O Major Lazer soltou na última sexta-feira “Can’t Take It From Me”, novo single com a participação de Skip Marley, neto do Bob Marley. O som fará parte do quarto álbum de estúdio do trio, que deve chegar neste ano, e ainda não teve seus detalhes revelados. Entretanto, segundo declaração do próprio Diplo à Complex no ano passado, este será o último trabalho do projeto.
Especula-se que o disco será chamado Music Is My Weapon, e contará com sucessos lançados nos últimos anos, como “Cold Water”, “Head Up High”, “Run Up” e “Believer”. Nada oficial, entretanto, foi divulgado pelo grupo.
Australiano coloca a cara a tapa depois de explodir com “Losing It”
Faixa fenômeno de 2018, “Losing It” foi a favorita de muita gente, concorreu a um Grammy, apareceu em tudo o que era chart, lista, festa, festival, e alçou o nome de FISHER a outro patamar. E se o sucesso repentino foi uma ótima notícia na carreira do australiano, trazia também um grande desafio: não deixar a peteca cair.
+ “Losing It” foi a música mais tocada em festivais em 2018, segundo o 1001 Tracklists
Agora, dez meses depois, o DJ coloca-se novamente à prova com “You Little Beauty”, faixa lançada nesta quinta-feira, mais uma vez pela Catch & Release. A música de fato soa como uma continuidade de “Losing It”, embalada no mesmo estilo singular de tech house que parece estar virando a marca registrada de FISHER. O vocal é um sample de “Love Sensation”, canção de 1980 da famosa cantora americana Loleatta Halloway.
CONFIRA:
Em novo filme, Vargas & Lagola explicam como surgiu a colaboração com o falecido DJ
“Though Love”, o segundo single do álbum póstumo de Avicii, será lançado no primeiro minuto europeu (CEST) desta sexta-feira, 10. O anúncio foi feito na descrição do recém-lançado minidoc sobre o som. O vídeo foi lançado no canal oficial de Avicii no YouTube, assim como os dois anteriores sobre o material do álbum TIM — desta vez, porém, sem legendas disponíveis.
Nele, Vargas & Lagola — antigos colaboradores de estúdio de Avicii — contam como surgiu a ideia para a canção, e que Tim Bergling pretendia que “Though Love” fosse um dueto entre um casal; assim, Vargas e sua esposa, Agnes, acabaram assumindo os vocais. Também é possível conferir cenas inéditas do DJ trabalhando na música, no seu estúdio.
Em local inédito, o festival consegue reforçar sua autoridade no cenário em meio a alguns problemas.
por Ana Luiza Cavalcante & Rodrigo Airaf
O Ultra em Miami é sempre um dos festivais mais aguardados do ano. Realizado sempre em Março, o festival teve seu 2018 marcado pela decisão da justiça americana em solicitar mudança de local para o evento. O lugar escolhido foi a ilha de Virginia Key Beach. Começar um evento em um novo local geralmente pode trazer problemas, e assim o festival acabou sofrendo com algumas críticas.
Um pequeno trânsito se formava na chegada no festival, mas nada que a gente se importasse, afinal de contas, era o primeiro dia e estávamos todos ansiosos para ver as novidades do festival. Logo na entrada, havia uma escada que dividia o main stage e demais palcos à direita — Ultra Live, UMF Radio e World Wide. Já a Resistance Island — palcos Resistance Reflector, Arrival Stage, Oasis e Carl Cox Mega Structure — ficava à esquerda.
Meu primeiro destino eram os palcos de techno. Inicialmente, andando até os stages Reflector e Arrival. O palco principal era o Carl Cox Mega Struture, assinado pelo próprio DJ e produtor. A Resistance Island ficou muito legal, mas a utilização daquela área pedia melhorias na quantidade de banheiros, na sinalização dos stages, na quantidade de estações de água e nas informações passadas pelos seguranças. Se da entrada o tempo para chegar até o último palco da Resistance Island era de 25 minutos, para chegar até o main stage era um tanto maratona: em média 45 minutos de caminhada.
