheiro químico Cardoso, diretor de tecnologia da Petrobras Distribuidora, que aceitou o convite para entrar no conselho da SpaceMeta. “O Sergio é de uma linhagem de empreendedores com coragem para inovar”, diz o DIretor da Petrobras. “Depois que a gente desenvolver esse projeto, ele será um modelo para as futuras gerações.” O conselho da empresa também conta com Jório Dauster, diretor da mineradora Ferrous e ex-presidente da Vale, além de Max Leite, diretor mundial da Intel para países emergentes. Cavalcanti tem também patrocínio pessoal. O ator Luigi Barricelli, amigo do empresário, doou US$ 1.000. Cavalcanti e seus robôs podem não levar os prêmios nem chegar à Lua, mas talvez seu atrevimento e destemor sejam capazes de inspirar outros talentos brasileiros a investir em tecnologias inovadoras.


Sergio Cabral Cavalcanti - XPrize - GLXP - SpaceMETA - IdeaValley - Luigi Baricelli






AMIGO ATÉ NA LUA Cavalcanti (à dir.) e o ator Luigi Barricelli, amigos há mais de 20 anos. O ator foi o primeiro patrocinador do plano lunar 
 

















https://pablobrenner.files.wordpress.com/2011/03/epoca-spacemeta-2011.pdf

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