A RUMO uma empresa do grupo cosan com atuação forte na armazenagem e exportação de açúcar. RUMO logística nasceu da fusão das empresas Rumo e ALL – América Latina Logística.
ALL uma empresa de transporte ferroviário de cargas nas malhas Sul (PR, SC, RS), Oeste (MS) e Paulista (SP) da extinta Rede Ferroviária Federal (RFFSA), pelo período de 30 anos. Foi firmado, para estes trechos, contrato de arrendamento com a extinta RFFSA dos bens necessários à prestação do serviço concedido (chamados de Bens Operacionais).de transporte de commodities agrícolas, tais como, açúcar, milho soja arroz, bem como combustível e containers.
Para entendermos melhor como se deu está fusão, precisamos retratar alguns fatos anteriores a ela, portanto se faz necessário voltar no tempo dez anos, (abril de 2006) quando a ALL comprou do governo a concessão do transporte ferroviário chamado “Brasil Ferrovias”, sendo assim adquiri-o os trechos compreendentes entre Alto Araguaia no Mato Grosso a Pereque (cidade Cubatão SP), bem como o trecho entre Colômbia a Araraquara, ambas no estado de São Paulo, o trecho entre Corumbá estado do Mato Grosso do Sul a Mayrinque no estado de São Paulo e por último o trecho que liga Panorama a Itirapina, ambas no estado de São Paulo. O porto de Santos também passa a ser operado pela ALL em 2006, no entanto não como concessão, mais sim como arrendatária, onde todos os gastos com melhorias, folha de pagamento e construções novas são todos rateados, salvando as devidas proporções, pela VLI (ferrovia que liga o sul de Minas a Boa Vista SP). , MRS (concessionaria ferroviária que detêm a concessão da via férrea entre Pereque ao porto de Santos, tanto para margem direita que é Santos como a margem esquerda que é no Guarujá) e ALL.
Efetuada a compra deu-se início a uma grande restruturação do negócio, tanto com pessoas e equipamentos. Ocorreu uma demissão em massa, vindo cerca de oito mil funcionários perderem seus empregos. Como o critério adotado foi cortar pessoas e pouco se conhecia, o corte fora feito sem distinção, ou seja, se numa determinada área com cem funcionários, e na análise feita na época, o negócio era mantido com apenas dez, mandava-se noventa e pronto. Este processo após seis meses precisou ser reavaliado e fora feito várias recontratações. Dado também o estado de degradação da malha ferroviária bem como de suas locomotivas e vagões foram necessários fazer grandes investimentos nestes tipos de equipamentos.
Como podemos ver até agora a ALL era uma empresa transportadora pela qual corta todo o estado de São Paulo, onde concentra-se a grande maioria de usinas de açúcar, sendo assim, para melhorar o escoamento deste produto das usinas por intermédio da ferrovia é preciso fazer novos investimentos, no qual ai entra a primeira inserção da Rumo na ALL. Em 2009 é fechado um acordo comercial onde a Rumo entra com capital para duplicação dos trechos entre Itirapina a Santos, bem como ela Rumo compra novas locomotivas e novos vagões. Em contrapartida o frete cobrado para o transporte do açúcar torna-se irrisório, ou seja, de oitenta reais a tonelada ele passa para apenas 20 reais a tonelada.
Em 2009 também se dá início a expansão da ferrovia, ligando Alto Araguaia a Rondonópolis, também no Mato Grosso e a construção do terminal intermodal de transbordo naquela cidade (Rondonópolis), com um custo final de pouco mais de setecentos milhões de reais, a obra é entregue em 2012.
Com isto, além do aporte de capital que a Rumo concedeu foi necessário recorrer ao mercado financeiro, onde em 2015, atolada em dividas o Grupo Cosan compra a concessão da ALL, e fundi a mesma a RUMO tornando-as uma só empresa.
A RUMO logística nasce com cerca de 12 mil quilômetros de vias férreas, capacidade de elevação de 19 milhões de toneladas/ano no porto de Santos, hoje possui cerca de 960 locomotivas e 28 mil vagões contando com pouco mais de 11 mil funcionários diretos e indiretos.
Dado sua grande extensão de malha ferroviária a RUMO logística é dividida em complexos, sendo 8 deles localizados na malha ferroviária de bitola métrica e 3 deles localizados no corredor norte cujo são os complexos centro oeste, Araraquara e Santos. Cada complexo possui uma estrutura organizacional contendo gerentes, coordenadores, analistas, supervisores e funcionários ditos propriamente como chão de fábrica. Nos corredores, tanto no norte como no sul existem gerentes executivos diretores e vice-presidente, lembrando que todos os cargos dos complexos bem como nos corredores são operacionais. Na sede, localizada em Curitiba é está o administrativo, tais como diretoria comercial, de recursos humanos, de logística, de CCO, etc., bem como o presidente da empresa, porem existem “braços” com cargo de coordenaria como, por exemplo, de recursos humanos nos complexos, dado a complexidade da operacionalização do ativo ferroviário.