Conheça a revista RP digital : A revista da Emefei/ Eja Raul Pila
Leia mais sobre alguns dos textos que compõe revista RPDIGITAL 2020- Mostra cultural Emefei/ Eja Raul Pila :
2020: O ano que a Educação Física foi reinventada
Mariângela Kachan de Freitas Sares
Quanta expectativa... ano novo, escola nova, alunos novos... tudo diferente, os espaços, os horários, os colegas. Um belo planejamento foi feito, sonhando em desenvolver habilidades motoras, atividades alegres e jogos, muitos jogos. Afinal, a Educação Física é movida por relações e muito movimento!!!
Ainda nem sabia o nome de todos os alunos, nem tinha decorado o meu horário e as aulas já foram interrompidas. Era a pandemia que havia chegado até nós. Para tudo... fica em casa... lava as mãos... usa máscara... desinfeta a casa toda... não pode ir pra escola… não aglomera... o vírus contagia, COVID mata! Tempos difíceis. Desemprego, fome, doença, saudade de quem não podemos ver. Coração apertado... nada disso estava no meu plano de ensino para 2020 e nunca estará para nenhum outro ano.
Reinventar, aprender, mudar de estratégia, mudar a forma de enxergar a vida. Foi tudo que pudemos fazer. Que aulas são essas onde não se pode pular, correr, subir, descer, abraçar, beijar, chutar muitooooo a bola, fazer gols, pular corda, jogar queimada. Nem olhar nos olhos uns dos outros, sentir o cheiro das plantas, mascar escondido aquele chiclete… Que falta faz cada aluno, aquela correria, aquele poeirão do parquinho... Que ano foi esse? Cadê a Educação Física que tanto amo?
Mas tenho esperança, sim, muita esperança, que tudo isso vai passar. Que delícia acordar cedo, tomar aquele café correndo e sair feliz para fazer aquilo que mais gosto... ensinar e conviver com meus alunos!!! Vestir minhas roupas práticas e confortáveis para dar aula, aquele tênis velho que já está com saudades de mim... pensa que eu fugi, pois não o uso desde março. Tenho esperança que possa novamente ser eu mesma, falar alto, correr e dançar com os alunos, suar e ficar cansada... cansaço sim, mas com o grande prazer de saber que o dever está cumprido... minhas palavras alcançadas, meus exemplos seguidos.
A vida mudou, mas nossa essência continua a mesma. Não existe live, podcast, aulas online ou videoconferências, por mais que sejam extremamente bem feitas, que substituam a delícia do convívio humano presencial. Somos seres de relação, precisamos do contato humano.
Até um futuro próximo... quem sabe esse filme de ficção que estamos vivendo tenha um final feliz pra todos nós!!!
AULAS DE INGLÊS NA EMEFEI/EJA RAUL PILA
Henrique Franco Queiroz
Katheryne Calapristi Vicentin
Marcelo Leandro de Campos Celoto
Maria de Fátima Ribeiro Antonialli
fonte: acervo dos professores)
Nos dias de hoje, a Língua Inglesa é chamada de Lingua Franca (ELF – English as a Lingua Franca) ou também conhecida como Língua Internacional (EIL – English as an International Language). Ou seja, inglês usado de uma forma global, em um sentido em que é utilizado ao redor de todo o mundo e por diferentes tipos de pessoas. Por se tratar de um idioma universal e por estarmos inseridos em uma sociedade globalizada, o ensino da língua inglesa vem sido trabalhado na Rede Municipal de Campinas dentro das diretrizes dos Parâmetros Curriculares Nacionais: Língua estrangeira (BRASIL, 1998), nos ciclos I e II do Ensino Fundamental tendo sempre em vista o letramento dos alunos.
Quanto ao sucesso no processo de ensino e aprendizagem da Língua Estrangeira Moderna - Inglês, a escola traz em seu meio recursos e objetivos para o constante desenvolvimento da mesma, proporcionando assim maior qualidade nas aulas. Os professores utilizam em suas aulas recursos como internet, televisores, aparelhos de mp3, entre outros. Além dos recursos físicos e tecnológicos voltados para o ensino dos alunos, a prefeitura (Secretaria Municipal de Educação -SME) oferece aos professores cursos de formação continuada.
