A criação do Núcleo Setorial de Combate ao Racismo do PT do Butantã, em 11 de agosto de 2020, foi iniciativa inédita, pois fora o Butantã, nenhum dos demais diretórios zonais do partido na capital, tem esse tipo de instância organizativa.
A ação política mostrou-se como necessária, como e uma forma de auto organização dos negros, negras do PT no território.
O grupo que tomou essa iniciativa, originou-se e aglutinou, em torno da candidatura à vereança da professora Marilândia Frazão, durante às eleições de 2018.
O Combate ao racismo, em suas diferentes manifestações é nossa meta. Fica claro que nesse primeiro momento, é a aplicação do programa do Partido dos Trabalhadores o que no impulsiona para a ação política.
Os racismos: estrutural, ambiental, etc, toda e qualquer forma de desigualdade, tem sido objeto de luta permanente nesses 45 anos de PT, e nessa esteira o partido enfrentou a luta contra todas as formas de desigualdade denunciando as desigualdades entre negros e brancos como uma faceta dos problemas sociais brasileiros.
A denúncia da discriminação racial, dos preconceitos discriminações , a partir de 1980, fortaleceu a construção de novas estratégias de luta, e o PT foi pioneiro com a criação da Secretaria Nacional de Combate ao Racismo em 1995, nos 300 anos da morte de Zumbi dos Palmares. Já
no VII Encontro Nacional(1990), realizado em São Paulo, a Luta de combate ao racismo, entrou na resoluções nacionais, não como um problema dos negros, mas como
uma questão nacional a ser enfrentada por todos os petistas e por toda a sociedade, como um desafio para todos os brasileiros.
O Partido dos Trabalhadores tem enfrentado as mazelas do capitalismo e do racismo fortalecendo a organização das lutas de todos os trabalhadores a partir da perspectiva do socialismo democrático.