As dançarinas selecionadas pelo projeto Voz & Corpo – A mulher negra na cultura popular mineira representam a força, a ancestralidade e a diversidade das expressões corporais presentes nos territórios culturais de Minas Gerais. Por meio da dança, essas artistas preservam tradições, compartilham saberes, fortalecem identidades e promovem o encontro entre gerações. Suas trajetórias revelam a potência criativa das mulheres negras que atuam em diferentes linguagens e manifestações da cultura popular, contribuindo para a valorização do patrimônio cultural mineiro. Este catálogo celebra seus caminhos, reconhece suas contribuições e amplia a visibilidade de suas atuações na dança e na cultura popular.
📍 Contagem/MG
Dançarina, articuladora cultural e liderança comunitária, Lady construiu sua trajetória a partir da valorização da cultura black, da memória coletiva e das manifestações afro-brasileiras. Integrante e uma das referências da Comunidade do Soul, atua na preservação e difusão da cultura soul e funk em Minas Gerais, fortalecendo espaços de convivência, identidade e pertencimento para a população negra. Sua atuação reúne dança, mobilização cultural e participação em conselhos e iniciativas comunitárias. Ao longo de sua trajetória, recebeu reconhecimentos como o Prêmio Efigênia Francisca e homenagens ligadas à valorização da cultura black. Por meio da dança, reafirma a importância da memória, da ancestralidade, da corporeidade e do fortalecimento das identidades negras.
Segmentos: Dança Afro e Soul
📍 Contagem/MG
Dançarina, educadora, escritora e cantora, Jéssica Knowles desenvolve uma trajetória artística fundamentada na ancestralidade, na educação e na valorização da cultura afro-brasileira. Mestra em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), dedica sua pesquisa e atuação à dança afro-brasileira como instrumento de formação, pertencimento e transformação social. Integrante dos grupos Arturos Filhos de Zambi e Cia de Dança Evandro Passos (Bataka), é idealizadora do espetáculo Quebra Cabaças, Espalha Sementes, obra que articula memória, identidade negra e saberes ancestrais. Reconhecida com importantes premiações culturais e títulos de valorização artística, sua atuação fortalece o diálogo entre arte, educação e cultura popular, ampliando o acesso às danças afro-brasileiras em diferentes territórios.
Segmentos: Dança Afro-Brasileira e Samba
📍 Belo Horizonte/MG
Dançarina e pesquisadora da cultura popular, Dedete Mariano possui uma trajetória de mais de 25 anos dedicada às danças folclóricas brasileiras. Iniciou sua formação no balé clássico e, posteriormente, aprofundou sua atuação nas manifestações populares por meio de importantes grupos de dança, como o tradicional Grupo Aruanda, tornando-se uma referência na valorização das expressões culturais brasileiras. Ao longo de sua caminhada artística, participou de apresentações, festivais e atividades formativas, contribuindo para a difusão do folclore e para o fortalecimento da identidade cultural brasileira. Sua motivação está no estudo, na preservação e na transmissão das raízes culturais que compõem a diversidade do país.
Segmentos: Danças Folclóricas
📍 Belo Horizonte/MG
Dançarina afro, produtora cultural e educadora popular, Patrícia Alencar possui uma trajetória de mais de 25 anos dedicada à valorização da cultura afro-brasileira e das manifestações populares. Moradora do Morro do Papagaio, encontra na dança um instrumento de transformação social, pertencimento e fortalecimento da ancestralidade. Sua atuação transita entre o samba, o maracatu, a dança afro e o maculelê, promovendo o diálogo entre arte, memória e coletividade. Integrante da Cia. Evandro Passos – Primeira Dança, desenvolve um trabalho comprometido com a preservação dos saberes tradicionais e com a ampliação do acesso à cultura, defendendo a dança afro como expressão viva da identidade, da resistência e da potência dos povos negros.
