O foco principal deste site é a exploração de ensaios literários sobre os meus livros preferidos. É, também, uma forma de me incentivar a voltar a ler livros e voltar a escrever sobre assuntos apresentados na literatura. Quero conseguir escrever sobre os tipos e as técnicas de tradução empregados, portanto, pensei em fazer principalmente em português, apesar de amar escrever em inglês.
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ZUSAK, Markus.
Análise Literária
1º Sobre o autor:
Filho de pai austríoco e mãe alemã, fez pesquisas na Alemanha para escrever o livro, também visitou o campo de concentração de Dachau (Monique).
2º Sobre o livro:
Editora: Intrínseca (edição de 2008)
Tradução por Vera Ribeiro
Romance australiano, ficção, resgate, judeus, guerra mundial. 1939-1945.
Título original: The Book Thief
3º Estamos analisando o autor original ou a tradução feita por Vera Ribeiro?
Acredito que na leitura acabamos analisando os dois, de certa forma. Tento perceber estratégias de leitura utilizados pela tradutora, e, de certa forma, entender como ela lidou com problemas de tradução que se apresentam em textos originais (texto-fonte).
4º Narrativa
“Primeiro, as cores.
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tento.” p. 8
Assim, somos introduzidos à Morte, narradora da história. Por meio desta narradora, conhecemos Liesel. Vendida pela mãe, por questões de saúde e dinheiro, perseguição e preconceito, para pais alemães. A menina se encontra em um novo lar desconhecido, mas antes, presencia a morte do irmão caçula, o qual faleceu durante o trajeto do trem a Munique e, que, inclusive, foi palco do primeiro avistamento da menina – não havia chegado sua hora – pela morte. Um dito popular, “a morte não tira férias”. Mas nossa narradora o faz, à prestação. Também é uma observante das cores, busca sempre deixar uma cor para contextualizar os horários das mortes, as mais diversas. Porém, são apenas uma distração do que realmente enxerga, talvez. Ela procura se distrair dos “[...] humanos que sobram. Os sobreviventes” (p.9). E a menina que roubava livros é justamente isso, “um desses sobreviventes perpétuos – uma especialista em ser deixada para trás” (p.9).
Nota¹: Enquanto leio, continuo a esquecer que o próprio autor prestou-se de algumas técnicas de tradução, uma vez que a história se passa na Alemanha nazista de 1939; durante sua história, é possível checar várias técnicas, explicação, equivalência e mais.
Ex.: (p.21) Bem além dos arredores de Munique, havia uma cidade chamada Molching, que se pronuncia melhor por gente como você e eu como "Molking". Era para lá que a levariam, para uma rua chamada Himmel.
Uma tradução:
Himmel = Céu
Apenas neste pequeno trecho percebemos o autor explicando duas palavras alemãs e traduzindo “himmel”, e além disso, a tradutora Vera Ribeiro se aproveitou, e muito, desses pequenos trechos explicativos. E acreditem, isso a salvou em várias ocasiões.
Hwang Bo-Reum.
Andando sem rumo, me viro à esquerda para dar de frente com uma livraria aquecida pelo sol da manhã. Está fechada, mas já consigo me imaginar comprando alguns exemplares e sentando para observar as pessoas que trabalham ali. Um café seria ótimo, sem dúvida.
CALVINO, Italo.
Se um viajante numa noite de inverno se perder e não saber como voltar para casa, para onde ele deve olhar? Para as estrelas ou para as placas?
ACIMAN, André.
Acredito que, pelo passar dos anos, minha pele já se encontra muito seca e velha, marcada por manchas e bolinhas escuras. Não o vejo mais como o mesmo, mas também, não consigo me olhar no espelho e ver alguém fácil de enganar.
Simplesmente necessário.
Prefiro a edição da Companhia, por ter um vocabulário mais rico, além de ser sintaticamente prazeroso.
THOREAU, Henry D.
THOREAU, Henry D.
Prefiro esta edição da Companhia, por ter um vocabulário mais rico, além de ser sintaticamente prazeroso.