“MEMÓRIAS” DA REVISTA SABERES & FAZERES EDUCATIVOS
Toda história, toda trajetória vivida, em todos os espaços sociais, em especial, na área educacional, para ser conhecida bem como reconhecida, precisa de um registro. Diz que “a consciência destila na ponta do lápis”. Dessa modo, o registro é, portanto, fundamental para que a consciência se esclareça.
O despertar da consciência é o que possibilita uma nova visão, um pensar e fazer pedagógico baseado em ideias, dúvidas, avanços, hipóteses, análises e reflexões. E refletir sobre a ação é o que antecede o registro, sustentando-se em uma fundamentação teórica aliada à prática.
Nesse sentido, a Rede Municipal de Ensino de Getúlio Vargas vem registrando o processo educativo tecido por todos os sujeitos que desta caminhada fazem parte: professores, alunos e gestores, pensando em um momento de reconhecimento de objetivos e de necessidades comuns, como olhares, sentidos, significados que aproximam saberes e fazeres para além dos muros, possibilitando propostas de trabalho em uma rede que se mostra viável e desejável. O registro do processo educativo no município configura-se como a materialização da práxis, daqueles que construíram e constroem, constantemente, a história da Rede.
Tudo teve início no ano de 1996, com a publicação de uma revista intitulada “Projeto Político-Pédagógico: revelação da identidade do ensino municipal de Getúlio Vargas, sendo subdividida em dois volumes. O primeiro volume apresenta a síntese histórica, organização dos Polos de Estudo, registros do processo educativo, dificuldades e conquistas evidenciadas no decorrer da trajetória. O segundo destaca os primeiros passos da construção da Proposta Político-Pedagógica. Nesta época, a revista surgiu do desejo de construir uma educação básica de qualidade na perspectiva humanizante, rompendo conceitos cristalizados e práticas indissociadas da realidade.
Seis anos mais tarde, em 2002, a publicação da Revista Saberes e Fazeres Educativos representou a continuidade da dinamização de um Projeto, cujo compromisso era revelar reflexões, pesquisas, práticas e questionamentos que pudessem contribuir no processo formativo dos leitores e de todos àqueles que lutam com e pela educação. Atualmente, a revista está em sua décima segunda edição, apresentando artigos de professores municipais e palestrantes do Fórum, além de trabalhos dos alunos e relatos da práxis.
Não poderíamos deixar de mencionar que o periódico é reconhecido pela Capes, sendo classificado pela Qualis, no enquadramento B4, na área de Letras e Linguística. Além disso, a revista está disponível não só em versão impressa, como também online, podendo ser visualizada na Biblioteca Nacional.
No ano de 2011, com o objetivo de marcar a trajetória da revista, em toda a sua historicidade, a Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Desporto, administração atual, inaugurou o “Memorial da Revista”, de modo a socializar junto a todos os presentes, comprometidos com a educação, as memórias discursivas do processo educativo, registradas na revista Saberes e Fazeres Educativos.
No ano de 2013, a Revista contou com participação do Prof. Dr. Arnaldo Nogaro, que contribuiu com a escrita de um texto e a apresentação, enfatizando que “ A revista é uma demonstração de que a escrita pode se constituir em exercício democrático e oportunidade de expressão de pensamento de diferentes naturezas. No meu entendimento, a edição da revista possui dois objetivos fundamentais. O primeiro e, mais declarado e explícito, é o de ser espaço e veículo de disseminação de conhecimentos produzidos desde as escolas de Educação Infantil até a universidade. O segundo, mais implícito, mas não menos importante, é o de incentivar autorias e despertar a ousadia de educadores para sistematizarem suas práticas”.
É gratificante e motivo de orgulho para o município ter uma revista que registra a sua história educacional e os sujeitos que dela fazem parte. Como dizia Paulo Freire: “SE NADA FICAR DESTAS PÁGINAS, ALGO, PELO MENOS, ESPERAMOS QUE PERMANEÇA: NOSSA CONFIANÇA NO POVO. NOSSA FÉ NOS HOMENS E NA CRIAÇÃO DE UM MUNDO EM QUE SEJA MENOS DIFÍCIL AMAR”.