Segmentos: Samba, Maracatu, Dança Afro e Maculelê
📍 Ibirité/Belo Horizonte-MG
Guidá é dançarina, arte-educadora, pesquisadora e criadora com mais de 25 anos de trajetória dedicada às danças negras. Seu trabalho é voltado à pesquisa, prática, ensino e criação em danças afro-brasileiras, danças urbanas, samba, congado e capoeira, estabelecendo conexões entre diferentes expressões da cultura negra e popular. Iniciou sua formação ainda na infância e, desde a adolescência, atua como professora, desenvolvendo metodologias próprias e promovendo processos formativos em escolas, centros culturais e projetos socioculturais. Integrante de coletivos e companhias de dança, também fundou iniciativas voltadas para crianças, jovens e mulheres, utilizando a arte como ferramenta de fortalecimento da identidade, da ancestralidade e da transformação social. Sua trajetória reúne importantes premiações e reconhecimentos, consolidando sua atuação como referência na valorização das culturas negras em Minas Gerais.
Segmentos: Samba, Congado, Dança Afro e Capoeira
📍 📍 Santana do Riacho (Serra do Cipó)/MG
Kuyra Nzila é dançarina, oficineira e educadora que desenvolve seu trabalho a partir das danças afro-brasileiras e das manifestações culturais de matriz africana. Atua principalmente com Dança Afro Contemporânea, promovendo processos formativos, oficinas e atividades culturais em projetos sociais e comunitários. Sua trajetória está ligada a iniciativas desenvolvidas em parceria com instituições como a Associação Maria Tiana, em Conceição do Mato Dentro, e o Ponto de Cultura Arandu Umoja, na Serra do Cipó. Integrante de grupos como Raiz de Cerrado, Rosa de São Benedito e Treme Terra, encontra na ancestralidade a principal inspiração para sua atuação artística, utilizando a dança como instrumento de fortalecimento cultural, pertencimento e valorização das tradições afro-brasileiras.
Segmentos: Samba, Dança Afro, Capoeira e Tambor de Crioula
📍 Araguari/MG
Rosemere é dançarina, congadeira e agente cultural com uma trajetória de mais de 25 anos dedicada às manifestações da cultura popular. Madrinha do tradicional Terno Congo de Ouro, grupo com mais de seis décadas de atuação em Araguari e atualmente reconhecido como Ponto de Cultura, desenvolve atividades ligadas ao Congado, à dança afro, à dança cigana artística, ao teatro e às celebrações tradicionais brasileiras. Sua participação em festivais e eventos culturais contribui para a preservação e valorização dos saberes populares e das tradições afro-brasileiras. Para Rosemere, a dança é uma expressão de vida, pertencimento e alegria, sendo uma das principais forças que impulsionam sua atuação artística e comunitária.
Segmentos: Congado, Ciranda, Folia de Reis, Dança Afro e Dança Cigana
📍 Araxá/MG
NegaMa é professora, pedagoga, psicopedagoga, dançarina e liderança cultural que atua na valorização da cultura afro-brasileira por meio da educação, da dança e das tradições populares. Matriarca de Reinado em Araxá, desenvolve projetos em escolas públicas e privadas com contação de histórias, oficinas de bonecas africanas e danças afro, promovendo o fortalecimento da identidade negra desde a infância. Também é carnavalesca, tendo participado da criação do Bloco das Pretas e idealizado o Bloco das Empoderadas. Sua atuação é marcada pelo enfrentamento ao racismo, à intolerância religiosa e às desigualdades sociais, utilizando a cultura popular como instrumento de resistência, pertencimento e transformação comunitária.
