Uma breve história sobre o espalhamento de luz
O efeito Raman consiste no processo de espalhamento inelástico da luz por fônon ópticos, ou seja, ocorre a mudança no comprimento de onda e na amplitude da radiação incidente quando ela interage com o meio material como, por exemplo, moléculas e cristais. Este fenômeno foi predito pelo físico A. Smekal, em 1922 e, posteriormente, demonstrado por C. V. Raman e K. S. Krishinan, em 1928, quando eles estudaram as linhas do benzeno líquido emitidas por uma radiação de mercúrio. Neste mesmo ano, Mandelstam e Landsberg também observaram este fenômeno, porém em cristais de quartzo [1]. Em 1930, C. V. Raman foi agraciado com prêmio Nobel de Física por suas relevantes contribuições científicas sobre o espalhamento de luz [2].
Outros personagens importantes para a consolidação da espectroscopia Raman foram:
Em 1958, advento do laser de rubi por Schawlow e Townes [3];
Em 1960, Construção do laser por Maiman [4];
Em 1962, Porto e Wood descreveram com sucesso o uso do laser de rubi como fonte de excitação para a espectroscopia Raman [5];
Em 1964, Porto e Leite reportaram a obtenção de espectros Raman, entre outros, do tetracloreto de carbono excitado com laser de hélio-neônio [6].
Atualmente, existem inúmeras técnicas derivadas do espalhamento Raman, a saber:
CARS;
SEARS;
TERS;
Referências
Fontes:
[1] CARDONA, M. Introduction. In: (Ed.). Light Scattering in Solids I: Springer Berlin Heidelberg, v.8, 1983. cap. 1, p.1-22. (Topics in Applied Physics).
[2] RAMAN, C. V. Nobel Lecture: The Molecular Scattering of Light, 1930.
[3] SCHAWLOW, A.; TOWNES, C. Physical Review, v. 112, n. 6, p. 1940-1949, 1958.
[4] MAIMAN, T. H. Nature, v. 187, n. 4736, p. 493-494, 1960.
[5] PORTO, S. P. S.; WOOD, D. L. JOURNAL OF THE OPTICAL SOCIETY OF AMERICA, v. 52, n. 3, p. 251-252, 1962.
[6] LEITE, R. C. C.; PORTO, S. P. S. JOURNAL OF THE OPTICAL SOCIETY OF AMERICA, v. 54, n. 8, p. 981-983, 1964.