Indicações de manhwa/manhua parte 1
1. Emperor’s Mask
2. Second Life Ranker
3. My Daugheter Is The Final Boss
4. Pegadas de Tigre Sobre a Neve
5. Sasayuku You ni Koi wo Utau
6. Bailin and Li Yun
7. Ling Qi
8. How To Win My Husband Over
9. Bad Friend
10. The Trash Of Cond’s Family
11. Salt Friends
12. Tamen the Gushi
13. Kill The Villainess
14. Nan Hao & Shang Feng
15. My S Class Hunters That I Raised
16. Who’s the father?
17. Mercenary Enrollment
18. The Only Ending For The Villainess is Death
19. I Was Reborn As The Villainess Father and I Need XXX to Survive!?
20. Flirting With The Villain’s Dad
21. 19 Days
22. Quero ser o n°1 todos os dias
23. The Descent Of The Demonic Master
24. Brutal: Satsujin Kansatsukan No Kokuhaku
25. Who Made Me a Princess
26. Omniscient Reader
27. Nano Machine
28. Cheng Ye Xiao He To Be Winner
29. They Say I Was Born a King’s Daughter
30. The Husky and His White Cat Shizun
Uma das sagas mais famosas da autora Sarah J. Maas, Trono de vidro é o famosinho querido por todos do mundo dos livros que já ganhou diversos prêmios de melhor livro da temporada, do ano, e em várias outras categorias. Mas a pergunta que fica é: ele é bom mesmo?
Hoje irei relatar sobre a minha experiência com a saga e da minha leitura do primeiro livro: Trono de Vidro vol. 1.
A história gira em torno da protagonista chamada Celaena Sardothien, a maior assassina de Adarlan com apenas 18 anos que infelizmente, havia sido presa pelos soldados do rei e passou a trabalhar de escrava em uma mina muito bem protegida e que era impossível sair (acredite, ela tentou e falhou miseravelmente, a maior assassina de Adarlan, deixando claro). Após um ano naquele inferno, o príncipe herdeiro do trono de Adarlan a convoca para lhe fazer uma proposta: ser sua campeã e derrotar outros 23 criminosos em uma competição violenta, e se conseguisse, trabalharia como assassina do rei por mais quatro anos e depois teria sua sonhada liberdade. Assim, sem querer perder a oportunidade, Celaena se muda para o castelo de vidro e inicia o seu treinamento para realizar provas onde deverá derrotar todos para vencer.
Inicialmente, gostaria de adicionar alguns outros personagens antes de iniciar por completo: Dorian, o príncipe herdeiro que não aceita o que o pai faz mas não tem coragem de enfrentá-lo, fora que é um mulherengo safado e adora provocar Celaena. Chaol, o capitão da guarda real e melhor amigo do príncipe, é um cara fechado, frio e calculista, que no fundo é uma florzinha linda e perfumada de tão doce. Nehemia, a princesa de Eyllwe que teve seu povo domado por Adarlan, mas que faz de tudo para livrá-lo das garras do rei, se junta aos rebeldes de seu reino para ajudá-los, mas acaba sendo mandada para o castelo de vidro a fim de ser usada como refém pelo rei, mas acaba fazendo amizade com Celaena e se tornam melhores amigas. E tem o Cain, que é... o vilão da história, mas é um vilão bem sem graça para falar a verdade.
Como, acho que todas as sagas da Sarah, Trono de vidro demora para se tornar agitado. É compreensível, já que estamos sendo apresentados ao universo (que é enorme) e os personagens (que são consideráveis), portanto é normal que seja um tanto arrastado, mas confesso que esperava um pouco mais, talvez seja porque todos falaram tão bem que acabei criando muita expectativa. Cometi o mesmo erro com a outra saga da autora, fui no primeiro livro com as expectativas lá em cima e me decepcionei muito (mas em compensação, o resto dos livros é ouro).
Contudo, o primeiro livro não me atraiu tanto, e só continuarei pois sei que as coisas mudam depois, assim como em ACOTAR (a outra saga da autora que li, que se eu não fosse curiosa o suficiente para ler o segundo livro, eu teria detestado), e possivelmente, TOG (Trono de Vidro), irá se tornar meu favorito mais para frente.
