Eixo 1 – Infraestruturas, Territórios e a Ecologia Política da Tecnologia no Sul Global - Este eixo aborda a materialidade do sistema tecnológico contemporâneo, considerando a localização e os impactos ambientais, urbanos e territoriais das infraestruturas digitais, como cabos submarinos, data centers, zonas de mineração de insumos estratégicos e redes comunitárias. Serão privilegiadas análises que articulem economia política da tecnologia, conflitos socioambientais e alternativas territoriais à lógica extrativista digital.
Eixo 2 – Trabalho, Corpos, Gênero, Educação e Cognição: A Dimensão Humana na Autonomia Digital - Este eixo analisa as transformações nos processos de trabalho, na produção de subjetividades e nos regimes de exploração cognitiva induzidos pela plataformização e pela inteligência artificial. Abrange debates sobre precarização laboral, vigilância comportamental, saúde mental e organização coletiva dos trabalhadores digitais. Incorpora, de forma transversal, questões de gênero e raça, considerando a divisão sexual e racial do trabalho digital, os vieses algorítmicos e as violências mediadas por tecnologia. Destaca-se também a dimensão educacional como estratégica para a formação crítica frente às assimetrias da economia digital, envolvendo letramentos digitais críticos, cidadania algorítmica e construção coletiva de conhecimentos orientados à emancipação social. As experiências de tecnofeminismos, cooperativas tecnológicas e práticas autônomas de cuidado e organização no Sul Global evidenciam a educação como espaço central de disputa política e epistemológica frente ao capitalismo de vigilância.
Eixo 3 – Governança, Geopolítica e Contra-Hegemonia: Por Uma Soberania Tecnológica desde o Sul - Este eixo examina as dimensões políticas e, institucionais e geopolíticas da soberania tecnológica, abrangendo regulações nacionais e regionais, disputas por padrões técnicos, governança da internet, políticas de ciência, de transferência de tecnologia e inovação, software livre, criptografia e cooperação Sul-Sul. Buscam-se contribuições que apontem alternativas concretas à dependência estrutural e que articulem projetos contra-hegemônicos de governança científica e tecnológica digital.