Gostar de escrever é uma característica que me acompanha desde criança. Lembro dos primeiros versos que fiz numa aula de Língua Portuguesa com a professora Cacilda. Uma pena não ter guardado aquele poema. Só me lembro que falava de amor… É o amor por escrever que me conduz firme até os dias de hoje, décadas depois de ter escolhido Jornalismo e após diferenciados trabalhos na área de comunicação. Independentemente da empresa, do projeto ou das tarefas, a escrita tem sido minha fiel companheira.
Seja criando ou contando histórias, relatando fatos ou divulgando dados, os textos que produzo são sempre frutos de combinações de ingredientes diversos. Por isso, quando alguém me pergunta como nasce meu texto, explico que não há uma fórmula mágica, mas sim algumas trilhas a serem percorridas. Apesar de ser um ofício que faço de forma muito amorosa, é fundamental ter alguns cuidados, especialmente quando escrevo para contratantes: em geral, profissionais com domínio de teorias e técnicas relativas às respectivas áreas de excelência, e que precisam de ajuda para redigir de forma que vários públicos entendam.
Entrevista, pesquisa, apuração, observação, análise, seleção, redação. Enfim, planejamento e estratégias estão entre os recursos que se somam a um repertório pessoal envolvendo experiências vividas. É como corte e costura: é preciso fazer o molde, testar no modelo, alinhavar, escolher o tecido, os acabamentos e eventuais adereços. Por esses e outros motivos, quando profissionais dedicados à escrita trabalham para empreendedores, empresários, profissionais liberais ou autônomos, é preciso ter ciência de entrar num campo sagrado, identificando o perfil e a qualidade do contratante para que possa desenvolver um trabalho original e coerente, muito alinhado, tanto aos objetivos quanto à essência do especialista.
Mais que isso, é desenvolver uma parceria equilibrada e saudável, estabelecendo uma relação sustentável e de impacto positivo para todos os envolvidos.
Quando ouvi falar a primeira vez sobre o livro “A Coragem de Ser Imperfeito”, de Brené Brown, confesso, não dei muita atenção. E o principal motivo foi o título. Como assim o imperfeito é corajoso? Durante muitos anos da minha vida ouvi dizer, e cheguei a afirmar algumas vezes, que ser perfeccionista seria uma característica positiva, sobretudo no ambiente corporativo. Foram mais de 2 anos desde que me recomendaram o livro até que eu finalmente me rendesse. Até que eu realmente tivesse coragem de encarar o óbvio.
É claro, desejar fazer o melhor, ou o mais próximo da perfeição, talvez seja uma busca humana que está conosco desde sempre. Mas é muito contraditório querer ser perfeito sem considerar a imperfeição. Foi daí, então, que eu me apaixonei pelas informações da obra. O livro trouxe muitos outros insights para a minha vida, pessoal e profissional. O brilhantismo e o bom humor dessa assistente social e pesquisadora americana garantem boas reflexões.
Um dos eixos centrais do conteúdo é a vulnerabilidade, o que virou outra grande fonte de inquietações. Ser vulnerável e assumir isso exige muita coragem mesmo. Mas também é a porta aberta para muitas descobertas interessantes de si mesmo. E quando vamos para a comunicação, especialmente a não violenta, ter consciência da sua vulnerabilidade pode ser uma das chaves para o sucesso do processo de se comunicar. Até porque a vulnerabilidade é um dos meios para se chegar à empatia, algo tão falado e desejado nas relações, nas etapas de uma boa comunicação.
Por isso, agora eu considero todas as opções válidas. Seja imperfeito, vulnerável e empático. A sua comunicação pode melhorar muito se você considerar esses elementos.
“Quando estamos vulneráveis é que nascem o amor, a aceitação, a alegria, a coragem, a empatia, a criatividade, a confiança e a autenticidade. Se desejamos uma clareza maior em nossos objetivos ou uma vida espiritual mais significativa, a vulnerabilidade é o caminho. Sei que é difícil acreditar nisso, sobretudo quando passamos tanto tempo achando que vulnerabilidade e fraqueza são sinônimos, mas é a pura verdade.” - Brené Brown
O que essas três frases te lembram? Para mim, remetem à necessidade de garantirmos algum tempo para fazer ajustes. Pode ser nos negócios, nos estudos, nas relações…
São as pausas, aqueles momentos até de curta duração mas que fazem a diferença para oxigenar as ideias e voltarmos aos compromissos revigorados, com mais ânimo e motivação. Aliás, esse é um compromisso valioso que devemos ter conosco. É bem provável que depois de uma parada com qualidade a sua performance seja mais satisfatória.
Comece aos poucos, sem se cobrar com rigor, sem deixar de cumprir o que precisa ser feito. Trabalhe com força, foco e fé. Seja fiel aos seus bons projetos. Mas lembre-se de garantir o fôlego. Imediatamente me lembro de uma das minhas canções favoritas: “Serra do Luar”, de Walter Franco, lindamente interpretada e popularizada por Leila Pinheiro. Os versos falam que “viver é afinar o instrumento, de dentro pra fora, de fora pra dentro, a toda hora, a todo momento”.
Então, que tal se inspirar? Tire um tempo só seu. Leia um livro. Caminhe ao ar livre. Contemple seu jardim. Tome um café ou chazinho. Respire…
Quando estamos seguindo o fluxo da vida profissional, dando conta das tarefas que nos confiaram, estamos no modo “fazer”. Desenvolver as atividades que estão sob nossa responsabilidade e entregar o que foi combinado. Agir para atingir objetivos, levando em conta prazo, metas e qualidade. Mas e os conhecimentos? E a experiência?
