Lisboa é marcada pela sua localização privilegiada junto ao estuário do rio Tejo e pela combinação de relevo acidentado com zonas ribeirinhas. Situada na costa ocidental de Portugal, a cidade desenvolve-se sobre um conjunto de colinas que se elevam acima do rio, criando uma paisagem urbana singular e amplas vistas sobre a água.
O elemento geográfico mais dominante é o rio Tejo, cujo estuário em Lisboa é um dos maiores da Europa. Esta vasta área de águas calmas desempenhou, ao longo da história, um papel fundamental no desenvolvimento da cidade, facilitando o comércio, a navegação e a expansão marítima portuguesa. As margens do Tejo são hoje espaços de grande importância económica, cultural e recreativa.
Lisboa é frequentemente descrita como a “cidade das sete colinas”, entre as quais se destacam a colina do Castelo, de São Vicente, de Sant’Ana, de Santo André, das Chagas, de Santa Catarina e de São Roque. Este relevo irregular traduz-se em ruas íngremes, miradouros e uma malha urbana adaptada à topografia. Entre estas elevações encontram-se vales e zonas mais planas, como a Baixa, que foi reconstruída após o Terramoto de Lisboa de 1755 com um traçado urbano regular.
A norte e a oeste da cidade, o relevo torna-se progressivamente mais elevado, aproximando-se de áreas como a Serra de Monsanto, um importante pulmão verde de Lisboa. Já a sul, do outro lado do Tejo, estende-se uma paisagem mais plana, marcada por zonas urbanas e industriais.
O clima de Lisboa é mediterrânico com influência atlântica, caracterizado por verões quentes e secos e invernos suaves e relativamente chuvosos. A proximidade do oceano Atlântico contribui para a moderação das temperaturas e para a presença frequente de ventos.
Em suma, a geografia de Lisboa resulta da interação entre o rio, o relevo ondulado e a influência marítima. Estes fatores não só definem a paisagem da cidade, como também moldaram a sua história, o seu crescimento urbano e a sua importância como uma das principais cidades de Portugal.