Muitos não entendem a diferença de Psicologia e Psicanálise e se diferentes, por que estão juntas? De forma simples escreverei um pouco sobre elas.
A Psicologia possue muitas linhas de pensamentos que produzem teorias sobre o estudo dos processos mentais, psíquicos e comportamentais do ser humano. Se você já faz terapia, pergunte qual a linha sua psicóloga ou psicólogo segue.
A Psicanálise é uma das linhas psicológicas, criado por Sigmund Freud, que prestava atendimento às pessoas que apresentavam sintomas psíquicos, com o objetivo de oferecer qualidade de vida. A contribuição da Psicanálise está na escuta do insconsciente, isto é, na escuta de conteúdos que não se tem consciência, com o objetivo de desconstruir identificações fantasionas.
A Psicanálise tem os sintomas como fio condutor da análise, também trabalha com sonhos, lapsos e esses são acessados através da fala espontânea, das associações livres e da transferência com o analista. O essencial está na aproximação da compreensão da subjetividade humana, dos processos psíquicos inconscientes daquele que se aventura a se encontrar através desse poderoso instrumento de análise, que é a Psicanálise, para diversas situações cotidianas.
O tempo de análise depende do desejo do analisando, porque o processo psicanalítico é singular e cada cliente tem a sua jornada e quando estiver pronto, o processo iniciará.
Priscila M. S. Galvão - Psicóloga e Psicanalista
CRP 06/163180
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O divã para a Psicanálise não é apenas um móvel onde os clientes se deitam de costas para o analista. O divã tem a importante função, na terapia psicanalítica, de facilitar a manifestação de conteúdos inconscientes através da expresão espontânea e livre do analisante.
Sentar-se de frente para o analista, pode limitar essa expressão, gerar certa inibição e a fala, a conduta, o silêncio são conteúdos da escuta psicanalítica.
O olhar produz conexão e o analisante no momento da terapia, deve estar conectado consigo mesmo, isto é, ter seu olhar voltado para dentro de sí e com o que busca clarificar e ressignificar em análise.
O ato de deitar-se no divã não necessariamente acontecerá nas primeiras sessões, uma vez que a transferência do analisante para o analista também é importante instrumento de trabalho da Psicanálise. A mudança para o divã deve acontecer no momento que o analisante se sentir seguro para dispensar o olhar do analista.
E como fica o divã na Psicanálise online? Há possibilidade do analisando manter a fala espontânea, com menos resistências, não dispondo do olhar direto do analista através da câmera, mas se por escolha, o contato visual for mantido, a presença e a escuta ativa do psicanalista promoverão o espaço de fala para que o analisante possa reproduzir, no vínculo, o que precisa ser amparado e cuidado.
O divã, para a Psicanálise, tem sua função, mas é fundamental destacar que o mais importante é o efeito terapêutico que a análise pode proporcionar e isso depende do desejo de investigação do analisante, que coloca o analista em ação.
Priscila M. S. Galvão - Psicóloga e Psicanalista
CRP 06/163180
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O atendimento psicológico online se instalou como realidade desde que iniciou a pandemia do Covid 19.
Antes, alguns profissionais já faziam atendimento usando o computador e a internet como ferramentas de apoio para que esse trabalho acontecesse, mas era utilizado como alternativa na impossibilidade do deslocamento físico.
Agora fica a pergunta: fazer psicoterapia online ou PRESENCIAL? Em ambas modalidades, a PRESENÇA é exigida, tanto do analisante como do analista. Entende-se por PRESENÇA o fato de estar inteiro no lugar, com mente, fala e corpo, independentemente se analisando e analista estarem separados pela tela ou estarem no mesmo espaço físico, no divã ou sentados de frente a frente.
A PRESENÇA da dupla, envolvida pelo vínculo terapêutico, fará com que as palavras do discurso singular do analisante manifeste o inconsciente e o inesperado apareça em forma de linguagem e disso se tem a análise, que é a compreensão, ou pelo menos o convite a reflexão do que se sofre, ou o que tem gerado sofrimento, angústia, dor, vazio...
Então só está posto atualmente a escolha da forma do atendimento: online ou em consultório, o que fica indispensável no processo é o estar presente. A presença é item importante na CONEXÃO, que pode se iniciar no preparar-se para acessar o aplicativo virtual ou no ritual de deslocamento ao consultório. Você está presente na sua terapia seja ela feita online ou em consultório?
Priscila M. S. Galvão - Psicóloga e Psicanalista
CRP 06/163180
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A crise da saúde, econômica e política que a sociedade vem enfrentando com a pandemia do Covid 19 está afetando a saúde mental de muitas pessoas.
Isso tem se dado porque as pessoas desconhecem a doença e a dimensão mundial que atinge tem causado ainda mais insegurança. Ouve-se diariamente os números de mortos e infectados, que não são poucos. O sofrimento dos que vivenciam a perda de familiares, amigos ou conhecidos, o escancaramento das reais diferenças de classes sociais, enquanto uns podem trabalhar de casa, outros precisam sair para trabalhar e se submeter aos transportes públicos, sem o distanciamento social adequado e seguro, vendo qualquer um sob suspeita de ser um transmissor assintomático ou não.