O ensino do Inglês constitui um fator importante para que qualquer pessoa inserida no meio social possa ter acesso ao mundo tecnológico e cultural. Na Emefei/EJA Raul Pila, os alunos podem vivenciar o aprendizado de Inglês já desde o 1º ano do ensino Fundamental.
O ensino do Idioma é trabalhado com muito empenho e dedicação, para proporcionar um aprendizado rico, desenvolvendo as quatro habilidades listening (escuta), writing (escrita ), reading (leitura ) e speaking (oralidade).
Para os alunos do ensino fundamental 1 (de 1° ao 5° ano), estimulamos a ludicidade por meio de brincadeiras, músicas e jogos, envolvendo o aluno com atividades criativas e estimulantes, que instiguem a pesquisa e o conhecimento.
Para os alunos do fundamental 2
Ao longo do ano os alunos participam de diferentes projetos, envolvendo a disciplina de Língua Inglesa, o que favorece a troca de experiências entre os alunos; estimula o conhecimento, além de promover reflexões e uso do Inglês no cotidiano escolar.
A música presente nas aulas de Inglês envolve, acolhe e semeia a Língua na sua forma mais natural, simples e poética, carregando emoções e sentimentos mais diversos… “Que alegria vê-los cantar, dançar, ao realizar a pronúncia de cada singular palavra, com ritmo, forma, movimento, partilhando uma felicidade ao se apresentar junto aos colegas”, mostrando seu apreço e satisfação pelo empenho e dedicação cultivados dia a dia.
O projeto de alimentação saudável trabalha instigando a pesquisa e fomentando a vontade de aprender a cada dia, traduzida nos olhares curiosos de cada aluno , a disciplina de Inglês envolve, abraça cada descoberta. O aluno aprendendo de forma lúdica um vocabulário relativo aos nomes dos alimentos, hábitos de higiene, diferenciando a “health food” , da “junk food “, vai descobrindo o mundo por meio de diferenças nos hábitos alimentares, trazendo cada vez mais perto algo tão distante.
O halloween é sempre um momento muito esperado por todos alunos, uma das formas mais gostosas de vivenciar uma cultura diferente, aprender essas diferenças culturais e apreciar a construção dos saberes, trazendo toda a pesquisa e conhecimento aliadas a ludicidade e encanto de uma das tradições mais ricas do mundo.
Aprimorando as quatro habilidades linguísticas (Reading, writing, listening, speaking) de forma integrada com temas significativos e motivadores, através de atividades diversificadas.
Consolidar a aprendizagem fazendo uso da abordagem comunicativa, em que o aluno entra em contato com a Língua inglesa em situações reais de comunicação, partindo de sua própria realidade, na troca de experiência, da relação construída por meio do convívio entre pares, que parte do princípio da reflexão ao utilizar diferentes gêneros textuais, estimulando a sua autonomia na aprendizagem. Desse modo, a aprendizagem do ensino de Inglês perpassa muito mais real e significativa para ele, despertando seus interesses e curiosidade pelo o que são apresentados.
Na escola Emefei/EJA Raul Pila, sendo alguns deles, por exemplo, o de embalagens.
Nesse projeto, houve um trabalho com os rótulos de produtos, com os quais os alunos mantinham contato diário com a língua inglesa e essa aproximação com a língua estrangeira os ajudou a fixar o conteúdo e ampliar o vocabulário por meio das embalagens.
Cada aluno foi orientado a procurar e pesquisar por embalagens de produtos que tivessem nome ou algo escrito em inglês. Depois deveriam levar as embalagens dos produtos e pesquisar os termos em inglês.
Além disso, os alunos elaboraram uma embalagem de um produto em inglês, como se estivessem lançando um novo produto no mercado. Para isso, fizeram uso da pesquisa, vocabulário e do conteúdo gramatical adquirido.
Houve muito interesse, curiosidade na descoberta dos nomes dos produtos e boa participação no desenvolvimento dos trabalhos, na confecção de cartazes e painéis com a criação dos produtos.