A escrita da autora mudou consideravelmente, o que me agradou, pois diferenciou muito da outra saga, isso acabou fazendo com que mesmo lendo algo da mesma autora, as duas sagas se tornassem únicas, cada uma com o seu jeito e escrita. Isso é uma coisa muito difícil de se fazer, criar formas de escrita diferentes para o mundo e histórias diferentes. No entanto, foi essencial para me desprender do mundo de ACOTAR e criar uma nova casa em Trono de vidro, com novas sensações, novo vocabulário, novos apelidos, nova era (pois Trono de vidro se passa a no mínimo uns mil anos depois de ACOTAR), e foi uma das coisas que me incentivaram a continuar a leitura, aprender mais sobre aquele mundo e sua escrita.
Falando finalmente da trama e da história, novamente bati de cara no vidro, tinha uma ideia completamente diferente sobre a história, achei que seria cheia de ação desde o início, com lutas e intrigas, que a protagonista sairia lutando com tudo e todos, mas não.
Começa já com Celaena indo encontrar o príncipe, a proposta, e então uma viagem tranquila até o forte, e a hospedagem da assassina no quarto luxuoso, alguns dias da menina explorando os arredores, e a sua interação com o Capitão Westfall (vulgo Chaol). Celaena passa a maior parte do tempo no quarto dela, apenas depois de bons capítulos ela começa a sair e encontrar uma ou duas pessoas.
Celaena precisa esconder para todos do castelo, até para os participantes, a sua identidade. O rei nomeia ela como Lillian, filha rebelde de um homem rico que rouba jóias preciosas para chamar a atenção, como uma estratégia para a sua vitória, esconder suas habilidades. Portanto, muita gente do castelo não sabe sobre a competição e muito menos que "Lady Lillian" é uma das campeãs. No meio disso, algumas pessoas acabam achando que Lady Lillian é uma amante do príncipe Dorian, por vê-los juntos muitas vezes. Desde já criam-se alguns inimigos por parte disso.
Chaol, por outro lado, é o que passa mais tempo com Celaena. Ele é seu guarda, não para protegê-la, mas para proteger os outros dela, para vigiá-la. Por muito tempo ele a trata como uma verdadeira criminosa, porém, conforme passam tempo juntos ele começa a ver o outro lado de Celaena, assim como ela começa a se apegar a ele.
Quando Nehemia entra na história as coisas começam a realmente acontecer. A princesa nos apresenta a outros territórios e outras línguas, fora que ela é muito misteriosa e inteligente, o que te prende cada vez mais a querer saber sobre ela. É também a partir daí que os mistérios por trás do castelo e o rei começam a dar as caras.
A competição de Celaena também me deixou meio decepcionada. Achei que seriam logo de cara coisas absurdas e mortais, desafios em que a protagonista teria que lutar e usar suas habilidades para sobreviver. Porém, várias delas eram apenas tiros com arco e flechas no alvo, correr maratonas, escalar um muro, arremesso de facas… Coisas que Celaena tinha que até mesmo fingir ser ruim para não notarem o quanto a competição já estava ganha. Não havia um verdadeiro desafio para ela, pois a garota já era boa em tudo, a melhor assassina, e isso me deixou bem desmotivada.
Teve apenas duas provas das quais ela teve alguma dificuldade: a de escalar o muro, pois ela teve que salvar Nox, o único aliado dentre todos os 23 assassinos, e uma competição que deveriam distinguir venenos e depois beber o que achassem ser o menos mortal, neste ela teve que receber ajuda do participante especialista em venenos para passar, pois quase foi para a vala com o veneno mais mortal. Fora esses dois (que passaram tão rápido que mal dava para perceber), todo o resto da competição foi fichinha.
Foi então que descobri que a trama não se tratava da competição, mas sim dos segredos e da magia escondida no castelo, e o mistério por trás das mortes dos competidores.
Acontece que, dois dias antes de cada prova, um competidor era encontrado morto nos corredores, com órgãos roubados, crânios rachados, corpos em pedacinhos (literalmente), e misteriosas marcas desenhadas, chamadas marcas de Wyrd, e ninguém conseguia descobrir o culpado.
