A qualidade em ambientes de ensino constitui um fator crítico, cuja influência se manifesta diretamente na formação integral do indivíduo. As edificações escolares são elementos fundamentais para o desenvolvimento humano, e a arquitetura desses prédios deve estar plenamente adequada para oferecer as máximas condições de aprendizagem, bem-estar e aproveitamento didático aos estudantes. A busca pela harmonia entre o usuário e o ambiente é uma questão que deve ser cuidadosamente relacionada, pois o espaço físico, em conjunto com as atividades pedagógicas e o comportamento humano, exerce uma interação direta sobre as pessoas nele inseridas. Diante disso, esta investigação, de natureza multidisciplinar e agregadora, visa analisar a fundo como a infraestrutura física e os fatores ambientais (acústicos, térmicos, lumínicos e de qualidade do ar) se interligam com o processo de ensino-aprendizagem e o desempenho cognitivo dos estudantes em todos os níveis acadêmicos.
A abordagem desta pesquisa enfatiza a infraestrutura física e os aspectos ligados à inovação, reconhecendo que o ambiente físico e os elementos que o compõem transmitem a funcionalidade e influenciam o comportamento e o bem-estar dos utilizadores. Tradicionalmente, o projeto da sala de aula segue um padrão adotado no século XIX, refletindo modelos que buscam o controle e o adestramento, produzindo "corpos dóceis". Contudo, a evolução das práticas pedagógicas exige a reconfiguração do espaço educativo para que seja mais permeável à adoção de metodologias ativas de aprendizagem. Estudos sobre inovação demonstram que conceitos como as "Salas de Aula do Futuro" (ou Ambientes Educativos Inovadores) integram diferentes zonas de trabalho, diversas tecnologias e, crucialmente, mobiliário diversificado, multifuncional e reconfigurável. É vital investigar a ergonomia e a flexibilidade do mobiliário, já que a inadequação de mesas e cadeiras (frequentemente rígidas e fixas) tem sido apontada como um fator significativo de desconforto.
Nossa metodologia de pesquisa baseia-se na união de dados técnicos (provenientes de medições e análises de infraestrutura física e conforto ambiental) com a percepção do usuário, o que é vital para diagnosticar aspectos positivos e negativos dos ambientes. Por meio do site, de formulários de pesquisa e instrumentos de avaliação, engajaremos estudantes e educadores, que são os principais usuários, para coletar informações sobre suas necessidades e nível de satisfação. Os dados coletados alimentarão a elaboração de diretrizes projetuais e publicações científicas, com o objetivo de gerar projetos de intervenção que promovam a mutabilidade e a adaptabilidade, rompendo o paradigma da padronização e garantindo que o espaço escolar, em todos os seus aspectos, apoie o desempenho de suas funções. Convidamos ativamente pesquisadores, instituições e, sobretudo, a comunidade estudantil a colaborar neste esforço pela excelência e qualidade ambiental da educação.
O corpo de referências bibliográficas que sustenta esta pesquisa reflete a sua natureza multidisciplinar, sendo essencial para o desenvolvimento de conhecimento e a segurança na construção do saber científico. A revisão de literatura é um procedimento inicial essencial que permitiu aprofundar a compreensão das complexas interconexões entre o ambiente construído e o processo de ensino-aprendizagem:
Referências para o estudo:
https://drive.google.com/drive/folders/1xhQLq39ewP6M-cNm_XZteF1q12yZv_xa?usp=drive_link
Como forma de transpor os conceitos teóricos e as diretrizes projetuais para a realidade tangível e acessível ao público, e dada a ênfase da nossa pesquisa na inovação e reconfiguração do espaço educativo, organizamos uma playlist no YouTube:
Qualidade dos Ambientes Ligados ao Ensino