Os quatro pilares de fundamentação do templo
O templo é firmado na fundamentação de quatro pilares que sustentam todas as ações e direcionamentos materiais e espirituais realizados dentro de sua dimensão e amplitude.
São eles: O amor, a verdade, a justiça e o autoconhecimento.
O amor
O amor sustenta o universo e estabelece a presença divina sobre a criação. Acreditamos que somente o amor pode fazer-nos compreender a magnitude do divino sobre o Todo. Pelo amor que preenche nossos corações, estabelecemos nosso caminho, pela caridade que praticamos oferendamos a gratidão pelo amor que temos e recebemos do Todo à nossa volta.
Acreditamos e seguimos em profundidade aquilo que Paulo escreveu aos Coríntios:
"Ainda que eu falasse a língua dos homens e dos anjos, sem amor, eu nada seria."
A verdade
O que seria de nossas buscas se não fossem pautadas na verdade daquilo que nos sustenta?
Para onde efetivamente direcionariam nossas energias se não tivéssemos confiança naquilo que acreditamos?
Para que essas questões sejam respondidas, devemos sempre consultar a nossa própria consciência para que ela questione as verdades que nos guiam os passos.
A verdade deve transpor todas as barreiras materiais e mentais e deve reverberar no âmago de nossa essência.
Quando citamos a verdade não falamos sobre as verdades da pequenez humana ou aquelas firmadas na materialidade desta encarnação, mas sim, a verdade daquilo que nos preenche o espírito e que nos revela o sagrado e o Divino para além desta existência.
A justiça
A justiça é importante para que possamos expandir a nossa consciência em relação ao outro e equilibrar os pratos da sagrada balança, buscando a construção de um mundo mais fraterno e justo para todos.
Para que esta fundamental ferramenta divina seja efetiva, devemos considerar a todos os olhares, todas as percepções e estabelecer-nos como mediadores, que buscam entender as particularidades do Todo, respeitá-las e de alguma forma, sem interferir com inclinações próprias, dosar ações, vibrações e energias com o objetivo de equilibrar uniformemente o campo para que se ascenda o sagrado em meio a todos e para que proporcione um meio para que o divino se manifeste.
O autoconhecimento
Não há como se considerar o Todo externo, sem considerar-se o Todo interno primeiramente, buscar a essência profunda de nós mesmos, conhecermos nossa face frente ao espelho e entender aquilo que realmente somos, é fundamental para que possamos saber especificamente em quais frentes podemos atuar, para auxiliar na evolução do universo e para que possamos doar aquilo que verdadeiramente possuímos àqueles que pudermos de alguma forma ajudar.
A prática do Bem
A prática do Bem é uma ferramenta fundamental para o espírito encarnado, a alma, adquirir o progresso moral e em consequência a evolução espiritual.
Se quisermos mudar nossas vidas para melhor, evitando acontecimentos menos felizes, será necessário mudar a forma de pensar e agir, desenvolvendo à vontade, quase sempre vacilante, sempre para o bem.
A nossa preocupação maior deveria ser o aproveitamento de cada oportunidade que se apresenta para fazermos o bem, instante a instante, das pequenas ações e favores do cotidiano a ações mais avantajadas rumo ao socorro e desenvolvimento de nossos espíritos e da dignidade humana.
Como nossas ações interferem, direta ou indiretamente, na vida das pessoas – o próximo – a reflexão antes da concretização se faz necessária para que possamos ter como resultado o bem estar nosso e alheio. É o que nos garante a lei de ação e reação.
A prática da caridade
A caridade é um instrumento divino para que a essência do amor se expanda, transformando e transmutando tudo à sua volta. Estabelecida como um dos pilares fundamentais de sustentação do nosso templo e a ferramenta principal dos trabalhos da nossa egrégora, auxiliando-nos a compreender os aspectos profundos do maior dos ensinamentos de Cristo: Amarás o teu próximo como a ti mesmo!
A todos que nos procuram e se dispõe a fazer do uso desta ferramenta divina, salientamos observar os aspectos de benevolência ao praticá-la, pois de nada adianta a prática da caridade sem o profundo sentimento de estar-se realizando o Bem, sem esperar receber nada em troca da caridade que se faz...
A caridade deve ser acima de tudo benevolente, para que não seja apenas um ato beneficente, muito embora esses atos trarão um contexto de ajuda a outrem, apenas a caridade benevolente, que provém da essência divina de nosso espírito desperto, estabelecerá a consciência espiritual da construção de um mundo melhor para todos nós que comungamos desta jornada.
Todos os trabalhos que realizamos no templo são gratuitos e pautados na caridade como expressão de amor ao próximo e gratidão ao nosso Pai Olorum pelas bênçãos que ele nos concede.