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As doenças bacterianas são causadas por bactérias que invadem o corpo e se multiplicam, liberando toxinas que danificam os tecidos. Elas podem ter diversas causas, como contaminação de alimentos e água, contato com pessoas ou animais infectados, picadas de insetos, entre outras. Elas podem variar em gravidade, sintomas e tratamento, mas geralmente resultam de um desequilíbrio entre o hospedeiro e o microrganismo, permitindo que a bactéria cause a doença.
A amigdalite pode ser causada por vírus ou bactérias. Ela é uma inflamação nas amígdalas, que são localizadas na parte posterior da garganta e ajudam a proteger o corpo contra infecções, atuando como uma barreira contra microrganismos que entram pela boca ou nariz. Os principais sintomas de amigdalite são: Dor de garganta, febre, dificuldade para engolir, vermelhidão nas amígdalas, presença de pus nas amígdalas (em alguns casos) e inchaço no pescoço.
A cólera é uma doença infecciosa aguda do intestino, causada pela bactéria Vibrio cholerae, que pode levar a diarreia grave e desidratação, com risco de complicações e morte se não tratada. A transmissão ocorre principalmente por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes de pessoas infectadas.
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A coqueluche é uma doença infecciosa respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis, que se fixa nas células do sistema respiratório e libera toxinas que causam inflamação. Ela caracteriza-se por crises intensas de tosse seca, podendo levar a vômitos e cansaço extremo. A transmissão ocorre por meio de gotículas respiratórias, e a doença pode ser grave, especialmente em bebês, podendo causar complicações graves como pneumonia, convulsões, lesões cerebrais e, em casos raros, óbito.
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A difteria é uma doença infecciosa aguda, transmissível e causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae, que afeta principalmente as vias respiratórias superiores, como amígdalas, faringe, laringe e nariz. A doença pode ser grave e potencialmente fatal se não for tratada adequadamente. Os principais sintomas da difteria são: dor de garganta, febre, mal-estar geral e a formação de placas esbranquiçadas ou acinzentadas nas amígdalas e outras áreas da garganta. Em casos mais graves, a difteria pode causar dificuldades respiratórias devido ao inchaço e à formação de placas, além de complicações cardíacas, renais e neurológicas.
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A escarlatina é uma doença infecciosa e contagiosa, ela é comum em crianças na escola e é causada por uma bactéria chamada Estreptococo do grupo A. Essa bactéria se espalha principalmente pelo contato direto com gotículas de saliva e catarro de pessoas doentes, liberadas ao tossir ou espirrar. O contágio também pode ser de forma indireta por objetos ou pelas mãos que tocaram essas secreções.
Os sintomas costumam aparecer de um a sete dias após o contágio. Os primeiros sinais surgem de repente, com febre alta, dor de garganta forte e mal-estar. Depois de um ou dois dias, aparecem as manchas vermelhas e ásperas na pele (o exantema), que parecem um "vermelho vivo". Essas manchas começam no pescoço e tronco e se espalham, mas não atingem a boca, as palmas das mãos e as solas dos pés. A língua também fica com um aspecto diferente, parecendo uma "framboesa". A febre e as manchas somem em alguns dias, e a pele começa a descamar.
O diagnóstico é feito pelo médico ao observar os sintomas e pode ser confirmado com um exame de secreção da garganta. O tratamento é simples, feito com antibióticos, e é muito importante começar logo para evitar problemas mais sérios, como o reumatismo infeccioso e problemas nos rins.
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A gonorreia pode ser transmitida da mãe para o bebê, sendo que a forma mais comum de infecção ocorre durante o parto. Nessa hora, o recém-nascido entra em contato com a bactéria Neisseria gonorrhoeae que está na região genital da mãe. Embora seja menos comum, a infecção também pode acontecer durante a gestação, o que aumenta o risco de aborto ou rompimento prematuro das membranas (a bolsa). A complicação mais frequente e perigosa para o bebê é a Conjuntivite Neonatal (ou Oftalmia Neonatal), uma infecção grave nos olhos que, se não for tratada rapidamente, pode causar cegueira. Em casos raros, a infecção pode se espalhar e causar uma infecção generalizada no corpo do bebê (septicemia). A prevenção é simples e muito importante. Todas as gestantes devem fazer o pré-natal para identificar e tratar a gonorreia com antibióticos o mais cedo possível, diminuindo o risco de passar a doença para o bebê. Além disso, como prevenção de rotina, os recém-nascidos recebem um colírio nos olhos logo após o nascimento na maternidade para evitar a conjuntivite neonatal.
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A hanseníase, ou lepra, é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae. Ela afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo levar a incapacidades físicas se não for tratada ou se o tratamento for tardio. A principal causa dessa doença é a transmissão devido ao contato com gotículas de saliva eliminadas na fala, tosse ou espirro de pessoas com a doença não tratadas. Os principais sintomas dessas doenças são: manchas na pele; diminuição ou perda de sensibilidade na pele; alterações na sensibilidade ao toque, calor e dor; formigamento, dormência ou dor em mãos, pés e outras áreas do corpo; lesões nas mãos, pés e rosto, como caroços e inchaços; fraqueza muscular, principalmente nas mãos e pés; nariz entupido; sangramento e ressecamento nasal e ressecamento dos olhos. É importante combater o estigma e o preconceito associados à doença, pois o tratamento é gratuito e eficaz, disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
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A leptospirose é uma doença infecciosa de caráter sistêmico, ou seja, afeta múltiplos órgãos, tecidos e sistemas do corpo, e não apenas uma parte específica. A transmissão acontece quando a urina de animais infectados com a bactéria leptospira entra em contato com lesões na pele. Esse contato com a urina contaminada pode ser feito de forma direta ou indireta, sendo que a forma indireta se dá principalmente por água e alimentos contaminados por conta da falta de saneamento básico. Os sinais da doença começam a aparecer entre 1 a 30 dias após a infecção e os principais sintomas são: febre, falta de apetite, dor muscular, dor de cabeça, náuseas, vômitos, diarreia, dor nas articulações, vermelhidão na pele, hemorragia conjuntival, sensibilidade e dor ocular, tosse, entre outros. O diagnóstico pode ser feito por meio de um exame de sangue e o tratamento é feito por meio de antibióticos, mas pode variar dependendo da gravidade da doença.
