ST 1: Indígenas, Camponeses e Quilombolas: Caminhos para os (des)encontros com novas e outras narrativas.
Coordenador: Prof. Dr. George Leonardo Seabra Coelho (UFT-Arraias)
Neste simpósio pretendemos discutir questões epistemológicas e dar vozes às narrativas silenciadas pelas relações de poder advindas da colonização europeia. Pelo menos até a década de 1970, historiadores tenderam a analisar as relações do pós-contato colonial como o encontro no qual os colonizadores teriam imposto sua cultura, organização social aos “dominados”, sobretudo, índios e negros escravizados, que tentavam manter, sem sucesso, o seu modo de viver. Portanto, era a história do choque entre mundos opostos, no qual seria enviesada a crônica da destruição, de submissão à “razão civilizatória”. Por muito tempo estas disciplinas produziram o silêncio dos diversos atores e apagaram suas trajetórias históricas. Desse modo, parecia-lhe ainda muito arraigada na historiografia brasileira a afirmação de meados do século XIX, de que os índios, quilombolas e camponeses não tinham História. Contudo, a década de 1980 foi palco de uma reorientação de pressupostos teóricos e metodológicos que correspondiam com a própria luta dos movimentos sociais no Brasil, o que provocou reconfigurações decisivas na pesquisa histórica, principalmente, através da exploração de novos arquivos e documentos. Com essas novas abordagens acerca do protagonismo dos “esquecidos da história”, enquanto sujeitos históricos, as temáticas sobre índios, escravos e escravidão, quilombolas, comunidades camponesas, mulheres, pobres, dentre outras, vem deixando o lugar marginal que ocuparam na historiografia brasileira. Nesse sentido, a presente proposta temática almeja ser um espaço para apresentação de pesquisas novas e em andamento, fomentando o debate sobre perspectivas conceituais, metodológicas e dialógicas que colaborem no entendimento dessas comunidades na História do Brasil. Para melhor direcionar o trabalho a ser desenvolvido nesse simpósio, priorizamos, além de pesquisas voltadas para a temática indígena, campesina e quilombola, também estudos que se dediquem aos movimentos migratórios decorrentes de perseguições religiosas e étnicas, políticas ou econômicas, em contextos e temporalidades amplas.
Palavra-chave: Identidade; Interculturalidade; Decolonial.
ST 2: História da América: Reflexões da Colônia à Contemporaneidade.
Coordenador: Prof. Igor Felipe Rodrigues de Souza (UFG)
O presente simpósio busca debater acerca dos estudos mais recentes sobre História da América em seus mais diversos âmbitos. Devido a amplitude de temas possíveis, serão discutidos trabalhos que contemplem desde os anos iniciais da colonização até produções que possuam seu objeto de pesquisa na contemporaneidade. Além disso, é de extrema importância refletir através deste simpósio o papel do historiador que se debruça aos estudos americanistas e seu espaço de trabalho como docente e pesquisador pois, nota-se uma escassez de produções que contemplem tal área. Por fim, o simpósio busca uma análise que possibilite aos participantes o diálogo acerca de novas fontes, perspectivas, abordagens e caminhos para a pesquisa em História da América.
Palavras-chave: História da América; Perspectivas Históriográficas; Fontes para Pesquisa.
ST 3: Revolução Cubana: História, memória e historiografia.
Coordenadora: Profª. Mscª. Thais Rosalina de Jesus Turial (UnB)
A Revolução Cubana completou em primeiro de janeiro de 2019 sessenta anos. Desafiando a hegemonia estadunidense no continente, o simbolismo do triunfo revolucionário de 1959 teve e ainda tem grande ressonância para além das fronteiras da ilha. O movimento insurrecional bem-sucedido de Cuba ˗ e sua rápida mudança para uma economia e sociedade socialistas ˗ revelou uma surpreendente capacidade de sobrevivência, improvisando e reinventando práticas político-sociais, projetos memoriais e utopias. Resistiu às mais variadas pressões econômica, política e militar externas, sobreviveu ao seu quase colapso na década de noventa com a dissolução da União Soviética e o início de uma crise econômica severa denominada pelo discurso oficial da Revolução Cubana como "Período Especial em tempo de paz", e administrou (e ainda administra) com certa efetividade os conflitos com setores de oposição ao governo. As transformações radicais que precisaram ser inauguradas pela direção política de Cuba, tendo em vista a interação complexa entre o compromisso com o socialismo e uma constante reafirmação da independência nacional, alimentam diversas polêmicas sobre o real significado das transformações promovidas ao longo desses anos. Assim, o sexagésimo aniversário da Revolução Cubana nos convida a realizar um balanço historiográfico e analisar todo o processo de construção revolucionária. A proposta desse simpósio temático, desse modo, é propiciar um espaço de debate que privilegie abordagens que analisem a história cultural, econômica, social e política da Revolução Cubana. Objetiva reunir comunicações que reflitam sobre sua história, as memórias construídas em torno de sua experiência e a produção historiográfica ao seu respeito.
