O cancro da mama é um problema de saúde a nível global que afeta 2,3 milhões de mulheres por ano, causando a morte a mais de 600 mil.
Detetado precocemente, pode ser uma doença controlável, mas continua a ser a principal causa de morte por cancro em mulheres.
As taxas de sobrevivência variam entre 80% na América do Norte e menos de 40% em países subdesenvolvidos. Isto, deve-se à falta de programas de rastreio, que se fazem essencialmente por mamografia e biópsia em países ricos, daí a necessidade de ultrapassar esses entraves e chegar às populações dos países mais pobres, o que é possível pois aquilo que propomos exige apenas esfregaços de impressão digital, fáceis de realizar e transportar para serem analisados em laboratório, podendo o rastreio tornar-se universal, levando a esperança a todos os cantos do mundo.
O kit oferece uma solução inovadora para o rastreio do cancro da mama. Ele resolve o problema da falta de acessibilidade e da lentidão dos métodos tradicionais de rastreio.
A solução é um kit de coleta de impressões digitais que pode ser utilizado por profissionais de saúde ou mesmo pela própria paciente. O kit permite coletar e analisar posteriormente as impressões digitais rapidamente e de forma não invasiva, o que ajuda no diagnóstico precoce do cancro da mama.
Prints for Pink oferece a solução aos destinatários através da distribuição de kits de coleta de impressões digitais para hospitais, clínicas e organizações de saúde pública, posteriormente seria dado treino e orientação para garantir que o kit fosse usado de forma segura e eficaz.
Para garantir a sustentabilidade, Prints for Pink utilizaria materiais recicláveis e práticas de produção sustentáveis e faríamos a reutilização e a reciclagem do kit, além de educar e envolver a comunidade para a importância da sustentabilidade.
O rastreio de cancro da mama através de recolha de esfregaço de impressão digital oferece vários benefícios e melhorias em relação aos mé-rápido, aumentando o número de testes realizados, pois não precisa de preparação;
todos tradicionais de rastreio:
-não há radiação envolvida no processo;
-não invasivo, não causa dor ou desconforto à paciente e como não há exposição dos seios seria culturalmente mais aceitável em muitos países;
-mais barato.
Desta forma poderia ser utilizado para triagem em massa e detecção precoce,especialmente em áreas onde os recursos são escassos.
O rastreio feito com Prints for Pink seria feito através da recolha de um esfregaço de impressão digital do indicador previamente desinfetado (30 minutos antes), numa lâmina de alumínio, fixado depois com laca, por forma a minimizar o risco de danos na amostra, identificada e colocada numa caixinha de plástico para proteção e transporte até ao laboratório onde depois se procede à análise.
Para o projeto Prints for Pink, contámos com a colaboração da Unidade de Saúde do Entroncamento, onde uma enfermeira se disponibilizou para dar a sua opinião sobre o projeto e como poderia ser melhorado. Também contactámos uma farmácia local, para averiguarmos qual a receptividade ao projeto.
Pensamos que várias entidades poderiam estar interessadas em apoiar Prints for Pink, desde já em Portugal a DGS (Direção Geral de Saúde), Liga Portuguesa para o Cancro e até a própria OMS (Organização Mundial de Saúde).
Por outro lado, pensamos que empresas farmacêuticas e de biotecnologia teriam todo o interesse em desenvolver e comercializar o kit, tornando-o eficaz e sustentável.
Contamos que o interesse também chegue a instituições de pesquisa e universidades por forma a oferecer mais suporte científico e técnico para que a proposta do nosso kit possa ser posta em prática por forma a que o rastreio se torne universal.