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A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por bactérias, vírus (transmissão por via aérea e com gotículas de saliva) ou outros agentes não infecciosos, como traumas.
A meningite bacteriana é geralmente mais grave e pode levar a complicações sérias.
A meningite viral, embora menos grave, ainda pode causar desconforto e requer atenção médica.
Os principais sintomas da meningite são: febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos, sonolência ou confusão, sensibilidade à luz e manchas vermelhas na pele (em alguns casos de meningite meningocócica).
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As otites são inflamações do ouvido muito comuns em crianças. Elas ocorrem principalmente pelo contato com outras crianças por meio de secreções. A mais frequente é a Otite Média Aguda (OMA), que afeta o ouvido médio, geralmente após um resfriado (infecção viral). Seus principais sintomas em bebês e crianças são dor de ouvido, febre, irritabilidade, e a criança pode puxar a orelha ou ter perda de apetite. Já a Otite Externa afeta o canal auditivo e é popularmente conhecida como "otite de verão", sendo causada por exposição prolongada à água e umidade. O tratamento inicial em ambos os tipos foca no alívio da dor com analgésicos e anti-inflamatórios, mas pode incluir antibióticos apenas em casos confirmados de infecção bacteriana, sempre com orientação médica. A prevenção envolve manter a higiene (evitar cotonetes), proteger o ouvido da umidade excessiva e evitar a exposição à fumaça de cigarro, além de tratar problemas respiratórios e alergias associadas que possam levar a episódios de repetição.
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A sífilis materno-fetal, também conhecida como sífilis congênita, é a transmissão da bactéria Treponema pallidum da mãe para o bebê. Essa bactéria, que é transmitida principalmente pelo contato sexual, pode passar para o feto de duas formas: durante a gestação, atravessando a placenta; ou durante o parto, se a mãe tiver feridas (lesões) no canal de parto. Quando a sífilis não é diagnosticada e tratada na gestante, ela pode causar graves problemas na gravidez, como aborto espontâneo e parto prematuro. As complicações para o bebê são sérias, incluindo malformações, surdez, cegueira, deficiência mental, baixo peso ao nascer e, nos casos mais graves, morte fetal ou neonatal. A prevenção é feita através do rastreamento precoce da sífilis em todas as gestantes logo no início do pré-natal. Se a sífilis for diagnosticada, o tratamento tanto da gestante quanto de seus parceiros sexuais deve ser feito imediatamente com penicilina. É fundamental que o tratamento seja completo e que haja acompanhamento regular para garantir a cura e a segurança do bebê. A eliminação da sífilis congênita é um grande desafio de saúde pública e depende da qualidade do pré-natal e da conscientização sobre os riscos da doença.
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O tétano é uma doença infecciosa aguda e não contagiosa causada pela bactéria Clostridium tetani, que pode entrar no corpo através de ferimentos na pele em contato com solo e água contaminados, objetos enferrujados e fezes de animais. A doença afeta o sistema nervoso, causando espasmos musculares intensos e, em casos graves, pode haver insuficiência respiratória e morte. Os principais sintomas do tétano são: rigidez muscular, especialmente no maxilar (trismo) e pescoço e espasmos musculares dolorosos e generalizados, incluindo dificuldade para engolir e respirar. A principal forma de prevenção é a vacinação, que está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS).
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O tifo abrange duas doenças (murino e exantemático)causadas por bactérias do grupo Rickéttsias, que têm transmissão por vetores e causam sintomas parecidos, como febre, calafrios, dores e manchas (exantema) no corpo.
O Tifo Murino (ou endêmico), geralmente mais brando, é causado por bactérias como a Rickettsia typhi e transmitido por pulgas de roedores, entrando na pele quando a pessoa coça a picada.
O Tifo Exantemático (ou epidêmico), que pode ser mais grave, é causado pela Rickettsia prowazekii e transmitido pelas fezes do piolho do corpo humano, também ao coçar o local da picada, com a principal diferença entre os dois sendo, portanto, o vetor de transmissão.
O tracoma é uma doença ocular inflamatória crônica causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Ela é a principal causa infecciosa de cegueira no mundo e atinge principalmente áreas de pobreza, com falta de saneamento básico e dificuldade de acesso à água limpa. A transmissão é feita por contato direto de pessoa para pessoa, através de secreções dos olhos ou do nariz de alguém infectado, ou de forma indireta, por objetos contaminados, como toalhas, lençóis e fronhas. As moscas também podem ajudar a espalhar a bactéria.
A vulnerabilidade é universal, sendo as crianças as mais afetadas e suscetíveis a ter a doença várias vezes. O tempo entre a infecção e o surgimento dos sintomas (período de incubação) é de 5 a 12 dias. Os sinais e sintomas, mais comuns nas crianças na fase inicial da doença, incluem: sensibilidade à luz (fotofobia), coceira nos olhos (prurido), sensação de areia no olho, vermelhidão, secreção e lacrimejamento. Nas formas mais avançadas, a pessoa pode ter dor intensa, dificuldade de abrir os olhos e diminuição da visão.
O diagnóstico é feito por um exame clínico dos olhos, onde o profissional busca sinais como folículos e cicatrizes na parte interna da pálpebra. O tratamento recomendado é o antibiótico Azitromicina, dado em dose única por via oral recomendado pelo médico. A prevenção e o controle dependem da melhoria das condições socioeconômicas, do saneamento básico e, principalmente, de bons hábitos de higiene pessoal, como lavar o rosto das crianças com frequência e não compartilhar objetos de uso pessoal (toalhas).
Clique AQUI para acessar uma ilustração comparando os olhos normais dos com Tracoma.
