Palestras
Abertura - Diversidade em Caverna Submersa
Palestra I - Pescadores Afetados pela Poluição
Palestra II - Fungos Aquáticos
Palestra III - Acústica e Cetáceos
Palestra IV - Peixes de Poças Temporárias: Diversidade e Conservação
Palestra V - Evolução da Carnivoria em Plantas Aquáticas
Encerramento - Peixes Elétricos
Mesas Redondas
Mesa-Redonda I - Monitoramento de Áreas Protegidas
Mesa-Redonda II - Métodos de Pesquisa Embarcado
Mesa-Redonda III - Cultura Oceânica: Diretrizes em Contexto de Mudança Climática
Espaços de Discussão
Espaço de Discussão I - COP 30: Importância e Expectativas
Espaço de Discussão II - Manguezais em Unidades de Conservação: Estado da Arte e Desafios
Espaço de Discussão III - Voluntariado: Experiências e Processos
Oficinas
Oficina I - Identificação de Tartarugas-Marinhas
A palestra de abertura abordará como temas as cavernas submersas, que abrigam grande diversidade biológica e geológica, com espécies adaptadas à escuridão e ao isolamento, muitas vezes endêmicas. Esses ambientes também revelam formações minerais únicas e são importantes para estudos sobre evolução e mudanças climáticas.
O lixo no mar é um problema transfronteiriço, global e de grande visibilidade nos tempos atuais. Para além do debate sobre o impacto do lixo no mar e na biodiversidade, a quantidade de lixo nas redes de pesca se transforma em um problema socioambiental e prejudica o modo de vida dos pescadores artesanais. Os resíduos danificam as redes e as hélices, comprometem a qualidade dos pescados e intensificam o esforço necessário para a pesca.
Nesta palestra serão abordados temas referentes à fungos aquáticos, como os objetivos e resultados do projeto Temático da FAPESP: "Fungos marinhos da costa brasileira e da Antártica, assim como sua diversidade e aplicação biotecnológica".
Essa palestra irá expor como os cetáceos podem utilizar o som como uma ferramenta primordial de sobrevivência, exemplificando exemplos conhecidos em literatura e na prática. Slides e arquivos de sons inseridos nos mesmos servirão de base para a exposição.
A palestra abordará alguns aspectos de peixes de habitam ambientes temporários, como poças de água doce, lagoas temporárias, brejos e poças de maré. Contudo, um maior foco será dado para as poças de água doce. Serão abordados, além dos tipos de ambientes, a diversidade de espécies e formas que habitam ambientes temporários ao redor do globo, as lacunas que precisam ser preenchidas para esses grupos, algumas adaptações reprodutivas e comportamentais para se viver nesses ambientes e a conservação dessa fauna de peixes composta por um grande número de espécies com alto nível de ameaça no território brasileiro.
Essa palestra abordará sobre as plantas carnívoras aquáticas, espécies de plantas que vivem em ambientes aquáticos (como lagos, pântanos e riachos) e obtêm parte de seus nutrientes capturando e digerindo pequenos organismos, como insetos aquáticos, microcrustáceos e protozoários. Elas se desenvolveram em ambientes pobres em nutrientes, especialmente nitrogênio, o que levou à evolução de mecanismos de captura de presas.
Esta palestra irá abordar os puraqués, poraquês ou enguias elétricas, peixes amazônicos capazes de gerar fortes descargas elétricas, pertencentes ao gênero Electrophorus.
Será feito um breve resumo sobre o Programa Monitora/ICMBio, abordando um pouco do histórico, objetivos, algumas características do monitoramento e diferenças com relação aos projetos de pesquisa de curto/médio prazo. Em seguida será abordado o monitoramento acústico e experiências e aprendizados do monitoramento da paisagem sonora em UCs, que atualmente é um projeto piloto dentro do escopo do Programa Monitora. Além disso, contará também com relatos sobre o monitoramento ambiental no âmbito da consultoria ambiental, abordando como a consultoria ambiental realiza os monitoramentos em áreas protegidas. Ademais, traremos mais detalhes sobre o Parque Estadual da Ilha Anchieta da Fundação Florestal com informações da própria Chefe Gestora.
