A psicoterapia ajuda tanto pessoas com transtornos psicológicos, tanto pessoas que não tem transtorno psicológico.
Então se você quer mudar algo na sua vida que está te prejudicando, gerando sofrimento, algo que você não sabe como lidar ou ainda quer evoluir em alguma área da sua vida, a psicoterapia pode ser para você.
A maioria das pessoas procuram uma ajuda psicológica quando o problema já aumentou bastante a sua gravidade, e até mesmo desenvolvem um transtorno mental devido hábitos que não foram mudados. A psicoterapia pode sim agir como tratamento, mas pode também agir como prevenção.
Dúvidas frequentes
Você acredita que a psicologia é uma ciência? A grande maioria concorda. Até mesmo no nosso Conselho de Ética tem escrito que é dever do psicólogo prestar serviços psicológicos de qualidade fundamentados na ciência psicológica.
Mas o que é ciência?
“Ciência (no sentido ampliado) é a prática que nos provê com as afirmações mais confiáveis (i.e., epistemicamente justificadas) que podem ser feitas, em um determinado momento, sobre um objeto de estudos abarcado por uma comunidade de disciplinas de conhecimento (i.e., sobre a natureza, nós mesmos como seres humanos, nossas sociedades, nossas construções físicas, e nossas construções mentais” (Hansson, 2013, p. 70).
Enquanto administradores do Reservatório de Psis e enquanto psicólogos, nós defendemos que a adoção de uma Psicologia Baseada em Evidências deve ser a nossa bússola de atuação profissional. Entendemos que não devemos usar abordagens como dogmas, pois a ciência é dinâmica e o que hoje parece ser o mais apropriado cientificamente pode ser abandonado no futuro por não ter mais fundamentos relevantes.
Existem mais de 19 campos profissionais na Psicologia, sendo um deles a Psicologia Clínica, estando dentro dela a psicoterapia. Na psicologia clínica há ainda questionamentos sobre a eficácia de diversas de suas abordagens. Para se ter uma ideia, apenas 7% dos estudos sobre eficácia de psicoterapias são capazes de fornecer evidências convincentes (Dragioti et al., 2017).
Existem muitas pseudociências na psicologia clínica. E quando falamos de pseudociência estamos falando de práticas sem evidências que se utilizam de termos científicos para se passar por ciência. Alguns sinais das pseudociências são: crença na autoridade, experimentos irreplicáveis, viés de confirmação, desconsideração de resultados contrários, indisposição para testagem, criação de subterfúgios, explicações são abandonadas sem substituição;
Claro que não vamos acertar sempre, mas é importante termos o compromisso de ter uma Prática Baseada em Evidências, diminuindo assim a chance de erro ao máximo, mesmo que não possa evitá-los completamente.
Dentro da Psicologia Baseada em Evidências temos que considerar três aspectos: (a) a melhor evidência científica para o problema do nosso paciente, (b) a nossa expertise clínica, e (c) a preferência pessoal do paciente.
Para concluir: “Alegações extraordinárias exigem evidências/provas extraordinárias” (Carl Sagan). Logo, nós do Reservatório de Psis não concordamos com nenhum discurso extremista que prega mudanças simplistas para um problema psicológico. Compreendemos que em transtornos mentais deve ser considerado o contexto multifatorial e não apenas o ambiente ou outro fator isolado.
REFERÊNCIAS:
Dragioti, E., Karathanos, V., Gerdle, B., & Evangelou, E. (2017). Does psychotherapy work? An umbrella review of meta-analyses of randomized controlled trials. Acta Psychiatrica Scandinavica, 136(3), 236-246. https://doi.org/10.1111/acps.12713
Hansson, S. O. (2017). Science and Pseudo-Science. In E. N. Zalta (Ed.), The Stanford Encyclopedia of Philosophy (Summer 2017 Edition). https://plato.stanford.edu/entries/pseudo-science/
O Reservatório de Psis preza pelo bom atendimento, devido isso montamos um formulário para que você se sinta à vontade para fazer reclamações, dar feedbacks e sugestões.
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A palavra Psicoterapia é de origem grega onde psico (psychê) significa mente, e a palavra terapia (therapeuein) significa curar... Logo: curar a mente. Porém, dentro das ditas “doenças mentais”, melhor dizendo "transtornos mentais", não se pode falar de cura e sim de remissão, que seria um controle ou uma diminuição dos sintomas. Com isso, o significado mais correto do termo "psicoterapia" seria o de “tratar problemas da mente”.
De forma geral, então, a psicoterapia/terapia é um tratamento. Mas é importante alertar que dentro da saúde mental, os profissionais mais capacitados são os: psicólogos e psiquiatras. Ambos devem estar ativos no Conselho que regulamentam suas profissões.
As sessões ocorrem semanalmente e tem a duração de até 50 a 60 minutos cada uma. Cada profissional irá combinar com você o dia da semana e horário para o seu atendimento. É importante que você tenha pontualidade quanto ao horário para o melhor aproveitamento da sessão.
Verifique com o(a) psicólogo(a) que você escolheu se ele(a) tem vagas disponíveis na agenda para melhor atendê-lo(a).
Não é permitida pelo Conselho Federal de Psicologia a publicação sobre valores, pois se trata de uma forma de propaganda. Devido isso, peço que você envie uma mensagem para o(a) psicólogo(a) do seu interesse para que ele(a) te envie informações sobre os valores e formas de pagamento.
De forma geral o pagamento é sempre antecipado!