Dar conta das entregas e de alcançar sucesso em nossas empreitadas nos convida a lembrar que o verbo “fazer” fica muito mais confortável e eficiente na companhia do verbo “aprender”. E esse aprender pode acontecer de várias formas.
Num primeiro momento, é bem provável que pensemos no ensino formal, como num curso em que você se matricula e assiste a aulas dentro de um programa curricular pré-estabelecido, com garantia de uma certificação. Mas a tecnologia nos trouxe outras tantas opções, como treinamentos, capacitações, oficinas, jornadas, mentorias, imersões, etc. Tem também o novo universo de possibilidades vindo das chamadas Inteligências Artificiais.
Tudo isso é super válido e muito oportuno. Aliás, o máximo que você conseguir se atualizar usando essas iniciativas será fantástico. Por sinal, conheço ótimos profissionais que oferecem conteúdos muito relevantes nesse sentido. Contudo… é importante lembrarmos de que a vida, e cada coisa que nos acontece durante nossa existência por aqui, pode ser encarada como uma grande oportunidade de aprendizado. É quando a gente olha para um desafio e percebe os ensinamentos. É quando observamos um relacionamento tenso e vemos alternativas de acordo. É quando algo parece que está dando muito errado e pode ser a virada para tudo começar a fluir na direção certa.
Olhar a vida como uma grande escola pode ajudar muito a abrir nossa cabeça para o novo que nos espera todos os dias. Contribui significativamente para aprimorarmos habilidades e competências, para lapidamos dons, para usarmos de forma mais adequada e positiva o que conhecemos.
Daí a frase inicial: aprender sempre! Uma forma de você se motivar e enfrentar os desafios de cabeça erguida, consciente das suas potencialidades e sabendo que podemos ser melhores, um pouquinho por dia.
Bom dia! Sim… é isso mesmo. Estou te desejando um bom dia. Talvez você esteja lendo esse texto à noite e acredite que não faz sentido. Mas eu sou esse tipo de pessoa, que deseja e recebe boas energias a qualquer hora do dia.
Essa expressão tão automática do nosso cotidiano esconde um potencial incrível. Outro dia moderei uma roda de conversa muito positiva que abordou essa temática: os benefícios do “bom dia”. A questão aqui é a intenção, ou melhor, o real significado das palavras quando você as emite ou escreve.
Desejar um “bom dia” é mais do que um ato minimamente educado. Eu acredito que é a conexão que começa com uma comunicação de você para você, e que depois transborda e chega às pessoas com quem você se relaciona. Eu já vi um “bom dia” derreter a frieza de uma relação distante, de amenizar um clima tenso, de humanizar um encontro que poderia ficar crítico.
Revendo as minhas pesquisas e anotações sobre Comunicação Não Violenta, lembrei de elementos como empatia, compaixão e vulnerabilidade. São palavras fáceis de ouvir em nosso dia a dia. Mas como colocá-las em prática? É nessa hora que um “bom dia” sincero faz toda a diferença. Porque para conquistar resultados positivos nas ações mais estratégicas, é preciso começar por atitudes simples.
Aliás, você costuma dizer “bom dia” para quem mora contigo, para seus vizinhos, para as pessoas que encontra nos mesmos lugares, para o colega de trabalho? Se isso é difícil pra você, sugiro que invista nessa prática. No começo pode soar estranho, como um novato que resolve iniciar atividade física. Seus músculos podem ressentir, mas em pouco tempo você se surpreenderá com os resultados.
Quando queremos que a comunicação flua bem, seja pessoal ou corporativa, é preciso um movimento ativo no bem. Mas devo advertir: é apenas o primeiro passo. Porque a comunicação precisa de constância e clareza, sempre!
Ah, como é bom ganhar presente! Nem sempre eles vêm embrulhados com laço de fita, mas trazem muitos ensinamentos. Você pode não gostar do que ganhou. Algumas vezes dá pra trocar, outras… é melhor entender e se perguntar sobre a serventia dele.
Todos os dias, a vida nos presenteia com inúmeras oportunidades e possibilidades. Porém, é preciso sintonia, igual encontrar a frequência certa para ouvir a música desejada. Eu tenho recebido meus presentes com muito carinho. E cada vez que me posiciono dessa forma, mais presentes lindos eu recebo. Manter a conexão com o divino, exercitar sua espiritualidade, ver a rotina com mais harmonia são práticas que podem auxiliar a reconhecer a beleza dos presentes.
Ah, muito importante: estar presente. A palavra é usada para diferentes ocasiões, mas no fundo tem o mesmo propósito. Praticar o estado de presença em tudo o que fazemos contribui de forma valiosa para uma vida mais plena. Ou seja, viver com mais presentes. Eu aprendi que, além dos bens materiais, existem muitos presentes possíveis de dar e receber: um bom dia com afeto, um abraço fraterno, um sorriso espontâneo, uma frase de incentivo. Pode ser também uma comunicação compassiva, uma escuta ativa, um olhar acolhedor, uma mão estendida em todas as horas.
Tem mais! Quando você faz seu trabalho bem feito, quando cumpre suas tarefas com responsabilidade, quando se relaciona com familiares e amigos, quando interage com a natureza, quando faz um trabalho voluntário. EnfiM, esteja atento, dando e recebendo presentes da vida com alegria e gratidão!!!