Segmento: Samba, Folia de Reis e Dança Afro
📍 Ponte Nova/MG
Márcia Ganga é dançarina afro, arte-educadora e cofundadora do Grupo Afro Ganga Zumba, coletivo criado em 1988 por mulheres negras que utilizam a dança afro-brasileira como instrumento de combate ao racismo, fortalecimento da identidade negra e valorização da ancestralidade. Com mais de três décadas de atuação, desenvolve ações formativas e artísticas em Ponte Nova e diversos municípios da Zona da Mata Mineira, promovendo a dança afro como ferramenta de transformação social, educação e pertencimento. Seu trabalho também dialoga com universidades, pesquisadores e projetos de formação acadêmica, contribuindo para o reconhecimento da dança afro como linguagem artística, pedagógica e política. Premiada por sua atuação cultural e social, acredita na dança como caminho de conexão ancestral, resistência e construção de futuros mais justos.
Segmento: Dança Afro
📍 Belo Horizonte/MG
Marilda Cordeiro é artista da dança, arte-educadora e coreógrafa com mais de 25 anos de trajetória dedicada à dança afro-brasileira. Sua formação reúne experiências com importantes mestres da cultura negra e uma atuação consolidada em projetos comunitários, escolas públicas, equipamentos socioassistenciais e iniciativas culturais voltadas à valorização da História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Ao longo de sua caminhada, integrou grupos como a Cia. Primitiva de Arte Negra e o Balé Afro Bataka, além de dirigir o Balé Afro Guerreiros de Nagô. Reconhecida por importantes premiações, desenvolve uma metodologia própria de ensino da dança afro e atua no fortalecimento da identidade, da autonomia e do protagonismo de mulheres negras por meio da arte.
Segmento: Dança Afro
📍 Pedro Leopoldo
Ana Francisca é dançarina e educadora popular apaixonada pela cultura do forró, manifestação presente em sua vida desde a infância por influência familiar. Neta e filha de sanfoneiros, construiu uma trajetória marcada pelo incentivo à convivência, ao pertencimento e à transformação social por meio da dança. Atua como professora e desenvolve atividades que promovem encontros, afetos, saúde e qualidade de vida, encontrando na dança uma ferramenta de conexão entre pessoas de diferentes gerações. Seu trabalho valoriza as raízes da cultura popular nordestina e fortalece os laços comunitários por meio da música e do movimento.
Segmento: Forró
📍Contagem/MG
Inah Argentina é dançarina, pesquisadora e educadora com mais de 30 anos de atuação nas artes da dança. Sua trajetória teve início no ballet clássico e na dança flamenca, expandindo-se posteriormente para as tradições populares brasileiras, área em que desenvolve sua principal atuação artística. Ex-bailarina da Escola de Dança Teatro Guaíra, atuou também como professora e integrou o Afoxé Bandarerê, onde participou do corpo de baile e das atividades musicais do grupo. Atualmente é mestranda em Comunicação Social pela PUC Minas e desenvolve oficinas voltadas a manifestações como coco, maracatu e frevo, contribuindo para a preservação e difusão dos saberes populares brasileiros.
Segmentos: Congado, Frevo, Maracatu, Coco, Ciranda, Jongo, Capoeira, Maculelê e Danças Populares Brasileiras
📍 Betim/MG
Ariane de Souza é congadeira e integrante da Capitania Jovem da Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário de Betim, dando continuidade a uma tradição familiar profundamente enraizada na fé, na devoção e na preservação da cultura afro-brasileira. Nascida no Reinado, carrega em sua trajetória os ensinamentos transmitidos por gerações de familiares que atuaram como capitães, bandeireiras, fiscais e dançantes de guardas tradicionais de Congado em Minas Gerais. Sua participação ativa no Moçambique representa o compromisso com a manutenção dos saberes ancestrais, das celebrações de Nossa Senhora do Rosário e das manifestações culturais que fortalecem a identidade e a memória do povo negro. Por meio da dança, da fé e do serviço comunitário, contribui para a continuidade de uma tradição que atravessa gerações e permanece viva nos territórios mineiros.