O projeto teve seu ponto de culminância na Mostra Cultural, que acontece todo ano, em nossa escola, onde as diversas disciplinas (por meio da interdisciplinaridade) também apresentam os trabalhos realizados.
fonte: (acervo dos professores)
O Projeto Cinema na Escola possui como objetivos proporcionar aos alunos um conhecimento mais amplo do cinema e dos seus vários gêneros cinematográficos e mostrar a importância do seu uso no ensino e no imagético das pessoas. Com a realização de várias atividades de reflexão e sensibilização, os alunos consideram muito importante o uso de filmes e imagens para uma melhor compreensão dos temas abordados em sala de aula. Sendo assim, é fundamental inseri-lo no processo de ensino-aprendizagem para possibilitar o debate interdisciplinar em torno de temáticas atuais, contribuindo para uma formação crítico-reflexiva.
Além de englobar os diversos gêneros cinematográficos, os filmes sempre carregam uma mensagem, um tema a ser debatido. Após uma pesquisa sobre fotos e cartazes originais dos filmes, os alunos criaram novos cartazes para alguns deles:
Filme: Como eu era antes de você
fonte: (acervo dos professores)
Filme: American Horror Story- Coven
Desta forma, nós, professores de inglês, acreditamos que com atividades diferenciadas e a busca por novas estratégias de aprendizagem, as aulas de inglês tornam-se mais dinâmicas e atraentes, dando oportunidade ao aluno de um maior engajamento, de grande motivação e ampliação de seu repertório cultural e visão de mundo.
Mostra Cultural em tempos de pandemia
Thelma Ragusa Guimarães
Nunca as janelas permaneceram tão abertas,
Nunca as ruas estiveram tão livres...
Nunca antes, os sonhos foram tão compartilhados!
Os poucos versos que aí vão,
Em lugar de outros é que os ponho.
Tu que me lês, deixo ao teu sonho…
Imaginar como serão 1 .
Quando iniciamos os trabalhos com aulas online, com o auxílio que a
tecnologia permite, não imaginávamos o tamanho da tarefa que nos aguardava
em plena pandemia do COVID-19, no atual século XXI, década de vinte.
O enfrentamento ao vírus nos atingiu a todos no cotidiano escolar, sobretudo,
no que diz respeito às presenças.
De modo abalado, porém, demos início a uma nova proposta de ensino
aprendizagem virtual e à distância. As demandas foram sublinhadas em
reuniões de trabalho coletivo docente online e no pensar junto, de forma
interdisciplinar, as ações e práticas pedagógicas que ao longo de cinco meses
começam a ser teorizadas na sistematização do projeto “Mostra Cultural”.
Foram meses de um desafio constante que reuniu todos os profissionais e
alunos da unidade escolar, ao complexo maior que abrange a rede pública
municipal de ensino, primeiro da nossa cidade de Campinas, mas sem perder
de vista todos os desafios que abrangem a Educação Pública, como um todo
no momento que estamos vivenciando.
A Cultura construída até então, no cotidiano escolar passaria por mudanças
onde a interdisciplinaridade não poderia ser comprometida, mas sim, onde os
saberes construídos em equipe pudessem ser adaptados aos novos tempos e espaços virtuais.
Toda conquista em educação demanda o conhecimento do novo, a criatividade na elaboração e adaptação dos planos de ação e do desenvolvimento dos projetos. São saberes construídos na sistematização das práticas.
Envolvidos neste “novo” em que nos encontramos, estamos imersos no
trabalho e, portanto, teremos mais adiante a oportunidade de compor e avaliar a situação, o quadro, tomando certo distanciamento e apreciando os avanços possíveis que faremos. Estes movimentos descritos são clássicos na
construção de saberes em Arte.
Apreciar, fazer e refletir sobre o processo do fazer, contextualizar, abrem
horizontes para um conhecimento mais amplo do aqui e agora que vai além do
cotidiano na perspectiva da formação cultural na produção de bens imateriais e
materiais que compõem o patrimônio histórico cultural e a cidadania que tanto
buscamos realizar e preservar.
