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Descrição
O Projeto GENIIoT nasceu em 2016 no NIPE, Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético, e compôs o projeto Campus Sustentável da Unicamp de 2018 a 2021, para desenvolvimento de projeto-piloto de sistema de gestão de energia, lado da Demanda (GLD).
O GENIIoT, Gestão Energética Interativa baseada em IoT, Internet of Things, é um sistema computacional de plataforma microcontrolada que viabiliza o monitoramento em tempo real de grandezas físicas de dispositivos e ambientes de forma simples e de baixo custo, onde se possa interagir com pessoas; por exemplo, em um recinto onde pessoas consomem energia em iluminação e conforto térmico com sistemas de controle manual pelo usuário, medem-se temperatura, humidade, iluminação, gases etc., internos e externos, e dados referentes ao respectivo consumo são processados com alta resolução, bastante refinamento, estratificação das utilidades, correlações diversas entre grandezas e alta conectividade com os usuários, criando camada(s) de inteligência entre usuários e seu consumo, visando à gestão e aprendizado no consumo mais eficiente da energia (figura 1).
Figura 1 – Arquitetura do GENIIoT, Gestão de Energia Interativa baseada em IoT, Internet das Coisas.
Na fase do projeto Campus Sustentável, desenvolveram-se o conceito, bases funcionais, plataforma e piloto de monitoramento/processamento, para avaliação da viabilidade da sua implantação para gestão de energia com aprendizado de máquina e humano. Agora, na sua segunda fase, iniciada em 2023, será desenvolvido o analytics de processo, para constituição do Bigdata e, a partir dele, obterem-se dados e informação necessários para:
gestão de RCB do investimento feito em eficiência energética (quando de retrofit);
gestão da demanda e energia consumida, para nortear/gerir programas de conservação de energia das CICE (Comissão Interna de Conservação de Energia);
implantação e gestão do processo de orientação em tempo real do consumo eficiente para aprendizado interativo dos usuários; e
gestão da documentação, integridade, qualidade e do ciclo de vida do sistema.
Essa segunda fase terá como atores o NIPE, Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético, em nível de coordenação institucional e difusão; a Feagri, Faculdade de Engenharia Agrícola, por meio de seu Laboratório de Instrumentação e Controle, em nível de desenvolvimento de plataforma e estrutura de dados; e a FCA, Faculdade de Ciências Aplicadas, em nível de desenvolvimento da inteligência e interatividade.
A Unicamp tem hoje várias ações de melhorias no seu uso da energia elétrica, através do monitoramento da rede até a entrada das unidades, agregação ao seu consumo de fontes energéticas mais limpas, redução de perdas na rede, melhoria na contratação de energia, dentre outras. Nesse sentido, a proposta GENIIoT tem importância institucional na Unicamp, pois agrega esforços na racionalização do consumo de energia elétrica do lado da demanda, dentro das unidades.
Essa importância aumenta pois um dos esforços da Transição Energética para descarbonização do consumo e redução de emissões de GEE, se dá pela via da racionalização do consumo, posto que a única energia realmente limpa é a que não precisa ser consumida, eliminando custos e impactos de toda sua cadeia de produção, transmissão etc.. E o maior controle sobre eficiência energética dos ambientes, com elevada discriminação de fatores de desperdício por utilidades, permite uma gestão refinada e planejamento seguro da redução de consumo do lado da demanda; mais ainda, a orientação de consumo eficiente aos consumidores das utilidades de que fazem uso, em tempo real, dá um grande passo além das tradicionais campanhas de conscientização de mídia, propiciando-lhes hábitos de consumo sustentáveis replicáveis para qualquer outro ambiente.
Por fim, por ser uma plataforma de IoT aberta e de baixo custo, o GENIIoT tem grande potencial de aplicação em várias outras áreas que envolvam monitoramento massivo de processos com fenomenologia lenta, para os quais baixa taxa de aquisição e exatidão moderada provejam agregação de valor. Isso porque o forte de sua proposta é a estrutura de inteligência portável para várias áreas, por exemplo, na implantação de gêmeos digitais para diversos processos, em áreas como processos de monitoramento ambiental, agrícola, termoquímico, de automação industrial etc..