Hoje, na Guerra da Coreia
De olhos atentos a um conflito que nunca teve fim.
De olhos atentos a um conflito que nunca teve fim.
O prólogo
A ocupação da Coreia era alvo da interferência estrangeira, sobretudo dos japoneses, desde o começo do século XX. A anexação do território coreano ao Japão ocorreu em 1910 e foi ratificado pelo Acordo de Anexação Coreia-Japão. As colônias japonesas subjugavam as áreas de produção coreanas a fim de obter recursos os quais seriam destinados à metrópole. Além disso, este evento foi marcado por muitos crimes cometidos contra à nação dominada. Portanto, a violenta ocupação japonesa obrigou os coreanos a aliarem-se ao esforço de guerra dos Estados Unidos contra o Japão, aliado do eixo nazista, durante a Segunda Guerra Mundial.
Após o término do conflito, na Conferência de Potsdam, a Península Coreana foi dividida ao longo do paralelo 38, com o norte sob a ocupação soviética e o sul sob a ocupação americana. Em 1948, surgiram dois governos distintos: a República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte) e a República da Coreia (Coreia do Sul). As tensões aumentaram devido às diferenças ideológicas, com o norte adotando o comunismo e o sul alinhando-se ao Ocidente.
Zona do paralelo 38.
O decorrer
A guerra começou em 25 de junho de 1950, quando tropas norte-coreanas cruzaram o paralelo 38 e invadiram a Coreia do Sul. A ação foi uma tentativa de unificar a península sob um governo comunista. Em resposta, as Nações Unidas, lideradas pelos Estados Unidos, intervieram para apoiar a Coreia do Sul.
Nos primeiros meses, as forças norte-coreanas avançaram rapidamente, capturando a maior parte do sul, incluindo Seul, a capital.
Em setembro de 1950, forças da ONU realizaram um desembarque em Incheon, zona sul-coreana, virando a maré do conflito e empurrando as tropas norte-coreanas de volta ao norte.
Em outubro de 1950, a República Popular da China*, já socialista, entrou na guerra, enviando centenas de milhares de voluntários para apoiar a Coreia do Norte, resultando em uma guerra de atrito.
Prisioneiros de guerra americanos capturados pelos chineses.
**A China justificou sua entrada na guerra como sendo uma resposta a "agressão americana sob o disfarce da ONU" . Sob essa perspectiva, o líder do governo chinês, Mao Tsé-Tung ordenou que 300 mil soldados chineses entrassem na Coreia. A URSS ofereceu suporte aéreo e de suprimentos.
O conflito se estabilizou próximo ao paralelo 38, resultando em uma guerra de trincheiras e negociações prolongadas. A guerra terminou em 27 de julho de 1953, com a assinatura de um armistício, mas sem um tratado de paz formal. A linha de demarcação foi estabelecida próxima ao paralelo 38, onde a fronteira permanece até hoje. A guerra deixou a Coreia dividida, com milhões de mortos e feridos, e destruiu grande parte da infraestrutura da península.
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O desfecho
Pelotão sul-coreano e aliados conversando com prisioneiros de guerra conflito após o tratado de cessar-fogo.
Em 27 de julho de 1953 foi assinado o armistício de paz em Panmunjon, cidade fronteiriça entre as duas Coreias. O país foi governado por Kim II-Sung, que permaneceu no poder até sua morte em 1994, quando foi sucedido pelo filho Kim Jong–il. Este nomearia seu filho Kim Jong-Un para presidente, em dezembro de 2011. Hoje, este é o atual mandatário do país.
Momento de assinatura do armistício de cessar-fogo entre as duas Coreias.
Proclamação de Kim Jung II como presidente interino da República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte).