A carta, instrumento de comunicação que tem caído em desuso, possui uma estrutura simples: data, cumprimento, mensagem, despedida e assinatura. No entanto, há vários tipos de cartas: pessoais, de solicitação, de reclamação, aberta. O que muda em cada uma delas é a forma como a mensagem é redigida.
Carta de reclamação
A carta de reclamação deve iniciar, após o título, com uma contextualização, isto é, uma apresentação do tema/problema, seguida de uma justificativa, para então apresentar uma sugestão de melhoria para o problema. Por fim, exigir a reparação. Fecha-se o texto com uma frase que denote que sua reclamação será atendida. Não se esqueça de assinar e colocar a data.
Carta aberta
A carta aberta inicia com um título que sinalize seu leitor/destinatário. O local e a data podem ser inseridos após o título ou no fim do texto. Abra seu texto com uma saudação ao destinatário, como em qualquer carta. Agora é o momento de apresentar o tema/problema, contextualizando a situação. No parágrafo seguinte, exponha argumentos que sustentem seu ponto de vista (motivo da carta). Para isso, é possível fazer uso de dados estatísticos, fatos históricos etc., de forma a convencer o leitor. Você pode fazer o fechamento expressando sua confiança (esperança) de que ações serão realizadas sobre o tema, bem como pode apresentar possíveis sugestões de melhoria, além de uma breve retomada dos fatos. Como em qualquer carta, uma despedida formal e assinatura, isto é, seu nome e, se possível, uma caracterização; por exemplo: presidente da associação de moradores da rua X.
A diferença maior entre a carta aberta e a carta reclamação (além da argumentação) é que a aberta é escrita em nome de um coletivo, em defesa de um tema social. A assinatura pode ser uma pessoa (representante) ou um grupo/entidade.