Segmento: Congado
📍 Belo Horizonte/MG
Rosângela Flores é brincante, educadora e pesquisadora das culturas populares brasileiras, com mais de 25 anos de trajetória dedicados à dança e às manifestações tradicionais. Sua caminhada ganhou novos rumos a partir dos estudos em folclore com a professora Deolinda, aprofundando seu envolvimento com as danças populares e impulsionando uma jornada de reconexão com suas origens e ancestralidades. Ao longo de sua trajetória, participou de grupos culturais e consolidou uma atuação marcada pela valorização da diversidade das expressões populares brasileiras, transitando por manifestações como Congado, Jongo, Maracatu, Coco, Ciranda, Bumba-meu-boi, Catira, Folia de Reis, Carimbó, Batuques e diversas outras tradições. Para Rosângela, a cultura popular é um caminho de descoberta, pertencimento e celebração da vida, sendo a força que alimenta sua atuação artística e comunitária.
Segmentos: Congado, Frevo, Bumba-meu-boi, Catira, Jongo, Dança de São Gonçalo, Ciranda, Folia de Reis, Batuque, Maracatu, Coco, Cacuriá, Carimbó e Danças Populares Brasileiras
📍 Contagem/MG
Thally Vitória é dançarina, coreógrafa, produtora cultural e educadora com trajetória construída nas danças urbanas e nas culturas negras contemporâneas. Iniciou sua formação artística em 2014 no Grupo Impactto e, ao longo dos anos, aprofundou sua pesquisa em linguagens como Dancehall, House Dance e Hip Hop Freestyle, passando por importantes coletivos e projetos formativos, entre eles Anjos d’ Rua e Crew UBDI. Atualmente integra o Coletivo Corpos em Um, onde atua como bailarina-intérprete, coreógrafa e produtora, desenvolvendo processos criativos que articulam corpo, identidade e expressão. Para Thally, a dança é uma ferramenta de autoconhecimento, transformação e conexão com o mundo, sendo a força que impulsiona sua caminhada artística e humana.
Segmentos: House Dance, Hip Hop e Dancehall
📍 Araxá/MG
Jooh Bombom é passista, bailarina e representante da cultura do samba em Araxá, construindo sua trajetória a partir de uma forte herança familiar ligada ao Carnaval brasileiro. Bisneta de passista, carrega a tradição do samba como expressão de identidade, resistência e pertencimento, dando continuidade a um legado transmitido por gerações de mulheres negras. Sua atuação reúne o samba e as danças ancestrais, utilizando o corpo como instrumento de celebração cultural e valorização das raízes afro-brasileiras. Reconhecida por sua representatividade, conquistou os títulos de Miss Beleza Negra e Rainha do Carnaval, fortalecendo sua presença como referência da cultura carnavalesca e da valorização da estética e da identidade negra em sua comunidade.
Segmentos: Samba e Danças Ancestrais
📍 Santa Luzia/Belo Horizonte-MG
Helô Ferreira é dançarina e incentivadora da cultura do forró, encontrando na dança um caminho de sensibilidade, conexão e transformação pessoal. Sua trajetória artística é guiada pela valorização dos encontros, das experiências coletivas e dos saberes compartilhados por meio da cultura popular. Atuando principalmente no universo do forró, participa de iniciativas voltadas ao fortalecimento das danças de salão e da convivência comunitária, contribuindo para a ampliação do acesso a espaços de dança e socialização. Sua motivação nasce da conexão entre corpo, emoção e cultura, compreendendo a dança como uma ferramenta de expressão, bem-estar e construção de vínculos.
Segmento: Forró
📍 Belo Horizonte/MG
Vanessa Assis é bailarina, produtora cultural, pesquisadora e gestora de projetos com mais de 30 anos de atuação nas artes da dança e na cultura popular. Bailarina profissional registrada (DRT 6110), integrou importantes companhias de dança e participou de festivais nacionais e internacionais, incluindo o Festival de Artes Negras no Senegal. Sua trajetória une a prática artística à pesquisa, à produção cultural e à formação de comunidades, desenvolvendo projetos voltados para a valorização das culturas afro-brasileiras, da ancestralidade e dos saberes tradicionais. Com sólida formação acadêmica e ampla experiência em gestão cultural, atua na coordenação de iniciativas territoriais que promovem o acesso à arte, à cultura e à cidadania, especialmente em comunidades periféricas. Sua pesquisa e atuação são atravessadas pelo entendimento do corpo como território de memória, resistência e transformação social.