Experiências com métodos de pesquisa embarcado envolvem a coleta de dados diretamente no ambiente de estudo, geralmente a bordo de embarcações, como navios ou barcos de pesquisa. Esse tipo de pesquisa é comum em áreas como oceanografia, ecologia aquática e biologia marinha. Os pesquisadores utilizam equipamentos específicos para amostrar água, sedimentos, organismos e medir variáveis ambientais em tempo real. Essas experiências permitem observações diretas e mais precisas do ecossistema aquático, contribuindo para estudos sobre biodiversidade, poluição, clima e recursos marinhos.
Cultura oceânica em contexto de mudança climática refere-se à compreensão da importância dos oceanos para a vida no planeta e ao reconhecimento de como as ações humanas impactam os ambientes marinhos. As diretrizes de cultura oceânica buscam promover educação, conscientização e atitudes responsáveis em relação ao oceano, especialmente diante dos desafios causados pelas mudanças climáticas, como o aumento do nível do mar, acidificação dos oceanos e perda de biodiversidade. O objetivo é formar cidadãos mais engajados na proteção dos mares e no enfrentamento das crises ambientais globais. Uma das abordagens da mesa, será a apresentação do Projeto MareCraft, além do projeto interdisciplinar e multiseriado realizado nos anos finais do ensino fundamental II.
A Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30) será realizada de 10 a 21 de novembro de 2025, em Belém, Pará, marcando a primeira vez que uma cidade amazônica sediará este evento internacional. A escolha de Belém destaca a relevância da Amazônia no debate climático global, enfatizando a necessidade de ações urgentes para mitigar os impactos das mudanças climáticas. Devido a relevância deste evento, a XXI SBMGC trouxe a temática para ser discutida durante o Espaço de Discussão.
Abordará a importância dos manguezais como ecossistemas costeiros ricos em biodiversidade e serviços ambientais, como proteção contra erosão, sequestro de carbono e berçário de espécies. Inseridos em Unidades de Conservação (UCs), os manguezais recebem proteção legal, mas ainda enfrentam desafios como ocupações irregulares, poluição, desmatamento e mudanças climáticas. O estado da arte destaca avanços na gestão e monitoramento, mas ressalta a necessidade de fortalecimento das políticas públicas, fiscalização efetiva e maior envolvimento das comunidades locais para garantir sua preservação. Portanto, terá uma apresentação do estado da arte dos manguezais em Unidades de Conservação no Brasil e bate-papo sobre os desafios para a conservação deste ecossistema.
Este espaço terá como objetivo compartilhar a trajetória acadêmica e pessoal de Joyce, destacando o papel do voluntariado na formação profissional durante a graduação. Serão abordados temas como a importância das experiências práticas, onde e como encontrar as vagas de voluntariado, estratégias para conquistá-los e os principais desafios enfrentados, incluindo aspectos financeiros e emocionais. A apresentação contará com exposição de slides, relatos pessoais, imagens de campo e dicas práticas para estudantes interessados em atuar com conservação e educação ambiental. Ao final, o espaço irá propor uma reflexão sobre como o voluntariado pode fortalecer habilidades, redes de contato e propósitos profissionais.
Identificação de tartarugas marinhas é o processo de reconhecer e diferenciar as espécies desse grupo com base em características físicas, comportamentais e genéticas. As principais espécies encontradas no Brasil incluem a tartaruga-verde, cabeçuda, de pente, oliva e de couro. A identificação geralmente considera aspectos como o formato e número de placas do casco, tamanho do corpo, coloração, número de unhas nas nadadeiras e padrões de escamas na cabeça. Esse trabalho é essencial para ações de conservação, monitoramento de populações e proteção dos ninhos e áreas de alimentação.