📃Direito à Liberdade de Expressão✍️
1) Advogados e credores que afirmam ser possível pedir a falência do clube, caso a recuperação judicial não seja aprovada; querem a penhora de bens, mediante pedido de afastamento das cláusulas de inalienabilidade, que protegem os principais bens imóveis do Paraná.
Acreditam que o juiz afastaria as cláusulas de inabilidade para viabilizar a penhora dos imóveis.
2) Advogados, credores e empresários que afirmam ser impossível penhorar os bens do PRC, não apenas pelas cláusulas de inalienabilidade, mas, principalmente, pelos problemas de planejamento urbano, que tornariam inviável novas construções nesses imóveis.
1) Negociar a sede Kennedy com a prefeitura em troca de potencial construtivo, para saldar dívidas com credores;
2) Transferência da Sede Kennedy para SAF como garantia, em caso de conversão do deságio em ações SAF para credores quirografários e trabalhistas, se for do interesse de cada um.
(Subsede Boqueirão e Vila Olímpica também podem ser transferidas para a SAF, inclusive a própria marca do PRC pode ser transferida, no intuito de integralizar o capital social da empresa).
Existe alguma outra medida a ser tomada para evitar a bancarrota do Tricolor?
Torcemos por uma solução definitiva, que resolva ao menos parte das dívidas do Clube; o Paraná precisa respirar, iniciando nova fase de reestruturação e revitalização do futebol profissional.
Alguns credores afirmam não aceitar os termos da petição da RJ, proposta pela diretoria em meados desse ano. Preferem a falência e a penhora dos bens, do que um acordo nos termos em que foi proposto na petição (advogados de credores fizeram objeções ao plano de RJ, em Novembro).
Caso a RJ não seja aprovada, na primeira ou segunda assembleia de credores, que será em 18 janeiro de 2023), a corda no pescoço do Paraná Clube começaria a apertar.
Credores entrariam numa corrida contra o tempo, e seus advogados (que tocam as ações de execução) poderiam pedir o afastamento das cláusulas de inalienabilidade que protegem os principais bens do clube, a Sede Kennedy e Subsede Boqueirão.
Restaria ao PRC apenas alguns anos de vida (1 a 3 anos, dependendo do Judiciário, não há como calcular o tempo com exatidão), além de tentar atrair algum comprador da SAF, um mecenas salvador, para sanar ao menos parte significativa das dívidas.
O último suspiro do Tricolor seria tentar manter a Vila Olímpica, caso a Sede Kennedy e a Subsede Boqueirão sejam penhoradas. (No caso da Vila Capanema ficar mesmo com a União, após o término do julgamento ou votação do STF, a última fortaleza do Paraná seria a Vila Olímpica).
No entanto, alguns advogados e empresários pensam que a chance de pagar dívidas estaria numa permuta da sede Kennedy com a prefeitura, em troca de potencial construtivo.
O imóvel não poderia ser vendido a um terceiro de iniciativa privada, pois o problema que sempre trava negociação em leilões não seria jurídico ou financeiro, mas uma questão de planejamento urbano da cidade.
Para construir obras, seria necessário aval do poder público, daí surgiu a idéia de negociar a Sede Kennedy com a prefeitura.
Uma sugestão alternativa seria a transferência do bem para SAF como garantia, em caso de conversão do deságio (ou valor total dos créditos) em ações SAF para credores.
Todavia, o PRC ficaria a mercê da própria sorte, sem muitas opções em criar receitas; está sem divisão nacional, e não há previsão de calendário anual de jogos para render quantias significativas de bilheteria, pelos próximos anos.