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As doenças cardiovasculares afetam o coração e a circulação sanguínea do paciente. Elas podem ter diversas causas como o sobrepeso, o sedentarismo, o contato com drogas ou altos níveis de gorduras no corpo. Veja sobre as doenças abaixo:
As cardiopatias congênitas são alterações da estrutura do coração que existem desde antes do nascimento. Dentre as mais comuns temos a CIA (Comunicação Inter Atrial), CIV (Comunicação Interventricular), DSAVT (Defeito do Septo Atrio Ventricular Total) e Tetralogia de Fallot.
A maioria delas é diagnosticada ainda no pré-natal por meio do exame chamado ultrassonografia obstétrica. Essas malformações podem ter diferentes causas, como histórico familiar ou a situação de saúde da mãe (doenças crônicas, consumo de álcool ou drogas, infecções ou complicações na gravidez). Essas doenças dificultam a vida da criança ao longo de sua vida, misturando o sangue, causando problemas no bombeamento do sangue e no transporte de substâncias importantes, como oxigênio e hormônios. Isso atrapalha as atividades físicas e o metabolismo, deixando o sangue mais ácido.
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A EI é uma inflamação do endocárdio (camada interna do coração que facilita o fluxo sanguíneo). Essa inflamação normalmente é causada por microrganismos, como fungos ou bactérias, que entram no coração por meio do sangue e podem causar complicações sérias. O diagnóstico dessa doença pode ser feito por meio de exames como hemoculturas e ecocardiogramas. Já o tratamento pode ser feito por meio de antibióticos ou cirurgias.
Hipertensão
A hipertensão é uma doença crônica que resulta na alteração da pressão arterial das pessoas, causando o que é popularmente chamado de pressão alta. Suas principais causas se referem a obesidade, doenças renais, anormalidades nas artérias, estresse, sedentarismo, má alimentação, entre outras. Essa doença exige que um esforço maior seja feito pelo coração para que o sangue seja bombeado para o corpo. Em cerca de 90% dos casos de hipertensão, a doença é herdada dos pais.
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A insuficiência cardíaca ocorre quando o coração não consegue bombear sangue o suficiente para o resto do corpo, assim, os órgãos e tecidos do corpo não recebem oxigênio o suficiente para exercer suas atividades. Em crianças, há basicamente três formas de desenvolver a insuficiência cardíaca:
Por meio de defeitos congênitos no coração, que acabam levando à sobrecarga da pressão ou do volume de sangue, fazendo com que o coração não consiga bombeá-lo.
Por meio de cardiopatias congênitas (alterações da estrutura do coração que existem desde antes do nascimento) ou cardiopatias adquiridas (alterações da estrutura do coração por complicações que ocorrem ao longo da vida).
Por meio de sequelas de uma cirurgia de correção de defeitos do coração.
Os sintomas da insuficiência cardíaca dependem da idade e da causa da doença. Já o tratamento depende da gravidade e da causa dela.
A miocardite viral é uma condição que tem como característica lesões inflamatórias na parte do coração chamada de miocárdio. Ela é causada por conta de casos de infecções virais. A miocardite pode apresentar diferentes sintomas que variam desde dor na região do peito, até insuficiência cardíaca.
A Doença de Kawasaki (DK) é uma vasculite aguda febril sistêmica que afeta predominantemente crianças pequenas (a maioria com menos de cinco anos), sendo a principal causa de doença cardíaca adquirida na infância em países desenvolvidos. A DK é diagnosticada clinicamente e se manifesta com febre alta e persistente por pelo menos cinco dias, acompanhada pelos seguintes sintomas: conjuntivite bilateral (olhos vermelhos), alterações nos lábios e cavidade oral (língua "em morango" ou lábios rachados), alterações nas extremidades (inchaço e vermelhidão nas mãos e pés), exantema (manchas na pele) e linfonodomegalia cervical (íngua no pescoço). A complicação mais grave é o desenvolvimento de aneurismas nas artérias coronárias (vasos do coração), o que torna o tratamento urgente essencial, consistindo principalmente na administração de imunoglobulina intravenosa (IGIV) e ácido acetilsalicílico (AAS) em altas doses para reduzir a inflamação e prevenir danos cardíacos.
As doenças exantemáticas são condições causadas por diversos agentes, sendo a maioria delas de origem viral e, menos frequentemente, bacteriana ou por outras causas. Elas são caracterizadas, principalmente, pelo surgimento de uma erupção cutânea na pele. A transmissão ocorre geralmente pelo contato direto com secreções respiratórias (gotículas de tosse ou espirro) de pessoas infectadas, embora algumas possam ser transmitidas por vetores ou contato com lesões de pele. Elas podem variar em gravidade, no tipo de lesão de pele e em outros sintomas associados (como febre, mal-estar e dor de cabeça).
O Eritema Infeccioso, também conhecido como "Quinta Doença", é uma infecção viral comum e geralmente benigna, causada pelo parvovírus B19, que afeta principalmente crianças em idade escolar (5 a 15 anos), sobretudo durante a primavera. A transmissão se dá por gotículas respiratórias antes mesmo do aparecimento dos sintomas. A característica clínica mais marcante é o exantema -marcas na pele- em fases, começando com a clássica vermelhidão intensa nas bochechas (o chamado sinal da "face esbofeteada"), seguida por uma erupção rendilhada no tronco e membros que pode reaparecer com calor ou sol.
Não há tratamento antiviral específico, e a doença geralmente se resolve com tratamento de suporte para os sintomas (como febre e dor nas articulações). Contudo, a infecção exige atenção especial em dois grupos de risco: indivíduos com anemia crônica (como anemia falciforme), devido ao risco de crise aplástica transitória (anemia grave), e gestantes, nas quais a infecção pode levar a complicações fetais sérias, como hidropsia fetal ou morte fetal.
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O Exantema Súbito, ou Roséola Infantil, é uma infecção viral muito comum em bebês e crianças menores de dois anos. A doença se manifesta em duas fases típicas:
A primeira é marcada por uma febre muito alta (podendo durar de três a cinco dias), sendo que o maior risco neste período é a ocorrência de convulsões febris;
A segunda fase ocorre quando a febre desaparece subitamente, dando lugar a uma erupção de manchas e bolinhas de cor rosa claro que surgem primeiro no tronco e não coçam.
