PSICÓLOGO E PSICANALISTA LACANIANO.
Há momentos em que tudo parece perdido.
Momentos em que não sabemos por que caímos nos mesmos lugares, nas mesmas situações.
Numa análise, tornamo-nos curiosos acerca de nós mesmos.
Analista e analisante pesquisam aquilo que insiste em aparecer: o que se repete, o que retorna na angústia, nos sintomas.
Seguindo os pensamentos de Freud, entendemos que: se a boca cala, falam as pontas dos dedos.
Lacan avança ao dizer que o sintoma é estruturado como linguagem. Ele funciona como metáfora: uma substituição significante, uma forma cifrada de dizer aquilo que não pôde ser dito diretamente.
A análise é um espaço ético.
Um ambiente acolhedor, onde vamos juntos atravessar dores, criando pontes pela fala e escuta.
Se esse texto te tocou, entre em contato comigo para realizarmos uma conversa de 15 minutos (gratuita), para lhe explicar sobre minha metodologia, horários, regras da clínica e valores, você será bem- vindo :
Quando devo buscar uma análise?
Ansiedade, angústia.
Quando o corpo dá sinais: tremores, vertigens, alergias.
Padrões repetitivos: mesmas situações, ações, relacionamento(amorosos ou não).
Sensação de vazio, tristeza profunda, depressão.
Traumas.
Compulsões ou vícios.
Questões sobre a sexualidade.
Luto.
Meu nome é Matheus Paulino de Oliveira, sou psicólogo formado pela UNIFIO (CRP 06/180655) e psicanalista, com 4 anos de experiência clínica. Possuo especialização em Psicopatologia, Psicanálise e Clínica Contemporânea pela ESPE.
Desde cedo fui uma criança tímida e observadora. A análise pessoal me possibilitou um espaço de fala e escuta onde pude me implicar na minha própria história, compreender meu modo de funcionamento e sustentar meu desejo.
A partir dessa experiência, escolhi fazer da psicanálise meu ofício. Após a formação em Psicologia, iniciei minha prática clínica, sustentando o tripé psicanalítico.
Tripé Psicanalítico de um Analista Ético:
Para o analista não projetar suas questões a quem está atendendo.
O estudo teórico é fundamental para que o analista tenha recursos ao manejar o caso clínico.
Supervisionado por alguém mais experiente, é possível visualizar detalhes que possam estar escapando.
Lacan foi um psicanalista francês que marcou a psicanálise ao sustentar a ética da singularidade.
O analista não é um professor que ensina como viver.
Também não é um adestrador de comportamentos.
O trabalho é conjunto, mas a responsabilidade é do sujeito (analisante/paciente).
Em análise, o analisante aprende a se ouvir, e ao se ouvir, se confronta com sua falta estrutural, com seu desejo e com sua posição diante do Outro.
O analista não dirige a vida do sujeito, dirige o tratamento.
Para Lacan, o inconsciente é estruturado como uma linguagem, dirigir o tratamento é operar sobre a palavra, ou seja, separar significantes, sustentar o silêncio quando ele produz efeito, e interpretar, não para explicar, mas para provocar um deslocamento.
Sobre minha pós- graduação: Psicopatologia, Psicanálise e Clínica Contemporânea - ESPE.
No percurso da minha clínica, deparei-me com um impasse:
Qual o lugar de nós, psicanalistas, diante da explosão de diagnósticos e transtornos mentais na contemporaneidade?
A saúde mental hoje parece cada vez mais orientada por uma lógica adaptativa, muitas vezes mais preocupada em ajustar o sujeito a um ideal de funcionamento do que em escutar o que seu sofrimento tem a dizer.
Isso me inquietava.
E foi essa inquietação que me levou a estudar a história da psicopatologia.
Ao longo dos séculos, o sofrimento foi sendo nomeado, classificado e tratado de diterentes maneiras.
A psicanálise se distingue porque não toma o sintoma apenas como algo a ser eliminado ou corrigido para que o sujeito se adeque a um padrão de normalidade.
Ela o escuta como uma resposta singular.
Isso implica analisar o discurso, as repetições, as fantasias, as demandas e o modo como cada um se posiciona diante do próprio desejo.
A clínica não visa enquadrar o sujeito, mas possibilitar que ele se responsabilize por sua posição no sofrimento, criando contornos próprios para lidar com aquilo que o atravessa.
Coordeno um grupo de leitura com o objetivo de criar um espaço de troca e reflexão sobre a vida e a clínica.
É um grupo aberto a leigos, estudantes de psicologia e profissionais que desejam aprofundar questões sobre subjetividade, afetos e laço social.
Acredito na ética do estudo como construção coletiva. Embora haja a função de coordenação, o saber não está pronto, ele se produz no encontro, na pergunta e na diferença. Por isso, trata-se de um espaço acolhedor, onde cada um pode sustentar sua palavra.
Atualmente estamos lendo o livro “Eu só existo no olhar do Outro?”, que aborda os afetos e as relações, possibilitando articulações com a experiência clínica e com a própria vida.
Os encontros são quinzenais, às sextas-feiras (15:00), via Google Meet.
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