Belas é uma vila e antiga freguesia portuguesa do concelho de Sintra, com 21,89 km² de área e 26 089 habitantes (2011; densidade: 1 191,8 hab./km²).
O território onde se encontra a vila de Belas apresenta características que determinaram, sem dúvida, o seu povoamento, a sua organização e desenvolvimento. Situada entre serras, algumas de pequeno relevo outras mais acidentadas, como a serra da Carregueira, entrecortada de vales fertilizados pelas abundantes linhas de água, Belas remonta aos primórdios da Nacionalidade onde se conhecessem os limites da paróquia e vila de Belas já no século XII. Os registos arqueológicos encontrados permitem determinar a existência da presença humana desde o Paleolitico Médio (40 000 a 30 000 a.C.), daí passando pelo Neolítico, Calcolítico, o Megalítico (podemos encontrar alguns complexos megalíticos, como por exemplo o complexo megalítico do Monte Abraão - vertente marcadamente funerária), mas sempre denunciando uma densidade populacional muito baixa. Só no período de Romanização encontramos vestígios de uma densidade populacional significativa e com alguma organização. Desta época salienta-se os vestígios da barragem romana, situada na estrada que liga Belas a Caneças. Da presença árabe ficaram também alguns vestígios, principalmente a toponímia local (exemplos: Massamá, Queluz, Meleças).
Belas foi vila e sede de concelho até 1855. Até ao liberalismo era composto apenas pela freguesia da sede, sendo mais tarde incorporada a freguesia de Barcarena. Tinha, em 1849, 4 041 habitantes e 49 km². Voltou a obter a categoria de vila em 24 de Julho de 1997. Em 2013, no âmbito da reforma administrativa foi anexada à freguesia de Queluz, criando-se a União de Freguesias de Queluz e Belas.
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A Anta da Pedra dos Mouros, também conhecida como Anta do Senhor da Serra, é um dólmen megalítico situado perto de Belas e Queluz, no distrito de Lisboa em Portugal. Acredita-se que remonta às épocas neolítica tardia e calcolítica inicial (4000-2500 aC). A Anta da Pedra dos Mouros, a Anta da Estria e a Anta do Monte Abraão estão a uma curta distância uma da outra e são conhecidas coletivamente como Antas de Belas. A Anta da Pedra dos Mouros foi identificada pela primeira vez na década de 1850 por Carlos Ribeiro. Apesar de ter sido registrado e protegido como monumento nacional em 1910, o dólmen sofreu recentemente danos significativos.[1][2][3][4]
A Anta da Pedra dos Mouros foi identificada pela primeira vez em 1856 por Carlos Ribeiro (1813-1882), mas ele não teve chance de realizar escavações até 1876, depois de receber a aprovação do proprietário, o Marquês de Belas. Naquela época, a câmara funerária já estava em mau estado, com apenas três pedras de suporte na vertical, com uma aparentemente com duas figuras antropomórficas gravadas nela. Ribeiro encontrou três ortostatos restantes in situ. O maior inclinava-se para o norte, com 5 metros de comprimento, 3,7 m de largura e 0,27 m de espessura. Isso foi parcialmente sustentado por uma segunda peça, de 4,5 m de comprimento, 2 m de largura e 0,25 m de espessura, que estava em contato com a terceira pedra, que tinha cerca de 4 metros de largura, mas subiu apenas um metro acima do solo, pois estava quebrada. Não havia fragmentos visíveis ao redor. Durante a escavação, Ribeiro também encontrou quatro lajes menores. Ribeiro e estudos subsequentes (de Ferreira, G. e V. Leisner e Boaventura) produziram interpretações diferentes da estrutura exata do sepulcro e de sua orientação.[1][2]
A Anta em 2019
Os itens encontrados por Ribeiro durante suas escavações são mantidos no Museu Geológico de Lisboa. Eles incluem um machado de pedra, ferramentas de sílex, utensílios para uso doméstico, vasos e ossos humanos e animais. Ribeiro observou que o conteúdo da tumba já havia sido modificada e que suas descobertas "não foram muito proveitosas". Essa impressão foi confirmada pela presença nos espólios de uma moeda portuguesa datada de 1741 e por informações de habitantes locais que aconselharam Ribeiro que o túmulo havia sido invadido uma década antes de suas escavações. No entanto, contrariamente à opinião de Ribeiro (1880) e autores posteriores, os itens coletados, embora escassos, permitem uma compreensão geral da tumba.[1][2]
Durante muito tempo, o local foi de peregrinação para a população local, acreditando-se que as mulheres recém-casadas que deslizassem pela lateral da pedra dominante pudessem conceber. Essas peregrinações chegaram ao fim em 1942, quando o proprietário proibiu o acesso. A pedra dominante foi encontrada quebrada em numerosas peças em junho de 2010: ainda não está claro se isso foi causado por vandalismo ou foi o resultado de detonações durante a construção da nova rodovia A9, que passa perto do dólmen.[5][6]
A Anta em 2019