A comunicação está em nossas vidas de diversas maneiras. Para mim, mais que uma necessidade humana, a comunicação é a base da minha trajetória profissional. Desde criança, o perfil comunicativo me rendeu diversas oportunidades. Concursos de redação, roteiro de teatro escolar, liderança de grupos sociais.
Foi então que vieram a graduação em Jornalismo e diversas oportunidades profissionais. Começou com rádio e passou por assessoria de imprensa, jornal regional, produtora de vídeo, TV aberta, TV corporativa e comunicação empresarial. Tempos depois precisava de mais. E como sempre me interessei por relações humanas saudáveis, resolvi investir na pós-graduação em Psicologia Organizacional e do Trabalho.
Hoje consigo atuar em diferentes projetos e segmentos, sempre que os temas Comunicação e Pessoas estão envolvidos.
Exemplos práticos? Apoio a empresas em projetos que envolvam clima organizacional, saúde mental, relações saudáveis e sustentáveis; ações para desenvolvimento profissional que envolvam treinamento, palestra, roda de conversa; produção de textos com escrita criativa e estratégica; consultoria para empreendedores e profissionais liberais; apresentação de eventos; orientações sobre facilidades tecnológicas para pessoas acima de 50 anos.
Mas se você ou sua empresa tem outras demandas, podemos conversar! Afinal, todas as ações que envolvam comunicação e pessoas me interessam.
Como você se apresenta? Em geral, começamos pelo nome. E depois? Bom, isso depende.
Você pode falar da sua qualificação profissional, de alguma característica do seu perfil, de alguma mania ou hábito, do que mais gosta ou não gosta de fazer.
Mas uma coisa é certa: se você quer causar uma boa impressão é fundamental, antes de tudo, saber de fato quem você é. Em seguida, e não menos importante, saber qual a situação e quem são as pessoas que irão saber de você.
Por isso, autoconhecimento e atenção plena são fatores essenciais para muitas atividades que queremos desempenhar na vida. Saber quem somos, nossa essência, nossos valores, são aspectos fundamentais para iniciarmos qualquer relação, seja ela de cunho social ou profissional. E sua comunicação é marcante nesse processo.
Existem vários meios de nos comunicarmos, seja no seu modo de falar, de escrever, de se arrumar ou de se comportar. Cada ocasião merece um ajuste para que a mensagem seja efetiva. O que você quer mostrar? Como você quer se apresentar? Quais são seus objetivos?
“Conhece-te a ti mesmo”, diria o filósofo. E depois de se conhecer, pense em sua comunicação com carinho!
A saúde mental dentro das organizações tem sido uma pauta muito recorrente para quem trabalha, direta ou indiretamente, com gestão de pessoas. Com a atualização Norma Regulamentadora 1 (NR-1), a necessidade da Avaliação dos Riscos Psicossociais e a implementação de ações práticas e positivas, surgiu um espaço de discussões diversas, entre seminários, webinars, capacitações, jornadas, etc.
Há mais de um ano venho acompanhando essa temática mais atentamente e percebendo claramente o quanto os profissionais de comunicação podem agregar nesse contexto. Afinal, vai ser preciso comunicar adequadamente quais os papéis, direitos e deveres das empresas e dos colaboradores.
Lembrei-me da frase de Rumi, que diz mais ou menos assim: “entre as ideias de certo e errado existe um lugar; é lá que vou me encontrar com você”. Ou seja, é muito importante as partes envolvidas chegarem a um lugar comum de como as novidades da NR-1 vão amparar a todos. Não é para dividir, é para somar. E o resultado positivo será ambientes mais saudáveis para se trabalhar.
Quem ganha? Todos aqueles dispostos e disponíveis em fazer sua parte de forma coerente, responsável e, acima de tudo, saudável. Tenho feito propostas onde a comunicação pode auxiliar esse processo a ser mais produtivo. E as perspectivas têm sido excelentes.
