Um dos objetivos centrais desta abordagem é ampliar a consciência da pessoa sobre sua forma de se relacionar consigo mesmo, com os outros e com o mundo à sua volta e mostrá-lo um caminho de maior autonomia e independência.
Para a compreensão diagnóstica dos meus pacientes dentro do trabalho psicoterapêutico, busco conhecer e compreender a singularidade de cada um. Uma das primeiras buscas que faço é a percepção sobre em quais aspectos da vida essa pessoa pode ser considerada mais saudável e em quais ela ainda não atingiu o desenvolvimento suficiente, para que juntos possamos desenvolver e aprimorar os recursos que o cliente possui para enfrentamento e resolução de problemas.
Para a Gestalt-terapia, o ser humano é um ser de relações.
A relação é a principal característica a ser observada, provocando a pergunta mais básica: como você se relaciona com os outros, consigo e com o mundo? Como se faz presente nas relações?
É essa compreensão que faz com que eu fale em saúde existencial, não somente em saúde mental, pois somos mais que somente a mente e precisamos compreender nossa saúde como mais ampla que a saúde mental, constituindo a saúde do todo, corpo-mente-espírito dentro de um ambiente.