O diagnóstico é clínico, baseado nessa sequência de sintomas, e o tratamento é apenas de suporte (hidratação e medicamentos para controlar a febre), pois a doença se cura sozinha e tem um excelente prognóstico, sem deixar sequelas na maioria dos casos.
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A rubéola, também conhecida como "Sarampo Alemão", é uma doença viral altamente contagiosa, geralmente de curso leve e benigno em crianças e adultos, transmitida pelo ar (fala, tosse ou espirro). Os sintomas são geralmente febre, ínguas inchadas (principalmente atrás da orelha e no pescoço) e manchas avermelhadas na pele.
No entanto, sua grande importância médica reside na Síndrome da Rubéola Congênita (SRC): se uma mulher se infecta com o vírus durante a gravidez (especialmente nas primeiras semanas), isso pode causar complicações graves, como aborto, morte do feto ou malformações congênitas no bebê, incluindo surdez, problemas cardíacos e lesões oculares. Por não haver tratamento específico para a doença, a vacinação (disponível na rede pública como tríplice viral) é a única forma eficaz de prevenção, sendo crucial que todas as crianças e mulheres em idade fértil estejam com o esquema vacinal completo para proteger a comunidade e eliminar o risco da SRC.
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O Sarampo é uma doença infecciosa viral, extremamente contagiosa, transmitida por via aérea (ao tossir, espirrar ou falar) e que já foi uma grande causa de morte infantil. Os sintomas iniciais incluem febre alta (acima de 38,5°C), tosse seca, olhos irritados e mal-estar intenso. Cerca de três a cinco dias depois, surgem as manchas vermelhas na pele (exantema), que começam no rosto e atrás das orelhas e se espalham pelo corpo. A doença é grave e pode levar a complicações sérias como pneumonia, infecção de ouvido (otite média) e inflamação no cérebro (encefalite), podendo deixar sequelas permanentes ou ser fatal, especialmente em crianças. Não há tratamento específico, apenas para aliviar os sintomas, sendo a vacinação (disponível nas formas Dupla, Tríplice ou Tetra Viral) a única e mais eficaz forma de prevenção.
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A Catapora (ou varicela) é uma doença infecciosa comum na infância, altamente contagiosa, causada pelo vírus Varicela-Zoster. É transmitida facilmente pelo ar (tosse, espirro) ou pelo contato com o líquido das bolhas. A doença se manifesta principalmente com febre baixa, mal-estar e o surgimento de manchas e bolhas em diferentes estágios de evolução (máculas, vesículas, crostas), que causam muita coceira. Embora seja geralmente benigna e autolimitada em crianças, pode ser mais grave em adultos e imunocomprometidos, e as principais complicações são infecções de pele, pneumonia e encefalite. O tratamento é sintomático, focado em controlar a febre e aliviar a coceira, sendo crucial evitar o uso de AAS (ácido acetilsalicílico) pelo risco de Síndrome de Reye, e a forma mais eficaz de prevenção é a vacinação, que faz parte do calendário infantil. É importante ressaltar que, após a infecção, o vírus permanece latente no corpo e pode ser reativado na vida adulta, causando o Herpes-Zoster (cobreiro).
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As doenças gastrointestinais afetam o sistema digestivo, incluindo órgãos como esôfago, estômago, intestinos (delgado e grosso), fígado, pâncreas e vesícula biliar. Elas podem ter diversas causas, como má alimentação, infecções, estresse, uso de medicamentos, condições autoimunes, entre outras. Elas podem variar em gravidade, sintomas e tratamento, mas geralmente resultam de problemas no funcionamento ou na estrutura desses órgãos. Veja sobre as doenças abaixo:
A apendicite é uma inflamação no apêndice, um pequeno órgão que fica na primeira parte do intestino grosso. Essa condição geralmente ocorre devido à obstrução do apêndice, resultando em inflamação e possível infecção. Os principais sintomas são: dor abdominal intensa, geralmente localizada no lado inferior direito do abdômen, náuseas, vômitos, perda de apetite e febre. O tratamento geralmente envolve cirurgia para remover o apêndice, e a detecção precoce é crucial para evitar complicações graves.
A cólera é uma doença infecciosa aguda do intestino, causada pela bactéria Vibrio cholerae, que pode levar a diarreia grave e desidratação, com risco de complicações e morte se não tratada. A transmissão ocorre principalmente por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados com fezes de pessoas infectadas.
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A diarreia é uma infecção que ocorre no intestino e que, em casos mais severos, pode levar à desnutrição e representar risco de vida, devido à má absorção de água e eletrólitos, além do aumento no número e volume das evacuações. Ela ocorre principalmente por meio da contaminação de alimentos ou pela ingestão de água não tratada.
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A esofagite é uma inflamação do esôfago, o tubo que conecta a boca ao estômago. Essa inflamação pode causar dor no peito e dificuldade para engolir. A causa mais comum é o refluxo gastroesofágico, mas também pode ser causada por infecções ou irritações. O tratamento geralmente envolve medicamentos e mudanças no estilo de vida, e a condição pode ser grave se não tratada adequadamente.
A gastrite é uma inflamação do revestimento do estômago, que pode ser causada por diversos fatores, como infecção por bactérias, uso de certos medicamentos e estresse. Essa inflamação pode ser aguda (surgir de repente e ser de curta duração) ou crônica (desenvolver-se lentamente e durar mais tempo).
Os sintomas podem variar, mas incluem dor abdominal, queimação no estômago, náuseas e vômitos. O tratamento da gastrite depende da causa e pode envolver mudanças na dieta, medicamentos para reduzir a acidez do estômago ou, em casos de infecção por H. pylori, antibióticos.
As infecções intestinais, também conhecidas como gastroenterites, são inflamações do trato gastrintestinal causadas por microrganismos como bactérias, vírus ou parasitas. Elas podem ocorrer ao ingerir alimentos/água contaminados ou pelo contato com pessoas/objetos infectados. Os sintomas comuns incluem diarreia, vômito, cólicas abdominais e febre. Elas são doenças comuns, especialmente em crianças, e a prevenção envolve higiene rigorosa e cuidado com alimentos e água.