Reuniões ou conversas tensas são uma realidade, ainda mais quando temos metas rigorosas a cumprir ou sentimentos fortes envolvidos. Porém, ao conhecer a Comunicação Não Violenta (CNV) mergulhei num universo de diferentes possibilidades, onde os relacionamentos podem ser cultivados de forma mais compassiva, garantindo a humanidade de todo o processo. E isso pode ser no ambiente profissional ou nas relações de afeto, seja com família, amigos, colegas, amores…
O autor deste importante método, Marshall Rosenberg, diz que “a CNV baseia-se em habilidades e comunicação que fortalecem a nossa capacidade de manter a humanidade, mesmo em condições adversas”. Essa perspectiva me modificou profundamente. Para quem está de fora pode não sentir a diferença. Até porque minha comunicação não é perfeita. Mas internamente passei a considerar vários aspectos numa comunicação pessoal ou profissional, a começar pelos pilares: observação, sentimentos, necessidades e pedidos.
Uma das principais características da CNV é a compaixão, por isso também chamada de comunicação compassiva. É absolutamente apaixonante, nos dias atuais, termos essa pausa para refletir, respirar, meditar e perceber o quanto podemos ser mais compassivos na maneira com que nos comunicamos. Outro detalhe muito curioso é que o autor diz que na contramão da CNV está a “comunicação alienante da vida”. Ou seja, não usar de compaixão para se comunicar pode levar ao isolamento, a uma alienação.
Recentemente, consegui preparar um grupo para uma reunião bem crítica a partir de práticas que conheci no livro de Rosenberg, além de outros materiais de estudo. Foi absolutamente surpreendente como a energia da reunião foi outra e como o grupo, acima de tudo, manteve a serenidade e o desejo de encontrar a melhor solução. Nem tudo o que era esperado aconteceu. Mas o melhor foi a boa sensação que as pessoas saíram do encontro. Para mim, essa é uma grande contribuição da CNV e que faço questão de carregar comigo: é importante pensarmos sempre nas relações de forma sustentável. De preferência, com mais compaixão!
Há alguns anos, tive a oportunidade de trabalhar diretamente com pautas relacionadas à responsabilidade social: projetos socioculturais, sustentabilidade, empreendedorismo social, negócios de impacto, etc. Na ocasião, mergulhei no universo dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que fazem parte de uma pauta proposta pela ONU em 2015 chamada Agenda 2030. A ideia é que nesse período de 15 anos sejam feitos esforços para que a sociedade alcance paz e prosperidade.
Para fixar melhor o conteúdo, olhei para os 17 ODS como um storytelling mostrando o caminho para sermos sustentáveis, prósperos e pacíficos. Tudo começa com a questão social: 1) Erradicação da pobreza ; 2) Fome zero e agricultura sustentável; 3) Saúde e bem-estar; 4) Educação de qualidade; e 5) Igualdade de gênero.
O que isso tem a ver com sustentabilidade? É preciso seguir na trilha dos objetivos, sendo: Água potável (6) e Energia limpa e acessível (7), dois recursos muito importantes para a nossa sociedade. Na sequência, encontramos mais temas indispensáveis para o bom andamento das nossas atividades: Trabalho decente e crescimento econômico (8); Indústria, inovação e infraestrutura (9); Redução das desigualdades (10).
Quer entender mais? As pistas apontam que o foco está no coletivo: Cidades e comunidades sustentáveis (11); Consumo e produção responsáveis (12); Ação contra mudança global do clima (13). Os ambientes em que diversas formas de vida são encontradas vêm em seguida, com Vida na água (14) e Vida terrestre (15). Os ODS se completam quando chegamos em Paz, justiça e instituições eficazes (16) e Parcerias e meios de implementação (17).
Então, plantar árvores, reciclar lixo ou economizar recursos como água e energia elétrica é vital. Porém, no meu aprendizado, os ODS são trilhas de muitas possibilidades e oportunidades. Nem tudo vai ser possível até 2030. Mas ter esses objetivos no horizonte já nos ajuda a pensar melhor em nosso propósito de vida, em nossas escolhas e atitudes.
Tudo de uma vez? Não! Aos poucos, um pouco por dia. O importante é começar…
Dia desses fui convidada a falar sobre o assunto. A Live pelo Instagram tinha um caráter descontraído, porém com proposta informativa. Seguindo um hábito profissional, tratei logo de me preparar fazendo minhas pesquisas. O primeiro passo, neste caso, foi confirmar a definição da palavra “assertiva”. Pela sonoridade, muitas vezes caímos no equívoco de pensar que assertividade diz respeito a estar certo. Grande engano!
