Nosso espaço fica em uma gleba de terra da Sesmaria Vitória, terra fértil, de lutas e vitórias, terra do cacau. Um pouco de nossa história é retratada no livro Terras do sem fim, do imortal Jorge Amado.
“A mata dormia o seu sono jamais interrompido. Sobre ela passavam os dias e as noites, brilhava o sol do verão, caíam as chuvas do inverno. Os troncos eram centenários, um eterno verde se sucedia pelo monte afora, invadindo a planície, se perdendo no infinito. Era como um mar nunca explorado, cerrado no seu mistério. A mata era como uma virgem cuja carne nunca tivesse sentido a chama do desejo. E como uma virgem era linda, radiosa e moça apesar das árvores centenárias. Misteriosa como a carne de mulher ainda não possuída. E agora era desejada também. Da mata vinham trinados de pássaros nas madrugadas de sol. Voavam sobre as árvores as andorinhas de verão...”. AMADO, Jorge. Terras do sem fim. Rio de Janeiro: Editora Record, 1997. p.17.
História, poesia e encantamento, pisam em nosso chão.