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O refluxo gastroesofágico é o retorno do conteúdo do estômago (ácido e alimentos) para o esôfago, causando irritação. É um processo comum em bebês, mas quando se torna frequente e causa sintomas, é considerado doença e pode se tornar uma condição crônica em adultos. Os principais sintomas são: azia, regurgitação, dor no estômago ou no peito, dificuldade para engolir e tosse.
As doenças nutricionais e metabólicas são condições complexas que resultam de um desequilíbrio na forma como o corpo obtém, utiliza ou armazena nutrientes e energia. As causas podem incluir a ingestão inadequada de nutrientes essenciais (seja por deficiência ou excesso na dieta), falhas genéticas ou adquiridas no metabolismo que impedem o processamento correto de substâncias (como carboidratos, lipídios ou proteínas), ou o mau funcionamento de órgãos vitais (como pâncreas, fígado ou tireoide) que regulam esses processos. Elas variam amplamente, desde a desnutrição e deficiências vitamínicas até distúrbios como diabetes e dislipidemias, mas o principal é um mau funcionamento nos caminhos bioquímicos do corpo que mantêm a homeostase e fornecem o suporte energético e estrutural necessário para a vida.
A anemia é uma condição caracterizada pela queda da hemoglobina no sangue, proteína essencial que transporta oxigênio para os tecidos, impactando a energia e o desenvolvimento. A forma mais comum é a Anemia Carencial ou Ferropriva, causada pela deficiência de ferro, que é crucial para a produção de hemoglobina. Essa condição é um grave problema de saúde pública, sendo mais comum em crianças de até 5 anos, principalmente entre 9 e 18 meses de vida, devido à alta demanda de ferro para o rápido crescimento e, muitas vezes, à dieta inadequada durante a introdução alimentar. A dieta pobre em ferro é o principal fator que causa a anemia, sendo que o ferro de origem vegetal é menos absorvível que o de origem animal.
Embora os estágios iniciais da deficiência de ferro possam ser assintomáticos, a anemia instalada manifesta-se através de sinais como palidez na pele e mucosas, fadiga, fraqueza, sono excessivo e falta de apetite. Em alguns casos, pode ocorrer a perversão do apetite (como comer terra). Se não for tratada, a anemia leva a um ciclo vicioso de desnutrição e fraqueza, prejudicando o desenvolvimento cognitivo e físico, e aumentando a suscetibilidade a infecções. O diagnóstico é feito principalmente por Hemograma Completo. O tratamento exige uma dieta rica em ferro (carnes vermelhas, vísceras, feijão, vegetais verde-escuros) e, nos casos já instalados, suplementação oral com ferro.
A prevenção inclui a manutenção da amamentação exclusiva, a introdução alimentar correta e a combinação de alimentos ricos em ferro com Vitamina C para otimizar a absorção. Por fim, é crucial esclarecer que a anemia carencial não evolui para Leucemia, sendo esta uma doença distinta (câncer na medula óssea) que também pode causar anemia.
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A desnutrição é uma doença grave causada pela falta ou absorção insuficiente de nutrientes essenciais no corpo. Suas raízes estão fortemente ligadas à pobreza e à falta de acesso a uma alimentação de qualidade. Essa condição é um sério problema de saúde pública, especialmente para as crianças pequenas, sendo mais comum nas famílias em regiões vulneráveis. A desnutrição pode se manifestar de duas formas principais: deixando a criança muito magra para a altura (aguda) ou muito baixa para a idade (crônica).
As consequências são: a criança fica mais fraca, tem maior risco de pegar doenças, e sofre prejuízos permanentes no aprendizado e no desenvolvimento do cérebro. Além disso, pode, no futuro, ter menos oportunidades de trabalho e até desenvolver doenças como obesidade e hipertensão. Os sinais mais claros da desnutrição são a dificuldade em ganhar peso ou crescer, junto com cansaço extremo e falta de energia. Para prevenir e tratar a desnutrição, é essencial promover o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses, garantir uma alimentação complementar saudável e oferecer suplementos de vitaminas importantes, como Ferro e Vitamina A. É fundamental que as famílias tenham acesso a um bom acompanhamento de saúde e a melhores condições de vida.
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A diabetes está diretamente relacionada com a insulina, que é um hormônio produzido no pâncreas que desempenha um papel muito importante na regulação dos níveis de açúcar no sangue. Existem três principais tipos de diabetes:
Diabetes tipo 1 ocorre quando o corpo destrói as células produtoras de insulina, assim impedindo com que a insulina seja produzida. Sintomas: mudanças nos hábitos alimentares, perda de peso, fadiga, fraqueza e mudanças de humor.
Diabetes tipo 2 ocorre quando o corpo apresenta resistência à insulina, ou seja, o corpo não consegue usar a insulina. Os principais sintomas do tipo 2 são: infecções, problemas de visão, dificuldade na cicatrização de feridas e furúnculos.
Diabetes gestacional surge durante a gravidez e normalmente é temporária, mas também pode causar diabetes tipo 2 após o parto.
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Hipovitaminose é a deficiência ou insuficiência de uma ou mais vitaminas essenciais no organismo. As vitaminas são cruciais para o crescimento e a manutenção de diversas funções orgânicas e metabólicas. A condição pode ser primária (baixa ingestão de alimentos fontes) ou secundária (má absorção intestinal ou problemas do organismo, como doenças hepáticas, renais, diarreia crônica, alcoolismo, entre outros). Grupos de maior risco incluem crianças, mulheres grávidas/puérperas, idosos, adolescentes e pessoas subnutridas. A deficiência pode prejudicar o desempenho normal das funções do corpo, aumentando o risco de doenças crônicas. O tratamento envolve a suplementação medicamentosa da vitamina em falta e o restabelecimento de uma dieta equilibrada e variada, rica em frutas, vegetais e grãos integrais, com orientação de um profissional de saúde. A prevenção passa por uma alimentação diversificada e, no caso da Vitamina D, exposição solar adequada. Programas de saúde pública, como o de suplementação de Vitamina A no Brasil, são essenciais para grupos de risco.
