Spotify, entre os muitos serviços de música, esforça-se para redefinir como as pessoas têm acesso à música. Longe dos dias em que os discos de vinil dominavam a indústria musical, Spotify procura fornecer acesso instantâneo de milhões de músicas através de um computador ou smartphone.
O que é que realmente acontece quando um utilizador clica numa música que quer ouvir?
Que elementos têm de trabalhar juntos para criar uma boa experiência para o utilizador?
O elemento principal de todo o serviço é a largura de banda da Internet que proporciona a transmissão de mais de 20 milhões de músicas. Desde o seu lançamento em 2008, Spotify transmitiu mais de 1 milhão de músicas para 24 milhões de utilizadores ativos em 32 países diferentes.
Como é de prever, estes números requerem uma rede capaz de lidar com as enormes transferências de dados.
Uma das maneiras que Spotify utiliza para reduzir a carga dos seus servidores é a utilização de uma rede peer-to-peer (P2P) de modo a responder ao elevado número de pedidos dos utilizadores.
Para quem não o que é uma rede P2P, é uma rede em que cada computador age como um servidor para os outros, permitindo a partilha de ficheiros sem a necessidade de um servidor central.
E assim temos as várias etapas para se ouvir uma música:
Idealmente, os dados são comprimidos tanto quanto possível e transferidos de forma eficiente de modo a reduzir a pressão causada na rede enquanto preservam a qualidade.
AAC é um tipo de codificação de audio concebido para ser o sucessor do formato MP3. Este é capaz de atingir uma melhor qualidade de som que o MP3 pelo mesmo bitrate.
Tal como o MP3, AAC é um tipo de compressão “lossy”. Este tipo de compressão envolve a remoção de partes do ficheiro que não afectam a experiência do ouvinte. Assim, como dados foram removidos, um ficheiro AAC não soará identicamente ao original.
OGG é também um tipo de compressão “lossy”. No entanto, destaca-se do MP3 pela maior capacidade de compressão. Algo possível devido à variação do bitrate de acordo com a necessidade.
Este formato é considerado o equivalente open source do MP3, o que significa que é gratuita a sua utilização, prescindindo de quaisquer patentes.
O protocolo UDP é usado na maioria das aplicações online. Este não é um protocolo fiável pois compromete a qualidade pela velocidade de transferência e baixa latência.
Spotify usa o protocolo TCP por ter mais fiabilidade usufruindo da sua capacidade de deteção de erros e de controlo de congestionamento.
Os metadados são a informação embebida num ficheiro que é usado para identificar o conteúdo.
Este tipo de dados que estão na maioria dos ficheiros de uma biblioteca de música, podem ser usados pelos programas ou dispositivos dos consumidores de modo a organizarem e facilmente identificarem os diferentes conteúdos.
Dependendo do formato de audio usado, uma área especial do ficheiro é reservada para os metadados. No caso do AAC, esta área encontra-se no final do ficheiro.
A proteção dos conteúdos fornecidos pelo Spotify é assegurada pela Gestão de Direitos Digitais. Essa proteção consiste na restrição da difusão de conteúdos digitais, ao mesmo tempo que se protege os direitos de autor dos artistas e editoras. Exemplos do uso dessas ferramentas são a limitação do número de vezes que esse ficheiro pode ser aberto ou a duração da sua validade.