Os acontecimentos são como uma espécie de rede de narrativas, uma trama de discursos que se cruzam e se fundem uns nos outros se desdobrando em interdisciplinaridade e contextos em harmonia.
A construção do saber é objeto da Arte e do Ensino de Artes em qualquer
idade e pode colocar horizontes interpretativos mais amplos através do
trabalho com Projetos elaborados a partir da Cultura de cada Escola.
Toda produção na aquisição do conhecimento é construída de significados e novas abordagens podem trazer novos significados.
Revisitando a escola através de fotos
Cintia yuri nishida
Esse ano foi bem diferente para todo mundo. Foi preciso nos distanciar da escola para evitarmos a propagação de um novo vírus e protegermos a saúde de todos. Mas alguns cantinhos da escola permanecem na memória. Em 2019, em um projeto de registrar diferentes olhares do entorno, os alunos dos 5° ano eternizaram alguns espaços. Você consegue descobrir todos os lugares das fotos?
Envie uma foto ou texto de alguma lembrança da escola que você tenha saudade no nosso mural: http://bit.ly/muralmostracultural
CRIAÇÃO DE MEMÓRIAS AFETIVAS
Cíntia Yuri Nishida
Cristiane Franca
Natali Seleguim Carrenho
Vanessa Cristina Oliveira
“Receita da Vovó
Açúcar, manteiga, gemas,
bater até esbranquiçar.
Mexer de leve a farinha
mais o leite (com o fermento)
pra fazer a massa inchar.
Por fim, a clara em fumaça
- clara-nuvem, clara-neve.
Forno quente feito ninho,
pois em calor de carinho
o bolo assa sorrindo,
fica fofo como o beijo
que a doceria quer no gosto
de prender namoradinho.”
BEATRIZ, Elza. Caderno de Segredos.
São Paulo: FTD, 1997, p.46
Quem não se lembra do cheiro daquele bolo de chocolate no fim de semana? Ou daquela canja preparada para você quando ficava doente? São sensações e memórias afetivas que nunca esquecemos e que nos remete a um tempo de nossas vidas.
No caderno de atividades intitulado “Memórias e sentimentos em tempos de Coronavírus”, uma das propostas de atividades trouxe o belíssimo texto “As cocadas” de Cora Coralina. A narrativa é sobre uma menina prestimosa que tendo ajudado a produzir uma deliciosa cocada, só pode comer duas... E o pior: o resto da bandeja acabou tendo que ser jogado fora.
A partir da leitura do texto, as crianças deveriam produzir um relato de memórias e pesquisar a receita preferida de sua avó ou mãe. Para a nossa surpresa, uma aluna além pesquisar a receita, a realizou com a sua família, fez o registro desse momento e nos enviou as fotos do preparo do bolo via Google Sala de Aula.
Depois, no caderno sobre “Cultura Brasileira”, os professores construíram um mapa mental. Cada um pensou em uma palavra que combinava com a palavra alimento. A partir disso, os alunos conversaram com seus familiares sobre a importância afetiva e social do alimento para cada um, construindo assim, o mapa mental de sua família. E a proposta de pesquisa de receitas continuou.
Pesquisar receitas e cozinhar pode ser uma forma de aprender, relaxar e se divertir. O ato de cozinhar em família proporciona momentos de afeto e cria memórias afetivas. Portanto, esperamos que nossos alunos, principalmente, nessa pandemia, tenham criado memórias afetivas em torno do cozinhar em família.
O LIVRO DA VIDA NO COMPONENTE CURRICULAR:
CULTURA, IDENTIDADE E LUGAR
Letícia Ferreira Rocha
Natali Seleguim Carrenho
Peço licença à Professora Natali, companheira de trabalho, para apresentar uma breve narrativa sobre o uso do Livro da Vida como instrumento de registro do componente Cultura, Identidade e Lugar (C.I.L), no ano de 2020, com as turmas para as quais ela leciona (1º A e B, 2º A e B e 3º A).