Nas Terapias Cognitivas há uma estruturação dos atendimentos. Nas primeiras sessões são realizadas coletas de informações, caso o(a) psicólogo(a) perceba que você possivelmente tem algum transtorno você será devidamente informado.
Não se preocupe com o diagnóstico, não é todo mundo que tem. Mas mesmo havendo, o profissional aqui do Reservatório de Psis conduzirá o seu caso da melhor forma possível considerando a sua ética profissional e o compromisso com a saúde.
Diagnóstico não é um rótulo!
Não se preocupe tanto com isso. Sei que a primeira sessão ou até mesmo uma primeira experiência com um psicólogo, pode causar muita ansiedade e nervosismo, mas não é um "bicho de sete cabeças". Na primeira sessão o profissional irá querer te conhecer melhor e também irei se apresentar... vai por mim, será algo bem tranquilo. A psicoterapia é um espaço bem gostoso onde não há julgamentos e você estará totalmente seguro(a). E outra coisa: todo profissional psicólogo tem a competência de manejar a sessão para tirar de você informações necessárias.
Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é uma abordagem ou linha teórica dentro da psicologia. Ela foi fundada entre a década de 60-70 pelo psiquiatra Aaron Beck, no qual desde o início procurou realizar estudos clínicos randomizados para comprovar a eficácia da TCC.
A TCC é uma abordagem que tem fortes evidências científicas para a grande maioria dos transtornos mentais, sendo considerada padrão ouro de tratamento para alguns deles.
A TCC defende a ideia de que as cognições (pensamentos) influenciam fortemente a forma como o sujeito se sente ou age. Além disso tem uma série de princípios que regem a sua prática, sendo algumas delas: relação terapêutica sólida, monitoramento contínuo da evolução do paciente, enfatizar na colaboração ativa, orientada para os objetivos do paciente, ser educativa, ser limitada em relação ao tempo, entre outros.
O objetivo final da TCC é tornar o paciente o seu próprio terapeuta, tirando o paciente do sofrimento o mais breve possível.
A Terapia Comportamental Dialética (DBT) é uma abordagem ou linha teórica dentro da psicologia. Ela foi fundada na década de 90 por Marsha Linehan, que originalmente foi desenvolvida para indivíduos de alto risco, com muitos comportamentos descontrolados e dificuldades complexas.
A DBT é uma abordagem que atualmente se tornou padrão ouro (tratamento com melhores evidências) para o Transtorno de Personalidade Borderline.
A DBT é considerada uma abordagem de terceira onda, ou seja, tem influência tanto da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), tanto da Análise do Comportamento (AC), influenciada mais mais fortemente pela AC. Tendo como foco principal: mudança de padrão comportamental, interpessoal, de pensamento e da vida.
O tratamento é composto por: psicoterapia individual, grupo de habilidades (mindfulness, regulação emocional, tolerância ao mal estar, habilidades interpessoais), consultoria telefônica e tratamentos auxiliares.
Segundo Marsha Linehan "o caminho do inferno passa pelo sofrimento. Recusando-se a aceitar o sofrimento que faz parte de sair do inferno, você recai no inferno", ou seja, para sair de onde você está agora (com sofrimento intenso) é necessário trabalhar a aceitação e a mudança.
A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) começou a ser utilizada na década de 1980 e tem como fundador o psicólogo clínico norte-americano Steven Hayes. É uma abordagem (linha teórica dentro da psicologia) cognitivo-comportamental também de terceira onda, no qual enfatiza aspectos como aceitação, consciência plena, desativação cognitiva, dialética, valores, espiritualidade e relações.
A ACT leva este nome por causa de suas propostas centrais: aceitação da realidade e das reações emocionais e comportamentais, escolha de uma direção de acordo com os valores do indivíduo e comprometimento com a mudança desejada. E aceitação aqui não é comodismo, mas é agir sobre o que se tem controle aceitando a realidade como ela é de fato (não há controle).
A ACT acredita que o sofrimento humano surge a partir de uma inflexibilidade psicológica (sig. dificuldade de se manter no momento presente e se deixando levar por suas cognições) causada por esquiva experiencial (sig. evitação de situações por prever algum desconforto), fusão cognitiva (sig. toma os os pensamentos como fatos), apego a um conceito rígido de si mesmo e perda do contato com o momento presente.
A Terapia de Aceitação e Compromisso, portanto, tem como objetivo ensinar ao paciente flexibilidade psicológica para lidar com seus pensamentos e sentimentos dolorosos de maneira eficaz, de tal forma que eles passem a ter muito menos impacto e influência sobre ele.
Atualmente a ACT tem boas evidências para tratamento de doenças crônicas e dores crônicas.
A Análise do Comportamento Aplicada (Applied Behavior Analysis - ABA) não é um método ou conjunto de técnicas como vem se propagando por aí. A ABA é uma linha teórica que faz parte da Análise do Comportamento (AC), ou seja, é uma subárea da AC, juntamente com o Behaviorismo Radical e a Análise Experimental do Comportamento.
A AC é uma teoria psicológica desenvolvida principalmente por B. F. Skinner (que deu início ao chamado Behaviorismo Radical), super conhecido pelos seus estudos com ratos. Com o tempo a AC foi tendo grandes influências de outros estudiosos e se tornou algo amplo.
A AC tem boas evidências para algumas problemáticas, e a ABA (sua subárea) atualmente tem fortes evidências para o tratamento do Espectro Autista (TEA).