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Crianças em famílias com menos conhecimento sobre alimentação saudável e nutrição adequada estão mais propensas a se tornarem obesas e consequentemente continuar sendo obesas na fase adulta. As crianças com sobrepeso tendem a ter mais dificuldade de locomoção, desenvolvem complicações de saúde, correm risco de terem doenças prematuras e normalmente acabam virando sedentárias.
Além disso, se tornam mais propensas a terem predisposição ao desenvolvimento de doenças como diabetes, hipercolesterolemia, hipertensão arterial, comprometimento da atividade cardiorrespiratória, entre outras. Isso porque o acúmulo de gordura no corpo causa limitações na musculatura da criança. Dito isso, a obesidade pode ser evitada por meio de uma alimentação adequada e pela frequente realização de atividades físicas. Para um tratamento e prevenção adequados, um médico pediatra ou nutricionista deve ser consultado.
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O colesterol é um tipo de gordura muito importante para o funcionamento do corpo, sendo responsável pela formação de células, produção de vitaminas e hormônios. Ele pode ser produzido pelo fígado ou obtido por meio da alimentação. Porém, os altos ou baixos níveis de colesterol são prejudiciais, podendo causar problemas cardíacos.
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As doenças neurológicas afetam o sistema nervoso, incluindo o cérebro, a medula espinhal e os nervos periféricos. Elas podem ter diversas causas, como predisposição genética, infecções, traumas, problemas vasculares, fatores ambientais, entre outras. Elas podem variar em gravidade, sintomas e tratamento, mas geralmente resultam de problemas no funcionamento ou na estrutura dessas áreas. Veja sobre as doenças abaixo:
A epilepsia é uma doença neurológica crônica caracterizada por crises epilépticas recorrentes, devido a uma atividade elétrica anormal no cérebro. Essas crises podem variar em sintomas, desde breves ausências até convulsões generalizadas. O diagnóstico e tratamento adequados são cruciais para controlar as crises e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. As principais causas dessa doença são: lesões cerebrais (traumatismos, AVCs), infecções cerebrais (meningite, encefalite), malformações cerebrais, genética, distúrbios metabólicos e tumores cerebrais.
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A hidrocefalia é uma condição caracterizada pelo acúmulo excessivo de líquido cefalorraquidiano (líquido que protege o cérebro e a medula espinhal, além de remover resíduos e fornecer nutrientes) nos ventrículos cerebrais, o que pode aumentar a pressão intracraniana. Essa condição pode ser causada por diversos fatores de origem infecciosa ou congênita, como bloqueios na circulação do líquido cefalorraquidiano, produção excessiva dele ou dificuldade na absorção do mesmo. Os principais sintomas da hidrocefalia são: aumento anormal da cabeça (principalmente em bebês), irritabilidade, sonolência excessiva, vômito, convulsões, dificuldades na alimentação e atraso no desenvolvimento motor e cognitivo.
A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por bactérias, vírus (transmissão por via aérea e com gotículas de saliva) ou outros agentes não infecciosos, como traumas.
A meningite bacteriana é geralmente mais grave e pode levar a complicações sérias.
A meningite viral, embora menos grave, ainda pode causar desconforto e requer atenção médica.
Os principais sintomas da meningite são: febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, náuseas, vômitos, sonolência ou confusão, sensibilidade à luz e manchas vermelhas na pele (em alguns casos de meningite meningocócica).
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A paralisia cerebral é um grupo de alterações neurológicas permanentes que afetam o movimento e a postura, resultado de lesões não progressivas no cérebro em desenvolvimento. É a causa mais comum de deficiência na infância e pode ser causada por diversos fatores, como trauma durante a gravidez, parto ou acidentes nos primeiros anos de vida.
As doenças respiratórias afetam principalmente os pulmões e vias aéreas (nariz, faringe, laringe, traqueia, brônquios e bronquíolos), mas podem também impactar outras partes do corpo. Elas podem ter diversas causas, como infecções virais e bacterianas, poluição do ar, exposição à substâncias nocivas, predisposição genética, entre outras. Esses fatores podem irritar ou infeccionar o pulmão e, dependendo do tipo de infecção, você terá um diagnóstico e um tratamento diferente.
A amigdalite pode ser causada por vírus ou bactérias. Ela é uma inflamação nas amígdalas, que são localizadas na parte posterior da garganta e ajudam a proteger o corpo contra infecções, atuando como uma barreira contra microrganismos que entram pela boca ou nariz. Os principais sintomas de amigdalite são: Dor de garganta, febre, dificuldade para engolir, vermelhidão nas amígdalas, presença de pus nas amígdalas (em alguns casos) e inchaço no pescoço.
A asma é uma doença crônica, ou seja, tem longa duração e pode durar a vida toda. Ela é uma inflamação que impede, ou dificulta, a passagem de ar para o pulmão, fazendo com que a pessoa tenha dificuldade de respirar, dores e chiados no peito e tosse. A intensidade da asma varia de pessoa para pessoa, podendo ser mais leve ou mais grave. Há também a ocorrência de crises asmáticas, que acontecem quando infecções, mudanças de clima, alergias ou cheiros fortes irritam o pulmão. Alguns casos de crises mais graves, podem levar o paciente à internação ou até mesmo causar morte, por isso é importante manter os exames em dia e fazer o uso correto da medicação ou “bombinhas”.
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A bronquiolite é uma doença inflamatória muito comum, principalmente, em crianças pequenas. A infecção ocorre por um vírus que causa inflamação nos bronquíolos do paciente, assim dificultando a respiração. Os bronquíolos são ramificações nos pulmões que levam o ar respirado para os alvéolos, que levam o oxigênio para o sangue. O problema da bronquiolite é que essa inflamação estreita os canais dos bronquíolos, assim impedindo a passagem do oxigênio.