A escrita desta narrativa acontece pela minha aproximação com a Pedagogia Freinet (Célestin Freinet - 1896-1966). Em 2013, no cargo de Agente de Educação Infantil, na rede municipal de Campinas, fiz um curso sobre essa Pedagogia e as práticas pedagógicas de Freinet passaram a contribuir e a permear as minhas práticas. Anos depois, ao deixar esse cargo e começar a lecionar em outro município, levei comigo o aprendizado e um dos instrumentos de registro mais desenvolvido com as minhas turmas foi o Livro da Vida.
Iniciei o caminhar no fazer docente com Freinet e também com outros mestres e mestras da Educação, e compreendo que a escolha pelo Livro da Vida permeia a minha concepção de educação e a da Natali. Essa concepção viva na Pedagogia Freinet, valoriza que a criança possa ter relações significativas com o meio em que vive e com o próprio conhecimento. O trabalho e a produção das crianças são valorizados e comunicados ao grupo reafirmando a importância que têm.
O Livro da Vida é um dos instrumentos de registro criados por Freinet. Nele, as crianças produzem registros para documentar as experiências e as vivências do cotidiano escolar, mantendo viva a memória do grupo. Para isso, a professora precisa escutar as crianças e despertar nelas a vontade de aprender, como é feito pela professora Denise na nossa escola.
As crianças das turmas registram suas impressões, sentimentos, pensamentos e descobertas. O Livro da Vida é elaborado ao longo do ano, sempre de forma coletiva e pode ter desenhos, escritas, fotografias, colagens, fatos marcantes e importantes para o grupo.
Ao pensar o uso de um instrumento diferente para o registro de C.I.L, em um movimento mais coletivo, a professora Natali apresenta a proposta do Livro da Vida aos alunos e às alunas, nas primeiras aulas do ano, que topam! No processo, em cada aula, uma criança é responsável pelo registro e ao fim do ano, todas terão participado. A proposta do uso do Livro da Vida parte também da necessidade do trabalho com os sentimentos e as emoções, com foco no diálogo.
Com a pandemia do COVID-19 e a suspensão das aulas presenciais, o Livro da Vida foi interrompido, pois ele só tem sentido quando feito no coletivo, no espaço da escola, com a colaboração de todos(as). Sendo assim, quando retornarmos presencialmente, o Livro da Vida será retomado junto a outras possíveis propostas de Freinet como contribuição às práticas pedagógicas da escola.
Retomar o trabalho realizado pela professora Natali com o Livro da Vida, com as turmas na nossa escola, trouxe memórias significativas sobre a minha trajetória como Agente e como Professora. Ela, entre outros objetivos, ao desenvolver com as crianças o trabalho com sentimentos e emoções e registrá-lo no Livro da Vida, despertou em mim, sem saber, sensações afetivas também. Grata!
MUSEU VIRTUAL RAUL PILA (MUVI-RP)
Renan Almeida Barjud
Ressentimento do mundo
Para Carlos Drummond de Andrade
“Enquanto no mundo
tem gente pensando
que sabe muito,
eu apenas sinto.
Muito.”
David Cohen
“E que este lugar sagrado de memória, de aprendizado, de troca de conhecimento, realmente é especial.”
Professora Jacy do Val Soares (2004 à 2012)
Criamos um museu virtual para abrir memórias da nossa escola.
Inspirados nos tours virtuais aos museus, que ganharam espaço em meio à pandemia, criamos um museu virtual de memórias da EMEFEI/EJA Raul Pila. Assim, abrimos virtualmente as portas de nossa escola para visitação. Esse passeio pelos espaços vai permitir você conhecer ou reviver algumas memórias sem sair de casa.
Vamos fazer um passeio virtual por essas memórias?
Acesse: bit.ly/museuvirtualrp
Márcia Watanabe Hurtado
Uma das atividades do Roteiro de Estudos 7 do Ciclo III foi a produção de um poema inspirado em duas poesias do livro “Receitas de Olhar”, de Roseana Murray e nas palavras de um balão de palavras.
Aqui você pode desfrutar de um dos poemas de Roseana Murray e um belo poema escrito por uma de nossas alunas do 6ºA, Deisyellen!