Palavras-chave: Revolução Cubana; História; Historiografia.
ST 4: Cultura e Religiosidade na Construção da(s) Identidade(s): Abordagens teórico-metodológicas.
Coordenador: Prof. Msc. Weverson Cardoso de Jesus (UFT- Porto Nacional)
Os campos de investigações da História têm ampliado e permitido que novos objetos e sujeitos sejam inseridos como temáticas de pesquisas acadêmicas. A cultura das populações agrárias, feudais e subalternas começa a ganhar visibilidade com essa abertura no campo conceitual. A religiosidade ganha nova roupagem e torna-se instrumento de instigações, por permitir a percepção dos vários aspectos da vida social. A valorização dos agentes sociais marginalizados, ou a “história dos vencidos”, torna-se a força motriz para compreensão da complexidade social, cultural, econômica, política, religiosa, entre outros aspectos. O simpósio proposto é um instrumento de elucidação de pesquisas e áreas de interesse dos acadêmicos, bem como um espaço de troca de experiências teórico-metodológicas voltadas para as temáticas de cultura popular, religiosidades (popular, afro-brasileira), afro-brasilidade e as relações econômicas e culturais traçadas entre o Brasil e o continente africano, as consequências e “contribuições” que a experiência escravista deixou como legado de cultura material e imaterial para a nação brasileira.
Palavras-chave: Cultura; Religiosidade; Afro-brasilidade.
ST 5: Do local ao global, do regional ao internacional: e as mulheres?
Coordenadora: Profª Drª Angela Teixeira Artur (UFT-Porto Nacional)
O lugar da mulher é nos livros de história” (SCOTT: 1984, p. 361). Este comentário, então lançado como um desafio, atualmente expressa práticas bastante consistentes, embora ainda em busca de destaque acadêmico. Nos dias atuais, mais do que o papel desempenhado pelas mulheres ou os lugares por elas ocupados em distintas sociedades, o que vem pautando as agendas acadêmicas é o reconhecimento dos impactos dessa participação na trajetória histórica dessas mesmas sociedades. Esse crescente reconhecimento pode ser vislumbrado pela consolidação de áreas e grupos de pesquisa sobre História das Mulheres, por exemplo. Pesquisas e historiadoras proeminentes, a partir de apontamentos especialmente críticos, têm contribuído para a ampliação dos horizontes de pesquisa nas mais diversas áreas do conhecimento. Nesse sentido, o presente Simpósio Temático possui uma proposta bastante ampla com vistas a promover o encontro, o diálogo e a troca entre trabalhos que tenham como objeto de pesquisa o papel desempenhado pelas mulheres ou os lugares por elas ocupados local, regional, nacional ou internacionalmente. Serão aceitos trabalhos dos diferentes níveis de pesquisa (da iniciação científica à pós-graduação) oriundos das diversas áreas das Humanidades e Ciências Sociais.
Palavras-chave: Mulheres; História; Historiografia; Relações Internacionais; Pesquisa.
ST6: História da Educação, Ensino de História e Práticas de Pesquisa: Interfaces.
Coordenadoras: Profª Drª Regina Célia Padovan (UFT- Porto Nacional) e Profª Drª Benvinda Barros Dourado (UFT-Porto Nacional)
O simpósio tem como objetivo problematizar as interfaces de leituras produzidas no âmbito da relação entre a história e a educação nas diferentes dimensões propostas pelos estudos que tratam, entre outras abordagens dos seguintes pontos: História e memória das políticas públicas de educação e das instituições educativas; História da formação e da profissão docente; História do ensino e das disciplinas escolares, bem como das propostas curriculares, seus conteúdos, métodos de ensino e práticas pedagógicas no cotidiano escolar; Investigação de processos educativos envolvendo movimentos sociais, educação e diversidade e práticas de educação inclusiva; Estudos voltados para a dimensão histórica dos processos educativos não escolares; Formas de apropriação dos saberes e dos conhecimentos científicos; Processos e práticas de seleção, catalogação, preservação e arquivo de acervos escolares.
Palavras-chave: História da Educação; Educação e Fontes Documentais; Ensino de História; Prática Educativa
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