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A coqueluche é uma doença infecciosa respiratória altamente contagiosa causada pela bactéria Bordetella pertussis, que se fixa nas células do sistema respiratório e libera toxinas que causam inflamação. Ela caracteriza-se por crises intensas de tosse seca, podendo levar a vômitos e cansaço extremo. A transmissão ocorre por meio de gotículas respiratórias, e a doença pode ser grave, especialmente em bebês, podendo causar complicações graves como pneumonia, convulsões, lesões cerebrais e, em casos raros, óbito.
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A difteria é uma doença infecciosa aguda, transmissível e causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae, que afeta principalmente as vias respiratórias superiores, como amígdalas, faringe, laringe e nariz. A doença pode ser grave e potencialmente fatal se não for tratada adequadamente. Os principais sintomas da difteria são: dor de garganta, febre, mal-estar geral e a formação de placas esbranquiçadas ou acinzentadas nas amígdalas e outras áreas da garganta. Em casos mais graves, a difteria pode causar dificuldades respiratórias devido ao inchaço e à formação de placas, além de complicações cardíacas, renais e neurológicas.
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A faringite é uma inflamação da faringe, a região da garganta localizada atrás do nariz e da boca. Essa inflamação pode ser causada por infecções virais ou bacterianas, alergias ou irritações. Os sintomas mais comuns incluem dor de garganta, dificuldade para engolir e, em alguns casos, febre. Lembrando que a faringite pode ser contagiosa, por isso, é importante tomar medidas para evitar a disseminação, como lavar as mãos com frequência, cobrir a boca e o nariz ao tossir ou espirrar e evitar contato próximo com pessoas doentes.
A gripe ou influenza é uma doença causada por um vírus que afeta o sistema respiratório (nariz, boca, garganta e pulmões). Ela é transmitida pelo ar, por meio do contato com gotas de saliva que vêm da tosse ou espirro de pessoas contaminadas. Existem 4 principais tipos de gripe: A, B, C e D. Esse vírus sofre mutações todos os anos, por isso é importante se vacinar para prevenir a contaminação. Os principais sintomas da gripe são: febre, dor de garganta, coriza, tosse, dor de cabeça, dor muscular e fadiga.
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O contágio de infecções ocorre principalmente de uma criança para outra por meio do contato entre elas, sendo que os vírus são normalmente transmitidos pelo ar. Por isso, a vacinação é importante, já que ela ajuda no combate aos vírus.
A pneumonia é uma doença respiratória que causa inflamação nos pulmões e pode ter diferentes causas, como microrganismos, bactérias, vírus e fungos. O tipo de pneumonia e de tratamento varia de acordo com o causador da dela. Ela é uma doença complexa que afeta principalmente pessoas com a saúde mais frágil, sendo a doença que mais causa morte em crianças menores de 5 anos. Por isso é preciso estar atento a sintomas como febre, tosse, dor no peito, dificuldade para respirar e catarro, pois pode ser um quadro de pneumonia. É importante manter a vacinação e as consultas em dia para evitar ou tratar doenças como essa.
O resfriado é uma infecção viral que afeta as vias respiratórias superiores (nariz, laringe e faringe), causada por vírus. Os sintomas mais comuns incluem nariz entupido ou escorrendo, dor de garganta, tosse e espirros.
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A rinite é uma doença que pode ser tanto crônica quanto temporária, podendo durar pouco tempo ou até mesmo a vida toda. Ela é uma inflamação que acontece no nariz. Essa doença acontece por conta de uma irritação do nariz, que pode ser causada por microrganismos e alergias. Os principais sintomas dela são: espirros, coriza (nariz escorrendo) ou entupimento nasal.
A sinusite é uma inflamação na mucosa das cavidades ósseas ao redor do nariz. Ela pode ser causada por infecções de vírus, bactérias, fungos ou alergias. Os sintomas incluem dor facial, congestão nasal, secreção nasal e, em alguns casos, febre e dor de cabeça. O tratamento geralmente envolve o uso de descongestionantes, sprays nasais com corticoides e, em casos de infecção bacteriana, antibióticos.
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A tuberculose é uma doença grave e um problema de saúde pública em muitos países, incluindo o Brasil. Ela é uma doença infecciosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como bacilo de Koch. Embora afete principalmente os pulmões (tuberculose pulmonar), pode também atingir outros órgãos e sistemas do corpo. A doença é transmitida pelo ar, através de gotículas liberadas por pessoas com tuberculose ativa ao tossir, espirrar ou falar. Os principais sintomas da tuberculose são: Tosse prolongada (por mais de 2-3 semanas), febre, sudorese noturna, perda de peso, cansaço, dor no peito, entre outros.
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As verminoses são doenças causadas por vermes (helmintos) que parasitam o corpo humano, instalando-se em órgãos como intestinos, fígado e pulmões. Elas podem ter diversas causas, como ingestão de água ou alimentos contaminados com ovos ou larvas, contato com solo contaminado, má higiene (como não lavar as mãos) e, em alguns casos, picadas de insetos ou ingestão de carne mal cozida. Os sintomas e a gravidade variam dependendo do tipo de verme e do órgão afetado, mas em essência, as verminoses resultam da presença e multiplicação desses parasitas no organismo, o que pode levar à desnutrição, anemia, dores abdominais e complicações mais sérias.
A ancilostomose, também conhecida como "amarelão", é uma doença parasitária intestinal causada por vermes como Ancylostoma duodenale, Necator americanus e Ancylostoma ceylanicum (encontrado em cães e gatos, mas que pode infectar humanos). A transmissão ocorre pela penetração da larva do parasita na pele (geralmente nos pés), quando a pessoa anda descalça em solo contaminado por fezes.
É comum em regiões sem acesso adequado à água, saneamento e higiene. Após a penetração, a larva viaja pela corrente sanguínea, pulmões e é engolida, fixando-se no intestino delgado. As manifestações variam conforme a fase:
Manifestações cutâneas -que diz respeito à pele- (coceira, com erupção pruriginosa, especialmente entre os dedos dos pés);
Passagem pulmonar (geralmente assintomática ou com tosse leve);
Sintomas gastrointestinais (náuseas, diarreia, vômitos, dor abdominal superior e aumento de gases).
