I Mesa - Abertura Institucional - Reflexividade e gestão: o papel das instituições na vida acadêmica
A antropóloga Mary Douglas, em seu livro Como as instituições pensam, propõe uma reflexão sobre a influência que as instituições exercem nas nossas formas de pensar e organizar o mundo. Inspirada nessa perspectiva, esta mesa busca discutir como as trajetórias institucionais de nossos coordenadores e diretores de instituto moldaram suas carreiras e modos de atuação. Pretende-se, assim, refletir sobre o espaço da gestão não apenas como um papel administrativo, mas também como um campo de trabalho e aprendizado relevante na formação acadêmica. Em sintonia com o tema do evento — Caderno Aberto — a proposta é explorar a dimensão institucional que permeia o fazer das pesquisas, evidenciando o constante esforço reflexivo que atravessa nossas práticas enquanto cientistas sociais.
Mesa composta por:
Felipe Berocan Veiga: Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF
Renata Gonçalves: Diretora do Instituto de Ciências Humanas e Filosofia da UFF
Daniel Bitter: Chefe do Departamento de Antropologia da UFF
Luiz Fernando Rojo Mattos: Coordenador da Graduação em Antropologia da UFF
Transformar pesquisa em publicação: conversa com a pós-graduação.
Como forma de reafirmar o compromisso com a produção científica em Antropologia, convidamos todas e todos para a roda de conversa com autores-discentes do PPGA-UFF. A proposta é criar um canal de diálogo e boas trocas com estudantes que já passaram pela experiência da publicação. O encontro discutirá percursos editoriais na pós-graduação: processos de escrita e reescrita, contato com editoras, escolhas de formato e coleção, desafios da publicação, bem como estratégias para fazer esses livros circularem dentro e fora da universidade.
Participam da roda de conversa:
Olga Maria Tavares: autora de Teologia e deficiência
Antonio Claudio Ribeiro da Costa: autor de “Vamos sair loucas: uma etnografia sobre estratégias de mobilidade de travestis brasileiras trabalhadoras do sexo a partir de Amsterdã”
Letícia Sales: autora de Mulher-mãe-presa: uma etnografia do direito à prisão domiciliar para gestantes e lactantes no Rio de Janeiro
Beatriz Fernandes Coelho Gomes: autora de “Orquestra de Cordas da Grota: mundos da arte e seus dramas sociais”
II Mesa - Entre notas e afetos: interlocução e biografia de Roberto Kant de Lima.
O antropólogo Roberto Kant de Lima era professor, pesquisador e gestor. Estabeleceu relações duradouras e valiosas dentro e fora do ambiente acadêmico, nos campos das ciências sociais, segurança pública e direito. Sua forma de pensar e produzir ciência influenciou gerações de pesquisadores que ele formou em diferentes instituições, na qual se destaca, o Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos, criado em 2009. Esta mesa tem como objetivo rememorar a obra e legado deixados pelo professor Roberto Kant de Lima, um dos fundadores do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF, a partir das experiências de seus alunos e interlocutores.
Mesa composta por:
Seu Chico: Associação de Pescadores Itaipu
Luciane Patrício: Departamento de Segurança Pública (UFF)
Lenin Pires: Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF (PPGA-UFF)
Gláucia Mouzinho: Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional, Ambiente e Políticas Públicas da UFF (PPGDAP-UFF) e Departamento de Ciências Sociais da UFF
III Mesa - Antropologia e Atuação: mulheres em campo
De acordo com dados da Plataforma Sucupira, em 2024, as mulheres representavam cerca de 57,1% dos discentes nas áreas de Antropologia e Arqueologia. Embora a tradição clássica da antropologia tenha reconhecido majoritariamente a atuação de antropólogos homens, as mulheres têm exercido, e continuam a exercer, rupturas significativas que contribuem para o desenvolvimento e o tensionamento crítico da área. Esta mesa tem como objetivo evidenciar as múltiplas formas e possibilidades de atuação das mulheres na Antropologia, atravessadas por questões de gênero, raça, classe e maternidade, seja no campo empírico, político ou acadêmico, destacando suas contribuições para a construção e renovação constante da área.
