O Mapeamento de Artistas DEF foi o coração do projeto Rotas Acessíveis. Utilizando um formulário online e comunicação direta, conseguimos, pela primeira vez, traçar um perfil dos artistas com deficiência que atuam em Vinhedo e entender suas necessidades e barreiras.
Ao todo, 18 artistas e agentes culturais se manifestaram, revelando um panorama que, apesar de pequeno em número, é vasto em diversidade de talentos e na urgência por políticas de inclusão.
18 pessoas mapeadas
70% dos respondentes afirmam trabalhar com acessibilidade em sua prática artística.
Gráfico de pizza mostrando a distribuição de raça/cor de 18 respondentes. A maioria se autodeclara Branca (72,2%), seguida pela categoria Parda (16,7%). As categorias Preta, Amarela, Indígena e "Prefiro não responder" somam as porcentagens restantes.
Gráfico de pizza mostrando a distribuição etária de 18 respondentes. A faixa mais representativa é de 30 a 39 anos, com 33,3% das respostas. Em seguida, vêm os respondentes de 24 a 29 anos com 22,2%. As faixas de 18 a 23 anos e de 40 a 49 anos representam, cada uma, 16,7% das respostas.
Gráfico de pizza indicando que a grande maioria dos 18 respondentes se autodeclara Pessoa com Deficiência (PCD), representando 88,9% (Sim) e 11,1% (Não).
Gráfico de pizza que detalha a autodeclaração de tipo de deficiência. As categorias mais representativas são: Pessoa com Deficiência Física, com 27,8%; Pessoa Neurodivergente, com 16,7%; e Pessoa com Deficiências Múltiplas, também com 16,7% do total de 18 respostas.
Gráfico de pizza sobre a identificação como agente cultural. A maioria em quase sua totalidade com 94,4%, se identifica como Agente Cultural (Sim), com apenas 5,6% respondendo "Não sei avaliar".
Gráfico de barras sobre o primeiro contato com a arte de 18 artistas. Os espaços mais citados (empatados com 55,6%) são Escola e Com a minha família. Espaços culturais públicos também são importantes, citados por 50% dos respondentes.
Gráfico de barras sobre a formação artística de 18 artistas. A forma mais comum de formação é Por meio de cursos livres (66,7%), seguida por De forma autodidata (61,1%) e Com curso de especialização (33,3%).
Gráfico de pizza sobre o tempo de trabalho com arte. A maior concentração está em artistas que trabalham Entre 02 e 05 anos (27,8%). Artistas que trabalham Mais de 20 anos e Mais de 10 anos representam 16,7% cada.
Gráfico de pizza sobre a participação em grupos ou coletivos. 38,9% dos artistas participam atualmente (Sim), 33,3% já participaram, e 27,8% nunca participaram.
Gráfico de barras sobre os espaços culturais frequentados em Vinhedo. Os locais mais citados são Em praças e parques (72,2%) e No teatro (61,1%). Feiras e festivais são a terceira categoria mais citada, com 55,6%.
Gráfico de pizza sobre a experiência em escrita de projetos para fomento cultural entre os 18 respondentes. Metade do grupo 50% respondeu "Sim e fui contemplado(a/e)". Em seguida, 44,4% afirmaram que "Nunca escrevi projetos para fomento". A menor parte, 5,6%, respondeu que "Sim, mas não fui contemplado(a/e)".
Gráfico de pizza sobre o trabalho exclusivo com arte entre os 18 respondentes. O resultado é dividido em partes iguais: 50% dos artistas responderam "Sim" e 50% responderam "Não".
Em termos de localização, os artistas mapeados estão distribuídos por Vinhedo, mas um bairro demonstrou maior concentração: o bairro Capela se destaca, sendo o local de residência do maior número de artistas que responderam ao formulário.
O mapeamento também revelou os hábitos de consumo cultural desse grupo na cidade. Os artistas com deficiência em Vinhedo têm buscado principalmente espaços ao ar livre, sendo que Em praças e parques (72,2%) são os locais mais citados que costumam frequentar. No teatro (61,1%) e em feiras e festivais (55,6%) completam as rotas mais comuns. Este dado complementa a urgência de garantir acessibilidade não apenas em espaços fechados, mas também nas atividades culturais promovidas em locais públicos abertos.
O mapeamento revelou que as barreiras arquitetônicas e atitudinais são uma realidade constante:
59% dos artistas (10 respondentes) afirmaram que deixam de frequentar determinados espaços culturais e de convivência em Vinhedo por falta de acessibilidade. Essa é a prova mais explícita de que a inclusão vai além do discurso: a cidade precisa de políticas públicas efetivas para garantir que o direito à cultura e ao lazer seja universal.