A complicação mais persistente é a anemia por deficiência de ferro, causada pela perda de sangue devido à fixação dos vermes na parede intestinal, podendo levar a atraso no desenvolvimento físico e mental de crianças, queda de proteína no sangue e aumento de glóbulos brancos. O diagnóstico é feito principalmente por exame de fezes ou, em alguns casos, por PCR. A prevenção está intimamente ligada à melhoria do saneamento básico e ao uso de calçados.
A ascaridíase é uma verminose intestinal causada pelo verme Ascaris lumbricoides, sendo uma das infecções parasitárias mais comuns em crianças. A transmissão acontece quando os ovos do verme entram em contato com a boca ou a mão, geralmente por meio da ingestão de alimentos ou água contaminada ou após brincar na terra/solo contaminado. A falta de saneamento básico e higiene precária (principalmente em crianças) aumenta a suscetibilidade. Os sinais e sintomas variam: infecções leves podem ser imperceptíveis ou causar náuseas, dor abdominal, diarreia, perda de apetite e cansaço frequente. Nos casos mais graves, pode haver obstrução intestinal, problemas pulmonares, desidratação e, em raras ocasiões, inflamação da vesícula, pâncreas ou peritônio. O tratamento é feito com o uso de antiparasitários receitados pelo médico, e a prevenção se baseia em reforçar a higiene das mãos, manter os alimentos bem lavados e a água filtrada ou fervida.
A esquistossomose é uma doença parasitária causada pelo verme Schistosoma mansoni (no Brasil). A transmissão ocorre quando a pessoa entra em contato com água contaminada com larvas (cercarias) que saem de caramujos (hospedeiros intermediários) infectados. O ciclo do parasita começa com a eliminação de ovos nas fezes humanas na água.
A doença é diretamente relacionada ao saneamento precário e atinge pessoas de qualquer idade em áreas tropicais e subtropicais. A infecção não é transmitida por contato direto com o doente. Os sintomas são causados pela resposta do sistema imunológico aos ovos e variam conforme a fase:
Fase Aguda (maioria assintomática, mas pode ter febre, dor de cabeça, calafrios, diarreia, tosse);
Fase Crônica (diarreia constante que alterna com prisão de ventre, sangue nas fezes, tonturas, emagrecimento, aumento e endurecimento do fígado).
Casos Graves (piora do estado geral, fraqueza acentuada, aumento do volume do abdômen/barriga d’água, aumento de baço e fígado, hemorragia digestiva, hipertensão portal e risco de morte).
O diagnóstico é feito principalmente por exame laboratorial de fezes (detecção de ovos). O tratamento de casos simples é feito com remédios antiparasitários receitados por médicos, enquanto casos graves requerem internação e, por vezes, cirurgia. A prevenção consiste em evitar contato com águas onde há caramujos e na implementação de saneamento básico.
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A giardíase é uma infecção intestinal causada pelo protozoário Giardia lamblia, que afeta o intestino delgado. A transmissão ocorre pela ingestão de água ou alimentos contaminados, pelo contato com fezes de pessoas ou animais infectados e por contato com objetos/superfícies sujas. É comum em regiões com condições de higiene e saneamento precárias, e a maioria das infecções atinge crianças entre oito meses e 12 anos. A doença geralmente é assintomática, mas pode se manifestar com diarreia (aguda ou crônica) acompanhada de dor abdominal, gases, náuseas, distensão do abdômen e evacuação com cheiro forte.
O protozoário interfere na absorção de nutrientes, podendo causar perda de peso, fraqueza, anorexia e anemia em casos mais graves, além de desidratação. O quadro pode ser mais intenso em crianças pequenas. O tratamento é feito com medicamentos antiparasitários receitados por médicos e reforço da hidratação. A prevenção inclui lavar bem frutas e verduras, oferecer água filtrada ou fervida e manter a higiene das mãos antes de comer.
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A oxiuríase, ou enterobíase, é uma verminose intestinal causada pelo parasita Enterobius vermicularis (popularmente conhecido como oxiúros), que se instala no intestino. A transmissão ocorre por ingestão dos ovos do parasita, que podem estar em objetos, alimentos, roupas ou lençóis. O contágio é facilitado pelo contato indireto entre a boca e o ânus, geralmente pelas mãos, já que o principal sintoma é a coceira, e ao coçar, a criança leva os ovos às superfícies. Os sinais mais característicos são a coceira intensa na região anal (prurido retal), que piora à noite (quando as fêmeas depositam os ovos), podendo causar inflamações secundárias, irritabilidade e dificuldade para dormir. Em mulheres, pode haver inflamação da vulva e da vagina. Sintomas ocasionais incluem náuseas, vômito, perda de peso e dor abdominal.
A doença não provoca casos graves ou óbitos, mas pode levar a baixo rendimento escolar. O tratamento é simples, com antiparasitários recomendados por um médico. A prevenção e o combate à reinfecção são feitos com lavagem frequente das mãos, troca frequente da roupa de cama e manutenção das unhas limpas e cortadas.
A teníase é uma infecção intestinal causada pela tênia adulta (o parasita pode medir até 3,5 metros e passar anos sem ser percebido). Existem quatro tipos de tênia, sendo T. solium um dos mais comuns, popularmente conhecida como "solitária". A transmissão ocorre pela ingestão de carne bovina ou suína contaminada e mal cozida contendo o parasita. A maioria das pessoas não apresenta sintomas, mas quando os sintomas estão presentes, podem incluir perda de peso inexplicável, problemas digestivos (náuseas, vômito, diarreia e dor no abdômen), desconforto na região do ânus devido à movimentação do verme, e eliminação de ovos ou partes do parasita nas fezes.
Em casos de ausência de tratamento, os ovos podem migrar para outras partes do corpo (cérebro, olhos, músculos, coração) através da corrente sanguínea (situação conhecida como cisticercose), podendo causar cegueira, convulsões e risco de morte (nesses casos graves). A infestação é geralmente percebida pela eliminação do parasita nas fezes. O tratamento adequado é fundamental para evitar a migração dos ovos.
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