Entre as definições que encontrei, a maioria diz que é “expressar-se de forma segura, sem hesitação”. Ou seja, é quando você tem certeza do que fala e sem muitos rodeios, direto ao ponto. Olha só que interessante: comunicação assertiva é quase um pleonasmo porque, afinal de contas, é preciso dominar algumas técnicas de comunicação para obter assertividade. E daí seguimos para outro equívoco que costuma acontecer quando desejamos ser assertivos. Assertividade não é grosseria ou rispidez. É apenas falar de maneira direta, preservando o respeito desejável a qualquer tipo de relacionamento.
Sim, ser assertivo passa também por questões como respeito nas relações! Nesse sentido, lembrei de outros conceitos muito divulgados atualmente: Escuta Ativa e Comunicação Não-Violenta. Isso significa que, para que eu possa me comunicar de maneira respeitosa, levando em consideração a mensagem e o público, é fundamental também saber ouvir, prestar atenção aos detalhes, além de falar com clareza, evitando julgamentos, críticas ou pensamentos como “é óbvio” ou “é lógico”.
Penso que outra boa prática para se ter assertividade, especialmente nos negócios ou em ambiente corporativo, é ter os famosos combinados. Isso pode se traduzir por meio de um contrato bem escrito, um descritivo detalhado de atividades de função, um planejamento com cronograma, metas e indicadores claros, missão e objetivos bem definidos, entre outros exemplos. Enfim, ter uma comunicação assertiva, no meu entendimento, é estar presente e com todas as informações úteis e de fontes oficiais.
Escuta ativa! Parece óbvio: se eu escuto, é lógico que minha escuta é ativa. Mas essa expressão diz respeito a algo mais. Em um mundo onde tantas coisas acontecem “ao mesmo tempo-agora”, vivemos com nossa atenção dividida entre muitos interesses. A questão é que alguns interesses nos levam pra frente, nos colocam perto dos nossos objetivos, alinhados com nosso propósito de vida. Outros, no entanto, são tão superficiais que não conseguem nos acompanhar até a esquina, quem dirá contribuir para o nosso bem-estar. Ou seja, assuntos que nos desviam do nosso foco!!!
Quando pensamos em escuta ativa, surgem vários questionamentos. Será que estamos ouvindo os interesses mais profundos ou os mais rasos? Será que estamos dando a devida atenção a quem ou o que é importante para nós, ou nos perdemos em assuntos vagos que nos afastam de nossas metas? Escutar ativamente requer, no meu entendimento, dominar o estado de presença. É viver cada momento sem pensar no que passou ou no que está por vir. É ouvir o que nos falam, de preferência olhando nos olhos, observando as expressões. Porque Escuta Ativa é ouvir até mesmo o que não está sendo falado, mas sem “achismos”.
Para os assuntos profissionais, a Escuta Ativa tem sido uma ferramenta de extrema urgência e importância. Por exemplo, em momentos de negociação, como chegar a um bom resultado sem escutar ativamente todos os interesses? E o que dizer dos famosos momentos de feedback? Estamos nos ouvindo ao falar e ouvindo o que falam para nós?
Com a Escuta Ativa aprendemos sempre. E você, tem praticado a Escuta Ativa?
Comunicação com empregados, comunicação com funcionário, comunicação com colaboradores. Muitas são as denominações para Comunicação Interna. Segundo Philip Kotler, considerado um dos grandes especialistas de marketing, “Os empregados, na realidade, os consumidores mais próximos das práticas da empresa. Precisam ser fortalecidos com valores autênticos. As empresas precisam usar com seus empregados a mesma abordagem de contar histórias com que usam com seus consumidores”.
E na sua empresa, como tem sido a Comunicação Interna? Vale lembrar que, apesar de ser relacionada com atividades de RH, é uma área que precisa ter o envolvimento de toda a organização. Um Comitê de Comunicação Interna envolvendo representantes de vários setores pode ser um passo importante para estabelecer boas estratégias. Além disso, é fundamental pensar em espaços de fala, em que todos possam participar igualmente.
Consulte um profissional de comunicação e construa projetos bem ajustados aos objetivos de negócios da empresa!