Uma nova tendência de relacionamento emerge. Funciona da seguinte forma: um sugar daddy (homem maduro, rico, generoso e bem sucedido) se une a uma sugar baby (mulher jovem, atraente, inteligente e ambiciosa) num relacionamento transparente, com as intenções e expectativas de ambos às claras. A grosso modo, “um sabe o que o outro quer sugar”.
A modalidade de relacionamento, que também vale para sugar mommies e sugar babies homens, é a especialidade do site Mundo Sugar, lançado em 2015 com a proposta de atender a pessoas bem sucedidas que buscam parceiros ambiciosos, e vice-versa. O tipo de relacionamento tem como características ser “verdadeiro, com transparência, acordos pré-estabelecidos, expectativas alinhadas e benefícios mútuos”, lê-se no texto de apresentação do site, que diz, ainda, ter por objetivo “reunir o estilo de vida ‘doce'”.
Mais recentemente, a empresa segmentou a plataforma para os interessados por relacionamentos hom oafetivos, com a versão Sugar Gay.
Meu nome é Andrezza Torok, tenho 21 anos, e quando digo aos meus amigos que sou uma Sugar Baby, todos ficam bem curiosos (outros, estranham). Afinal, é algo que não é conhecido ou muito comum aqui no Brasil como em outros países. Sempre vêm aquelas perguntas – “como você conheceu isso?”, “o que te motivou?”… É isso que vou falar neste meu primeiro post: por que me tornei uma Sugar Baby.
Sempre gostei de interagir em diversas redes sociais, especialmente o Tumblr. Foi lá que comecei a ver relatos de Sugar Babies pela primeira vez, há um bom tempo. Na época, não tinha interesse em ser, mas já admirava a relação entre uma Sugar Baby e um Sugar Daddy.
Você sabe o que é um Sugar Baby ou Sugar Daddy? O site de relacionamento Meu Patrocínio explica muito bem o estilo de vida Sugar, dê uma olhada antes e continuar a ler meu relato, vai gostar!
Em certo momento da minha vida, em que me encontrei meio confusa e desanimada, pensei: “Por que não? Eu também posso ser…”. Eu queria uma pessoa que gostasse da minha companhia, minha amizade e presença e que também pudesse me levar para conhecer lugares e pessoas novas.
Eu desejava e merecia isso! Tem alguma mulher que não gosta de ser bem tratada e mimada, sempre tendo a atenção e ganhando as coisas que quer? Que mal há em querer conhecer alguém, mesmo que mais velho, que dê valor, respeite e valorize? E por que não ser alguém com uma condição financeira melhor do que a minha e que tenha vontade de me agradar e ver feliz?
Eu comentei isso com alguns familiares, e com o tempo comecei a me decidir. Com o apoio das pessoas que eram importantes na minha vida, resolvi “meter a cara” e ir atrás do que eu queria.
Sinceramente? Foi uma das melhores decisões que tomei! Nunca vi alguém me tratar tão bem, ter tanta atenção e carinho por mim, quanto os Sugar Daddies que passei a conhecer. Os lugares que comecei a frequentar me alegravam imensamente e, acima de tudo, a atenção e o respeito que eu passei a receber me fizeram perceber que, às vezes, arriscar e tomar decisões novas e diferentes pode ser a melhor coisa a acontecer na sua vida.
Sugar Daddy e Sugar Baby não são uma invenção tão moderna. Segundo os historiadores, há muito que existe uma relação entre uma pessoa idosa e / ou mais abastada e uma pessoa mais jovem em busca de benefícios (dinheiro, conforto, presentes, luxo, viagens, status social etc.).
Existem vários exemplos das gueixas japonesas do século XVIII, cuja missão era manter a sociedade e divertir homens ricos (geralmente sem sexo), para mulheres que se tornaram companheiras de soldados estrangeiros durante a Segunda Guerra Mundial.
Nas últimas décadas, no entanto, os termos pai e bebê do açúcar foram cunhados nos EUA. Os termos se tornaram ainda mais populares nos últimos 10 anos, quando surgiram sites de namoro especializados na vinculação de bebês com rosquinhas e doces. Como resultado, o fenômeno aumentou e se tornou popular em outros países, inclusive no Brasil, o que levou a personagens de novelas.
Agora, um estudo da Universidade do Colorado, em Denver, EUA, publicado na revista Sociological Perspectives tenta descobrir que tipo de relacionamento é esse. A socióloga Maren Scull entrevistou 48 meninas americanas e descobriu que existem muitos tipos de "relações açucareiras". Na sua opinião, existem pelo menos sete tipos (corra para o final da postagem, se você quiser ver o que são).
Uma tradução possível para os termos "pai do açúcar" e "bebê do açúcar" seria "pai do açúcar" e "bebê do açúcar". No Brasil, no entanto, os mesmos termos em inglês são usados. As expressões já fornecem pistas importantes para os aspectos gerais desses relacionamentos.
O uso das palavras pai e bebê mostra que geralmente há uma diferença de idade significativa entre as duas partes. A palavra açúcar significa que o objetivo é um relacionamento agradável, sem muito estresse. O casal concorda e, além disso, uma coisa não exige muito da outra e, geralmente, não gera expectativas.
Com o tempo, descobriu-se que as combinações de homem rico e mulher jovem ou homem rico e homem jovem eram ambíguas. Muitas vezes, o lado mais velho e mais rico do relacionamento é uma mulher. E então veio o termo "mãe doce" ou "mãe doce".
Para a socióloga Maren Scull, porém, essa descrição é apenas a ponta do iceberg. "Como pesquisador que lida com comportamentos incomuns, eu sabia que esses relacionamentos deveriam ser muito diferenciados", explica o autor em comunicado da Universidade do Colorado.
Ao pesquisar os 48 bebês açucarados que haviam trabalhado no estudo (todos residentes nos EUA e relacionados a homens), ela confirmou sua hipótese e descobriu que existem diferentes tipos de relacionamento para dois açúcares.
Por exemplo, ela descobriu que 40% dos entrevistados nunca haviam feito sexo com seus receptores de açúcar e que muitos sentiam um genuíno relacionamento emocional com seus benfeitores. Portanto, o sociólogo discorda da ideia de que relacionamentos estúpidos são apenas sinônimo de prostituição.
"Quando colocamos relacionamentos no mesmo grupo que a prostituição, ignoramos que eles geralmente são orgânicos e envolvem conexões emocionais reais. E muitas das mulheres não procuraram um benfeitor. Você acabou de conhecer alguém que queria cuidar deles. Esses relacionamentos podem levar décadas ", diz ele.
A variedade de experiências foi tão grande que ela sentiu a necessidade de organizar as histórias. "Eu não tinha intenção de criar uma tipologia. Mas vi tanta variedade que precisava destacar as nuances e formas que podem ter relacionamentos estúpidos ", diz ele.