Os grimórios islandeses contém as antigas práticas de feitiçaria usadas na Islândia e em outros locais da Escandinávia.
As práticas são caracterizadas principalmente pelo uso dos Galdrastafir (bastões mágicos sigilados), cujos mais conhecidos são o Vegvísir e o Ægishjálmr. O uso de Runas e magia Seiðr também são mencionados. Possuem diversas influências de outros sistemas mágicos, conforme foi no século XVII.
Na Islândia o uso de pequenos feitiços tornou-se comum no cotidiano, para os mais diversos fins, desde capturar um ladrão, curar o próprio gado, lançar pragas no do vizinho, conservar comida, cerveja, evitar morte por afogamento, entre outros.
O grimório islandês mais conhecido e mencionado é o Galdrabók, cuja origem é datada por volta de 1600. Seus feitiços consistem em material em escrita latina e rúnica, além de bastões mágicos islandeses, invocações a entidades cristãs, demônios e deuses nórdicos, além de instruções para o uso de ervas e itens mágicos. Alguns feitiços são protetores, destinados a problemas como complicações relacionadas à gravidez, dor de cabeça e insônia, encantamentos anteriores, pestilência, sofrimento e angústia no mar. Já outros pretendem causar medo, matar animais, encontrar ladrões, colocar alguém para dormir, causar flatulência ou enfeitiçar mulheres.
Deixamos abaixo um link para o Museu da Bruxaria e Feitiçaria Islandesa, onde podemos encontrar diversos Galdrastafir e outro link com os grimórios islandeses, alguns em manuscritos, que encontramos até o momento.