EM SITUAÇÕES DE PANDEMIA, RECOMENDAM-SE AS SEGUINTES ESTRATÉGIAS:
• Reconhecer e acolher os próprios receios e medos, procurando pessoas de confiança para conversar;
• Retomar estratégias e ferramentas de cuidado empregadas em momentos de crise ou sofrimento e ações que trouxeram sensação de maior estabilidade emocional;
• Investir em exercícios e ações que auxiliem na redução do nível de estresse agudo (meditação, leitura, exercícios de respiração, entre outros mecanismos para situar o pensamento no momento presente), estimular a retomada de experiências e habilidades usadas em tempos difíceis do passado para gerenciar emoções durante a pandemia;
• Ao trabalhar durante a pandemia, observar as necessidades básicas; garantir pausas sistemáticas durante o trabalho (se possível em um local calmo e relaxante) e entre os turnos;
• Em caso de estigma por receio de contágio, compreender a causa como fruto do medo e do estresse causado pela pandemia, não como questão pessoal. Convém dialogar com colegas de trabalho e supervisores que possam compartilhar das mesmas dificuldades, buscando soluções coparticipadas;
• Investir e estimular ações compartilhadas de cuidado, evocando a sensação de pertença social (como as ações solidárias e de cuidado familiar e comunitário);
• Reenquadrar os planos e estratégias de vida, para seguir produzindo metas de forma adaptada às condições associadas à pandemia;
• Manter ativa a rede socioafetiva, estabelecendo contato, mesmo que virtual, com familiares, amigos e colegas;
• Evitar o uso de tabaco, álcool ou outras drogas para lidar com as emoções;
• Buscar um profissional de saúde quando as estratégias utilizadas não estiverem sendo suficientes para a própria estabilização emocional;
• Buscar fontes confiáveis de informação, como o site da Organização Mundial da Saúde;
• Reduzir o tempo que passa acompanhando as coberturas midiáticas;
• Compartilhar as ações e estratégias de cuidado e solidariedade, a fim de aumentar a sensação de pertença e conforto social;
• Estimular o espírito solidário e incentivar a participação da comunidade.
Caso as estratégias recomendadas não sejam suficientes para o processo de estabilização emocional, convém buscar auxílio de um profissional de Saúde Mental
E aí? Você praticou alguma delas?
Se precisar de ajuda, entre em contato pelo site: www.clinicarafaelhaddad.com.br
Fonte: O livro “Recomendações e orientações em saúde mental e atenção psicossocial na COVID-19” que integra iniciativas da Fiocruz e representa o compromisso da instituição com os temas da Reforma Sanitária e Reforma Psiquiátrica.