O main stage também sofreu com a pouca quantidade de estações de água, especialmente por ser a área de maior movimentação do festival, o que resultou em longas filas.
Quesitos de organização à parte, é de se destacar que o festival realmente não mede esforços para impressionar com seus palcos, iluminação e lineup com qualidade musical impecável, mas sem entrega significativa de cenografia e ativações de marca.
O Mission Home, proposta do festival para preservação do meio ambiente, foi uma boa ideia. Havia diversas lixeiras para separar o lixo orgânico do reciclável e a equipe da limpeza retirava o lixo a todo momento. Outro ponto importante foi a preservação dos animais, com a decisão acertada de não soltar fogos de artíficio nesta edição. Ponto positivo para o festival, o cool hoje é ser sustentável!
Na saída do primeiro e segundo dias, sem dúvidas o acesso aos shuttle foi bem complicado. Talvez uma falta de comunicação entre a equipe responsável. Quem se programou para sair com antecedência deu sorte, pois não enfrentava as filas gigantes para entrar nos shuttles, nem a falta deles. Devido a um acidente ocorrido no primeiro dia, a polícia fechou a via de acesso e travou shuttles de entrarem e saírem da região.
De um lado, 2 horas de trânsito parado. De outro, uma certa revolta dos frequentadores que queriam ir para casa. Alguns amigos relataram que atravessaram a pé a ponte que dá o acesso do festival até Downtown, mais ou menos 6 quilômetros de caminhada.
No sábado, a organização fez melhores sinalizações e fechou as saídas do festival, obrigando as pessoas a entrarem nas filas em direção aos shuttles, o que resultou, novamente, em problema. Fomos abençoados, entretanto, por uma saída de pedestres escondida que nos levou a um shuttle em 5 minutos.
No domingo, todos os problemas haviam sido solucionados pela produção, o que não se pode dizer de muitos festivais por aí. Errar todos erram, mas solucionar é a chave!
OS SHOWS
Black Coffee: pessoalmente, era o show mais aguardado de todo o lineup. Uma mistura de house, tech house, sons africanos, instrumentos variados e muito groove. Black Coffee era um dos poucos artistas que eu ainda não tinha visto. No meio do set ele soltou um mashup de Thriller, do Michael Jackson, sensacional!
Camelphat B2B Solardo: Camelphat foi uma das revelações de 2018 com as tracks “Panic Room” e “Cola”. Já Solardo, tendência atual também entre os brasileiros, entrou para colaborar com um bom show no palco mais eletrizante da Resistence Island, o Arrival, uma espécie de ilha privativa com chamas de fogo, literalmente o ambiente à altura desse B2B.
Hot Since 82: Em 2016, quando o assisti durante o Ultra Brasil, achei um dos sets mais dançantes. Apesar de ter se apresentado ainda durante o dia, com as pessoas chegando no festival, Hot Since 82 foi incrível. Logo quando entrei, ele fazia uma virada para a track ícone de Guy Gerber, “What To Do”.
Nic Fanciulli: já me identifiquei logo de cara com o som para lá de pra frentex, com muita animação para se jogar na pista!
Deadmau5: AMO, de paixão, o rato mais polêmico do mundo. O seu tão aguardando projeto cenográfico e audiovisual CUBE V3 estava realmente incrível, com LEDs com imagens super definidas e divertidas. Sonoridade pura e clássica, com “Ghosts N’ Stuff” marcando a aparição de Deadmau5 durante sua apresentação, além de um live de “Raise Weapon”, uma de suas tracks mais conhecidas. Mas como tudo não pode ser perfeito, de repente, houve problemas técnicos no show e a mesa de som se desligou. Foi uma decepção para o canadense, que ficou visivelmente irritado. Depois de alguns minutos de silêncio o som retornou, mas algumas pessoas já tinham se deslocado e o show perdeu um certo encanto. Ainda assim, vai ficar na memória!