Conforme Celaena explorava e conversava com Nehemia, ela esbarrou com várias dessas marcas de Wyrd, e despertou seu interesse assim que viu serem as mesmas dos assassinatos. Ela encontrou uma passagem secreta em seu quarto onde pode se comunicar com o espírito de uma rainha morta de Adarlan, Elena, que ordena a ela que ¨elimine o mal no castelo e vença a competição¨. Celaena então inicia a sua investigação.
É importante também notar o quanto a relação dela com Dorian e Chaol evolui ao ponto de Celaena se preocupar em envolver eles nas investigações, por medo de que pudessem acabar feridos. Em diversos casos ela escolheu levar os danos por eles e por Nehemia, até mesmo por Nox, que se tornou um amigo, e até mesmo passou a detestar menos a ideia de ficar quatro anos junto deles e passou a desejar isso cada vez mais.
O triângulo amoroso entre Celaena, Dorian e Chaol parte meu coração. Chaol é o meu protegido, desde que pus meus olhos nele soube que seria o par romântico perfeito, no entanto, por mais que Celaena se sentisse dividida entre os dois garotos, foi Dorian quem conquistou seu coração no meio pro final do livro.
Com seu charme e inteligência, Dorian intrigou a assassina, assim como ela fez com ele. O romance dos dois foi muito fofo, mesmo sendo muito leve e incompleto. Adoro Dorian, é um garoto bacana, mas confesso que adoraria ver Chaol e Celaena juntos, portanto meus momentos favoritos eram com os dois.
O desfecho da história também não foi grande coisa, na minha opinião. Novamente: eu esperava muito. Basicamente, Celaena precisou ser dopada para Cain ter a chance de vencer, o mesmo era o tal assassino que usava as marcas de Wyrd para invocar criaturas monstruosas. Ela descobriu que Nehemia usava as marcas de Wyrd também, mas para o bem, como cura e exortação dos monstros. Teve uma cena linda com o Chaol, uma luta impossível, mistura de mundos onde até Elena, a rainha morta, se meteu na luta de Celaena e Cain.
Por fim, Celaena vence a competição, Chaol mata Cain após ele tentar avançar em Celaena (essa foi mais uma das minhas cenas favoritas dele), Dorian enfrenta o pai pela primeira vez e obtém sucesso. O príncipe e Celaena se encontram mais algumas vezes, mas a assassina resolve terminar com ele por causa do seu relacionamento ser proibido, afinal ela era assassina do rei e ele o príncipe herdeiro. Deu dó dele por alguns segundos, e me sinto mal por isso mas… fiquei consideravelmente contente, pois assim Celaena poderá se aproximar de Chaol (Dorian te amo, mas Chaol me ganhou desde o início). Chaol, que ficou levemente traumatizado após matar Cain tomou coragem de ver Celaena de novo e o abraço deles foi mais uma das minhas cenas favoritas.
Resumindo mais ainda: Nehemia e Celaena continuam amigas, Chaol continua capitão da guarda mas com alguns traumas, Dorian ficou tristinho pelo término e Celaena iniciou sua jornada como assassina do rei, enquanto deseja investigar e descobrir todos os mistérios por trás da magia escondida no castelo e arranjar uma forma de derrubar Adarlan do poder.
Contudo, minha nota final para este livro, e a resposta para a pergunta feita no início é: 6/10, uma introdução boa, o universo é magnífico, os personagens são maravilhosos, mas a história é parada demais.
Não leia com as expectativas lá em cima, quem sabe assim você goste mais.
Tenha em mente que os primeiros livros são sim parados desse jeito, pois é coisa demais para apresentar, então não faça como eu que esperou ação e pancadaria e romance e tudo ao mesmo tempo.
Desfrute dos outros livros após esse, não desista. Eu juro, que depois fica bom.
Trono de vidro vol. 1 é uma boa introdução da saga, mas não é nem um pouco chamativa, e se não fosse pelo gancho final, das recomendações e da experiência com outras sagas da autora, não sei se continuaria.
É uma boa indicação para quem gosta de mistério, suspense, fantasia, magia, romance, ação e morenos sarcásticos.
Mayte Oliveira de Castro - TAI3 2023