RECEITA de encontrar unicórnios
abra bem os olhos
para o que é invisível
deixe que a magia
como um fio de horizonte
pouse em sua janela
então devagarinho
pelos caminhos da poesia
os unicórnios virão
( Roseana Murray, procure RECEITAS DE OLHAR, editora FTD, 1999)
RECEITA de tocar o céu
toque as nuvens
com suas mãos
e sinta o ar
veja o céu azul
vamos flutuar
até a lua vamos viajar
e leve uma semente para uma árvore plantar
use suas asas para voar
como um pássaro cante sem parar
até no lindo céu chegar
use o dedo para nas nuvens encostar
durma para sonhar
que nas nuvens você vai se deitar
veja o arco-íris brilhante como a lua
e pegue uma estrela para ela ser sua
(Deisyellen Nascimento Dos Santos - 6º A)
Histórias - Casos Enigmáticos - PROFESSORA MÁRCIA WATANABE
Olá, estudantes!
Muitas histórias foram inventadas por vocês baseadas nos fatos enigmáticos apresentados no roteiro do Ciclo III da Mostra Cultural!
Agora, vocês podem conhecer a verdadeira história de cada caso!
Jogos galápagos , Red stories original em Alemão . publicado pela Moses.verlag GmbH, Kempen 2018
ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL-
Autoria:Fabiana Senci
Maria Simira Poker
Melissa Caparrol
Pedro G.Niaradi
Rosana P. Tinel
Sylvia Sperandeo
Alimentação saudável: A finalidade desta sessão é mostrar a importância de uma alimentação saudável, agradável, balanceada e que ajude no crescimento, favorecendo assim o aprendizado, resgatando saberes construídos dentro da sala de aula. Nossa escola participa do projeto Saberes e Sabores com o qual orientamos uma alimentação balanceada, agradável e apropriada .
TEXTO ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL (CICLO I, II ,III e IV)
O projeto Saberes e Sabores, já desenvolvido em anos anteriores, proporcionou o desenvolvimento de um trabalho com dois temas: Alimentação Saudável e Embalagens. Ambos se entrelaçam e se compõem pelas turmas dos ciclos.
A proposta ocorre nos últimos anos dentro de nossa Unidade Escolar, pautando-se na interdisciplinaridade e no envolvimento dos alunos, que recebem informações sobre os diversos tipos de alimentos e sobre a importância da alimentação para a manutenção da saúde e prevenção de doenças a ela relacionadas, tais como: obesidade, diabetes, hipertensão arterial, câncer, colesterol, dentre outros.
O objetivo geral é favorecer o aprendizado sobre uma alimentação saudável e compartilhar com as famílias, através das crianças, o conhecimento escolar adquirido para que todos percebam a necessidade de uma alimentação agradável, saudável, colorida e equilibrada.
A temática abordada foi utilizada também para o Projeto de Pesquisa para o Curso PESCO.
As fotos acima são trabalhos produzidos durante o projeto e fazem parte do acervo de professores
PROJETO: HORTA ESCOLA
O projeto HORTA existe desde 2016 e acontece todo ano. Já mudou de lugar, mas é sempre o professor Pedro que encabeça o projeto, sempre com muito empenho da turma que o acompanha.
Fonte: acervo docente
No ano de 2019, o professor Pedro, do 4° ano B, implantou, com seus alunos, uma horta orgânica buscando a conscientização sobre a importância de proteção ambiental, o uso racional do solo para produção agrícola e a alimentação saudável.
Mas você sabe o que é uma horta orgânica?
O produto orgânico é um produto que não tem agrotóxico no seu cultivo, sendo mais saudável. Tanto o solo como os alimentos são vistos como organismos vivos. Desse modo, o plantio não prejudica o meio ambiente nem os agricultores, pois o combate às pragas é feito através de técnicas naturais. Nada de veneno.
Baseados nesse conceito, os alunos fizeram diversas relações familiares com a lida agrícola e também de hortas implantadas por eles. Todos participaram, preparando a terra, plantando, molhando e cuidando das mudas para que crescessem saudáveis.
Muitos aspectos da vida humana foram trabalhados, como os cognitivos, emocionais e/ou societários, baseados em um conceito de cidadão integral, além de orientações nutricionais e forma de preparo de alimentos.