Atualmente a sociedade está lidando ainda mais com muitos medos, sejam eles, da finitude, do adoecer, de socializar, do desemprego, das perdas financeiras, da desacelaração da economia com estabelecimentos falindo, estudantes enfrentando as dificuldades com a aprendizagem das aulas remotas, ou mesmo sem acesso a elas, da incerta perspectiva de futuro que gera além do medo, a ansiedade, que vem em comunhão com o isolamento social, que mudou a forma dos relacionamentos.
O medo afeta o nosso sistema imunológico que em situações de estresse e nervosismo libera o cortisol, aumentando a frequência cardíaca, que constantemente aumentada pode ser prejudicial ao organismo. Nosso comportamento é alterado quando estamos com medo, às vezes podendo ter respostas agressivas ou depressivas, que nos alertam que algo não anda bem e que precisa ser cuidado, porque não é possivel simplesmente decidir não se deprimir ou não sentir medo.
É fato que não existem respostas prontas e certas para se lidar com todas as dificuldades que se possa vivenciar, mas é possível encontrar algum grau de equilíbrio, mas isso ocorre perante o enfrentamento dos medos, ansiedades, pessimismo e outros sentimentos que possam afetar o sujeito desde a hora que acorda, bem como invadir o seu sono em forma de sonhos enigmáticos.
Faz-se necessário encontrar um local protegido para o reconhecimento do que se é e do que se sente para entrar na aventura desconhecida entre o real e o fantasioso, com o desejo e a ausência dele.
Buscar ajuda não é sinal de fraqueza, é AUTO CUIDADO!
Priscila M. S. Galvão - Psicóloga e Psicanalista
CRP 06/163180
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É possivel afirmar que a depressão é uma experiência que está próxima de todos; se você nunca a sentiu, com certeza conhece ou já se relacionou com alguém que a sente ou a sentiu.
A depressão atrapalha a vida de quem a vivencia e de quem convive com o entristecido, que por muitas vezes, tenta animar o sujeito abatido com mensagens positivas. Essas tentativas de motivações reforçam a incapacidade do deprimido. É como se incentivasse uma pessoa com a perna quebrada a andar firmemente. Toda a doença precisa receber o tratamento devido, e com a depressão não é diferente; ela também precisa ser olhada e cuidada apropriadamente.
Devido ao preconceito e ao difícil entendimento, a sociedade rotula e rejeita esse sujeito que, em muitos casos, carrega esse sofrimento em segredo, retardando a busca por ajuda, o que pode trazer consequências graves.
O individuo com estado de ânimo diminuído e abatido quando entra em uma análise psicanalítica é acolhido e convidado a falar de suas dores, possibilitando acesso aos conteúdos inconscientes. A associação livre buscará o núcleo da dor, permitindo o conhecimento, a re-elaboração e o amadurecimento do que resultou no empobrecimento da vida psíquica, fortalecendo o eu, a re-instalação da vitalidade e do desejo perdido.
O trabalho psicanalítico é longo e às vezes é preciso ter a medicação, prescrita por um psiquiatra, como aliada. Principalmente quando a pessoa está sem condições de cumprir as tarefas rotineiras ou até mesmo comparecer à análise.
Procurar ou convidar aquele conhecido que sofre de depressão para um tratamento psicanalítico é buscar uma vida com vitalidade e menos dor, mesmo que ainda com sofrimentos e tristezas.
Priscila M. S. Galvão - Psicóloga e Psicanalista
CRP 06/163180
A frase foi curta e breve, mas intensa o bastante para expressar o quanto que essa exclamação representava. Era a concretização da nova maneira de como ela pensava e se sentia em relação a si mesma e como iria agora direcionar as atitudes frente à realização de seus desejos.
Uma análise psicanalítica tem a finalidade de causar essas transformações. Foram alguns anos de análise, encontros semanais trabalhando a autoestima. Doses de valorização, autorização e provocações para uma melhor percepção de si mesmo, instalando o auto respeito que por muito tempo foi sabotada, massacrado por tratos repetitivos e generalizados; sentimentos de culpa, julgamentos negativos que ignoravam a singularidade, introjetando conceitos como verdades; e assim tendo a vida alicerçada nesta base prejudicada.
Como o senso de individualidade, a capacidade e valor próprio são construídos socialmente, no convívio com os outros, isto é, não são instintivos; a análise psicanalítica entra na intensão de re-significar esses conteúdos deformados, despertar e aflorar a real capacidade individual que está afetando diretamente a autoestima e o sentimento do próprio valor, que influenciam e determinam diretamente a maneira como a pessoa vive, os atos, as escolhas de amigos, os relacionamentos amorosos e o destino profissional.
É importante ter em mente que a imagem e o valor dado para si mesmo são o que nos impulsionam ao êxito ou ao fracasso nas diversas áreas de nossas vidas. Por isso, é fundamental apropriar-se o quanto antes de nossas reais capacidades, acreditando e também se permitindo a ter atitudes que construam encontros com os nossos desejos, sem precisar ter a autorização e aprovação do outro.
Priscila M. S. Galvão - Psicóloga e Psicanalista
CRP 06/163180