Segmentos: Dança Afro, Capoeira e Maculelê
📍 Pirapora/MG
Veridiana Salles é dançarina e agente cultural com mais de 25 anos de atuação dedicados às manifestações da cultura popular. Sua trajetória foi construída a partir das vivências, dos aprendizados coletivos e da participação em grupos culturais que marcaram sua formação artística, como o tradicional Grupo Zabelê. Ao longo dos anos, desenvolveu experiências em diversas linguagens, incluindo Congado, Dança Afro, Samba, Batuque, Dança de São Gonçalo, Axé e danças folclóricas, fortalecendo a valorização das tradições populares do Norte de Minas. Integrante de grupos como Zabelê, Three Dance e Banda Espelho Mágico, encontrou na dança uma ferramenta de expressão, fortalecimento pessoal e conexão com a cultura de seu território. Para Veridiana, a dança é uma fonte de cura, resistência e celebração da vida.
Segmentos: Samba, Congado, Dança de São Gonçalo, Batuque, Dança Afro, Axé e Danças Folclóricas
📍 Barra Longa/MG
Simone Silva é liderança comunitária, mestra quilombola e articuladora cultural da Comunidade Quilombola de Gesteira, no Vale do Rio Doce. Sua trajetória ganhou novos significados após o rompimento da barragem de Fundão, em 2015, quando passou a dedicar sua atuação à preservação da memória, da cultura e da identidade de seu território. Graduada em Artes Visuais, tornou-se uma importante referência na luta pelo reconhecimento e fortalecimento das comunidades quilombolas da região. Como idealizadora do Grupo de Dança Fênix, mobilizou mulheres da comunidade para resgatar e recriar manifestações culturais tradicionais, entre elas a Dança da Peneira, símbolo de resistência, ancestralidade e reconstrução coletiva. Sua atuação une arte, educação, cultura e defesa dos direitos das comunidades tradicionais, transformando a dança em ferramenta de memória, pertencimento e fortalecimento comunitário.
Segmentos: Dança Afro
📍 Betim/Belo Horizonte e Região Metropolitana/MG
Nani é capoeirista, dançarina e artista multidisciplinar cuja trajetória atravessa a dança, o teatro, o circo e a cultura Hip Hop. Iniciou sua formação artística ainda na infância, no Salão do Encontro, em Betim, participando de atividades de música, teatro e circo. Desde 2019 desenvolve sua caminhada na capoeira, com experiências em Minas Gerais e na Bahia, ampliando sua formação junto a importantes grupos e mestres. Na cultura Hip Hop, aprofundou seus estudos em Breaking, Hip Hop Freestyle, Popping e outras linguagens das danças urbanas, consolidando sua atuação em batalhas, espetáculos e apresentações artísticas. Atualmente integra a Liga Master Hip Hop e é reconhecida por sua atuação no Breaking feminino, utilizando a arte como ferramenta de expressão, identidade e fortalecimento das culturas negras e periféricas.
Segmentos: Capoeira, Breaking, Hip Hop Freestyle e Waacking
📍 Belo Horizonte/MG
Luiza Machado é dançarina, educadora e pesquisadora da dança de salão, com uma trajetória de quase 16 anos dedicada à formação, à inclusão e à construção de espaços mais acolhedores por meio da arte. Sua atuação transita entre a dança de salão, o forró e o zouk, integrando desde 2018 o movimento da dança de salão contemporânea, que propõe reflexões sobre corpo, escuta, conexão, afeto e coletividade. Mulher preta, gorda e LGBT+, desenvolve um trabalho profundamente conectado às experiências de pertencimento, diversidade e valorização das identidades, incorporando referências da cultura afro-brasileira, das vivências de terreiro e da música popular em suas práticas pedagógicas e artísticas. Além de sua atuação na dança, trabalha com educação infantil, utilizando a cultura popular como ferramenta de imaginação, formação e fortalecimento da identidade. Sua trajetória é marcada pela defesa de uma arte acessível, inclusiva e transformadora, capaz de criar encontros e fortalecer comunidades.
