Johnatha Bastos nasceu sem braços e tocar guitarra seria impossível para ele.
Mesmo sem os dois braços, Johnatha Bastos faz isso muito bem,
Mas com os pés.
Ele não apenas domina a guitarra, como também toca piano e bateria.
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Kodi Lee nasceu invisual e, mais tarde, foi diagnosticado com autismo. Foi um período de muitos problemas em que as respectivas soluções surgiram de forma espontânea. “Descobrimos muito cedo que ele adorava música”, recorda a progenitora, Tina Lee. “Assim que começava a ouvir música os olhos esbugalhavam-se e começava a cantar… e eu fiquei em lágrimas porque percebi ‘Ele é um entertainer!’”
Tina Lee realçou ainda o facto de ter sido “através da música e da interpretação” que viver se tornou suportável para o filho. “Tocar salvou-lhe a vida”, resumiu.
A Universidade de Medicina de Stanford realizou uma pesquisa em 2012 que revelou que a música orienta o cérebro a prestar atenção, ajudando a aumentar a concentração.
Nessa pesquisa, se verificou que um dos momentos de maior atividade cerebral era justamente entre os intervalos e entre uma nota e outra. Mesmo que a pessoa não tivesse conhecimento musical, seu cérebro ficava alerta aos movimentos, como intensidade dos sons e o silêncio.
Outra pesquisa, realizada na Universidade de Caen, na França, com estudantes de 249 universidades dividiu estudantes com mesmo nível de conhecimento em dois grupos, cada grupo deveria assistir a uma palestra e depois realizar um teste baseado na mesma.
O grupo que assistiu a palestra ouvindo música erudita obteve o melhor desempenho. Os cientistas acreditam que o motivo pelo qual isso aconteceu tenha a ver com as emoções geradas pela música.
Segundo Aurilene Guerra, mestre em neuropsicologia e professora de Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), “a música favorece muito o desenvolvimento cognitivo e sensitivo, envolvendo o aluno de tal forma que ele realmente cristalize na memória uma situação”.