Mesa composta por:
Deborah Bronz: Docente do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF (PPGA-UFF);
Maria da Consolação Lucinda: Integrante do Comitê Técnico da Revista Novamérica;
Alessandra Siqueira Barreto: Pró-Reitora de Assuntos Estudantis da UFF e professora do Departamento de Antropologia;
Juliana Tupinambá: Doutoranda do PPGAS/UnB e diretora do Museu Nacional dos Povos Indígenas.
IV Mesa: Regimes de exclusão: fronteiras, racializações e justiça global
A antropologia, enquanto disciplina historicamente implicada na produção da diferença e na legitimação de hierarquias coloniais, é também um espaço de crítica e de reinvenção epistemológica e política. Propõe-se, nesta mesa, refletir sobre os regimes de exclusão que estruturam o mundo contemporâneo, tomando a disciplina como campo de observação e de intervenção nas disputas por justiça global. Sem pretender igualar contextos ou apagar suas diferenças históricas e políticas, busca-se evidenciar pontos de contato entre esses cenários na forma como territórios são administrados, populações são classificadas como descartáveis e direitos são sistematicamente negados, bem como as lutas e reivindicações que tensionam essas ordens.
Mesa composta por:
Gisele Fonseca Chagas: Professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF (PPGA-UFF);
Júlio César Tavares: Professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF (PPGA-UFF);
João Ticuna: Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (PPGAS-MN)
V Mesa: Discutindo métodos na antropologia: Etnografia basta?
Na VI Jornada de Alunos do PPGA-UFF (2012), intitulada “O Trabalho de Campo na Construção do Conhecimento Antropológico”, a Profª Drª Mariza Peirano ministrou a Conferência de Abertura “Etnografia não é método”. Dois anos depois, em 2014, Peirano publicou o artigo de mesmo título, no qual propõe uma instigante reflexão sobre o lugar ocupado pela etnografia na produção do conhecimento antropológico. Retomando a situação da produção desse artigo e considerando a Jornada Discente do PPGA-UFF como um espaço de produção de conhecimento antropológico, esta mesa será um momento para refletir sobre as reverberações teóricas e práticas de tal discussão no exercício etnográfico contemporâneo.
Mesa composta por:
Bóris Maia: Faculdade de Educação da UFRJ; Programa de Pós-Graduação em Justiça e Segurança da UFF;
Antônio Carlos de Souza Lima: Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional/UFRJ (PPGAS/MN-UFRJ) e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF (PPGA-UFF);
Gabriel Calil Maia Tardelli: Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UnB (PPGAS/UnB) e Departamento de Antropologia da UFF.
VI Mesa: 30 anos da Revista Antropolítica: histórias e perspectivas sobre o fazer etnográfico e a prática editorial
Propõe-se, nesta mesa, refletir sobre a trajetória da Antropolítica – Revista Contemporânea de Antropologia como espaço privilegiado de experimentação teórica, metodológica e política no campo da Antropologia brasileira. Ao tomar como fio condutor a história da revista, desde sua criação vinculada ao PPGA-UFF até sua consolidação como periódico de referência, a mesa busca discutir como escolhas editoriais: temas de dossiês, políticas de avaliação, formatos de texto, abertura a diferentes tradições etnográficas e interlocuções interdisciplinares, se articulam a determinadas concepções do fazer etnográfico e de escrita antropológica. Ao inscrever essa reflexão no contexto da XIX Jornada Discente do PPGA-UFF, a mesa busca, por fim, abrir um espaço de balanço crítico e de imaginação de futuros para a Antropolítica, articulando memória institucional, experiências de edição e desafios presentes na publicação científica em acesso aberto.
Mesa composta por:
Vinícius Kauê Ferreira: professor do Departamento de Antropologia e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ);
Antonio Carlos de Souza Lima: professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional/UFRJ (PPGAS/MN-UFRJ) e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF (PPGA-UFF);
Gisele Fonseca Chagas: professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF (PPGA-UFF);
Delma Pessanha Neves: professora do Programa de Pós-Graduação em Antropologia da UFF (PPGA-UFF).