Segmentos: Dança de Salão, Forró e Zouk
📍 Leopoldina/MG
Thalita Reis é multiartista, pesquisadora, produtora cultural, educadora griô e doutora em Educação pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Sua trajetória é marcada pelo diálogo entre dança, memória, ancestralidade, audiovisual e arte-educação, consolidando-se como uma importante articuladora da cultura popular na Zona da Mata mineira. Possui Licenciatura e Bacharelado em Dança pela Universidade Federal de Viçosa e Mestrado em Dança pela Universidade Federal da Bahia, desenvolvendo uma atuação que integra pesquisa acadêmica, criação artística e trabalho comunitário. Ao longo dos anos, participou de projetos culturais, produções audiovisuais e iniciativas contempladas por importantes leis de incentivo à cultura, fortalecendo a valorização dos saberes tradicionais e das expressões populares. Para Thalita, a cultura popular é um espaço de encantamento, construção coletiva e compartilhamento de ancestralidades, onde a arte se torna ferramenta de transformação, pertencimento e preservação da memória.
Segmentos: Samba, Congado, Frevo, Bumba-meu-boi, Quadrilha, Jongo/Caxambu, Ciranda, Folia de Reis, Mineiro Pau, Maracatu, Dança Afro, Coco e Capoeira
📍 Divinópolis/MG
Tuty é dançarina, educadora e integrante de grupos de dança urbana que vêm fortalecendo a cena cultural do Centro-Oeste mineiro. Sua trajetória artística teve início em 2022, quando participou de um aulão de dança e descobriu uma paixão que transformaria sua vida. Desde então, aprofundou seus estudos em danças urbanas, dança afro, contemporâneo e jazz funk, integrando o Grupo Identidade, coletivo voltado para competições e formação artística, do qual faz parte até hoje. Também atua como bailarina da Banda Gang Lex e desenvolveu trabalhos de formação por meio de projetos sociais, incluindo aulas de dança para assistidos da APAE. Com uma trajetória marcada por dedicação, disciplina e constante aperfeiçoamento, conquistou importantes premiações em festivais nacionais de dança. Para Tuty, a dança é um caminho de transformação, aprendizado e realização pessoal, capaz de abrir novas possibilidades e ampliar horizontes.
Segmentos: Dança Afro, Danças Urbanas, Contemporâneo e Jazz Funk
📍 Belo Horizonte/MG
Rafaela Silva é sambista, produtora cultural, educadora e liderança jovem do Carnaval de Belo Horizonte. Nascida e criada no Bairro Concórdia, teve sua trajetória construída dentro das escolas de samba, acompanhando desde a infância as tradições culturais transmitidas por sua família. Reconhecida como a primeira Rainha de Bateria Mirim do Carnaval de Belo Horizonte, coroada pela Escola de Samba Canto da Alvorada, consolidou-se como uma importante representante da cultura do samba na capital mineira. Ao longo de sua caminhada, atuou como passista, destaque de carnaval, musa de comunidade, mestre de cerimônias e criadora de figurinos carnavalescos, além de conquistar títulos como Miss Beleza Negra de Minas Gerais 2020/2021 e Melhor Musa do Carnaval de 2024. Estudante de Gestão Pública pela UEMG, também é idealizadora do projeto Batuque de Rainha, iniciativa voltada ao ensino do samba e à valorização das tradições afro-brasileiras junto à comunidade. Sua atuação une formação, representatividade, educação e preservação cultural, fortalecendo o protagonismo das mulheres negras no samba mineiro.
Segmentos: Samba e Dança Afro