Património
Património
Rocas é uma povoação de tradições milenárias, rica em património.
Destacam-se os antigos moinhos, testemunhos materiais da atividade moageira que caracterizou a região e a Escola Primária de Rocas, única do tipo “Adães Bermudes” que existe no concelho e que deverá ter sido construída em 1902/3.
Os cantares e costumes folclóricos locais são uma expressão cultural ainda viva, que reflete a identidade e a história da região.
Rocas do Vouga é atravessada por três ribeiros de caudal permanente, o da Azenha, o do Crasto e o da Figueira. O aproveitamento destes cursos de água para a moagem dos cereais (milho e centeio), utilizados na confeção da saborosa broa e na alimentação dos animais, está bem patente no elevado número de moinhos de água existentes ao longo dos ribeiros. São moinhos de roda horizontal com rodízio de penas, localizados nas margens ou na sua proximidade, onde é possível criar açudes que alimentam as levadas que os vão acionar.
A maioria dos moinhos pertence a vários proprietários, sendo utilizados à vez de acordo com o combinado. Com o aparecimento da moagem elétrica e das rações para animais, os moinhos de água caíram em desuso, estando a maioria em ruinas. No entanto, alguns ainda se encontram em bom estado de conservação e a laborar, sendo de todo o interesse a preservação deste legado patrimonial e cultural enquanto parte integrante da nossa memória coletiva.
Atualmente, vários municípios têm vindo a dinamizar projetos para a recuperação e manutenção dos moinhos, estando Sever do Vouga integrado no projeto “A Rota dos Moinhos de Portugal”.
A antiga escola primária de Rocas inscreve-se na tipologia ainda hoje designada Adães Bermudes, em referência ao autor do projeto, o arquiteto Arnaldo Redondo Adães Bermudes (1864-1948).
É composta por duas salas de aula térreas, uma feminina e outra masculina, separadas por uma habitação de dois pisos destinada ao professor.
Igreja Matriz de Rocas do Vouga
A Igreja de Rocas do Vouga apresenta uma traça classicista bastante sóbria na sua fachada, que outrora foi revestida a azulejos com torre sineira à sua esquerda. Destaque para as 4 goteiras em forma de boca de canhão. Reconstruída em 1733, viria a sofrer graves danos com o terramoto de 1755, sendo de novo reconstruída. O teto da nave é forrado com 36 caixotões, com cenas da vida de Cristo, da Virgem Maria e de alguns santos. Impressiona pela sua diversidade de cores. A Capela-mor também teve caixotões no teto, bem como altar de talha dourada, que foram retirados no século XXI.
(Informação de Grande Rota da Ria de Aveiro )