Etnobiografia (descrita pelo próprio entrevistado, texto elaborado com auxílio da IA Gemini)
Cap 2
Entrevistado 1, cujo nome dos pais é Onévio e Ângela , nasceu em Joinville, no bairro Costa e Silva, e viveu nesse mesmo local até os 17 anos de idade. Desde cedo, em sua casa, havia uma grande biblioteca, onde sempre via seus pais lendo, o que indica um ambiente familiar com forte incentivo à cultura e ao saber. Ele percebe que seus pais eram "mais cultos que a média dos pais dos meus colegas do bairro"
No período dos 7 aos 15 anos (Ensino Fundamental), o contato com a matemática foi muito marcante para ele. Ele se lembra até hoje de uma professora que lhe deu um artigo impresso sobre o número Pi, uma ação que o fez sentir-se especial e foi muito impactante. Nessa época, ele já lia muitos livros de ciências na biblioteca de seus pais, com especial interesse em biologia. Além disso, acompanhava revistas como a Superinteressante, que frequentemente abordavam Astronomia, e assistia ao "Telecurso 2000" na televisão, com grande interesse em química, física e matemática.
Entre os 14 e os 17 anos, ainda morando em Joinville, ficou claro seu desejo de estudar Física ou Matemática. Embora gostasse muito das Ciências Biológicas, percebeu que sua paixão era trabalhar com Matemática e Física. Aprofundar-se na matemática durante o ensino médio, especialmente no segundo e terceiro anos, foi crucial para essa decisão. As aulas de pré-vestibular em Joinville, com foco no vestibular vocacionado para Engenharias da Udesc, que apresentava provas de Matemática e Física mais avançadas e descritivas, consolidaram sua escolha.
A decisão entre Física e Matemática foi difícil; ele considerou estudar as duas simultaneamente. Optou por Física por acreditar que o curso lhe permitiria estudar tanto Matemática, que é necessária na Física, quanto a própria Física. No início da graduação em Florianópolis, para onde se mudou aos 17 anos para estudar Física na UFSC , ele ainda teve dúvidas sobre essa escolha. Chegou a ser convidado para o Programa Avançado de Matemática (PAM), do Departamento de Matemática, devido às suas notas altas no vestibular, mas foi desaconselhado por veteranos e não participou. Hoje, ele percebe que foi mal aconselhado e que deveria ter feito o PAM.
Durante os dois primeiros anos da faculdade, ele pensou várias vezes em trancar Física para cursar Matemática. No entanto, a presença de "ótimos professores de Matemática" na graduação em Física e a esperança de trabalhar com Física Teórica, que demandaria Matemática Avançada, o motivaram a continuar. No segundo ano da graduação, aceitou um convite para uma iniciação científica com bolsa em Astrofísica, inicialmente contra sua vontade, pois queria trabalhar com Astrofísica Teórica e Matemática, e a Astrofísica parecia distante disso. A necessidade da bolsa, que ajudaria nas suas despesas em Florianópolis, foi um fator decisivo para aceitar. Essa escolha definiu seu futuro profissional na área de Astrofísica.
A continuidade na Astrofísica foi motivada pela descoberta de que a área apresentava muitos problemas matemáticos e físicos desafiadores, incluindo problemas teóricos. Sua visão inicial de que a Astrofísica era essencialmente observacional e com pouca profundidade matemática e teórica foi alterada após se aprofundar na iniciação científica.
Atualmente, o Entrevistado 1 dedica suas manhãs para dar aulas, sendo três manhãs por semana na UFSC e duas manhãs com aulas ao vivo pelo YouTube para o "Projeto Astrofísica para Todos". As tardes são geralmente dedicadas ao estudo, atendimento de dúvidas de alunos, escrita de livros e preparação de aulas. Ele aspira a continuar estudando, ensinando e escrevendo. Não possui metas no sentido de lutar energicamente, mas nutre sonhos, como fazer parte da criação de uma Universidade Federal 100% remota e criar um Instituto de Ensino de Astronomia que seja referência no ensino e divulgação da área no Brasil, com foco na formação de professores.