Vivemos uma era em que a leitura já não acontece apenas em livros físicos. Celulares, tablets e e-readers se tornaram parte do cotidiano, e os jovens passam mais tempo lendo nas telas do que folheando páginas impressas. Para alguns, isso é preocupante: será que a leitura digital está “matando” o prazer pelos livros?
Minha opinião é que não. O que mudou foi o suporte, não o ato de ler. Os jovens continuam lendo — só que de outra maneira. Mensagens, posts, legendas, notícias online, até mesmo fanfics e ebooks fazem parte dessa experiência. O desafio é transformar esse hábito fragmentado em algo mais profundo, incentivando o contato com textos que exijam maior reflexão.
O livro impresso tem seu valor e não deve desaparecer, mas negar a leitura digital é fechar os olhos para a realidade. Precisamos ensinar nossos estudantes a transitar entre os dois mundos: a rapidez das telas e a calma das páginas. Assim, não será uma questão de “perda”, mas de adaptação. Afinal, o que importa não é onde se lê, mas o que a leitura desperta em cada um de nós.