O processo de alfabetização, além de não ser igual para todos, não é linear: muitos estudantes podem chegar aos anos finais do Ensino Fundamental ainda pouco amadurecidos, o que torna necessário o cuidado de não infantilizar as práticas pedagógicas, como entregar uma atividade fora de contexto e com muitos desenhos infantis.
( Texto: Curso EVAEFAPE/SEDUC- ED. Especial)
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Dicas de como avaliar
Como você já conhece o seu estudante, pense na melhor estratégia avaliativa para ele. Por exemplo, ao invés de ler um texto, que tal utilizar um vídeo?
Se o estudante ainda não estiver totalmente alfabetizado, realize a prova oralmente ou com digitação por voz.
Diminua a quantidade de informações e de perguntas. Vá direto ao ponto e seja claro e objetivo.
Utilize letras maiúsculas e sem serifas para facilitar a leitura. Uma sugestão é a fonte Arial.
Utilize imagens estáticas e imagens animadas, como gifs, para facilitar a associação de informações.
Dê preferência a atividades colaborativas.
Site para atividades adaptadas.
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Materiais CAA – Aula abierta de ARASAAC
Os estudos em altas habilidades baseiam-se nas inteligências múltiplas de Howard Gardner, da Universidade de Harvard. Essa teoria de inteligência focaliza os potenciais humanos como capacidades de domínios em várias áreas da inteligência. Baseado nessa teoria de Gardner, podemos compreender que o superdotado pode apresentar um alto rendimento em uma área do saber e demonstrar desempenho mediano ou até mesmo dificuldades em outras do conhecimento. Há pessoas altamente habilidosas em diversas áreas como, por exemplo: naturalista, intrapessoal, musical, corporal-cinestésica, interpessoal, linguística e lógico-matemática e espacial.
(Texto extraído do curso EFAPE Ed. Especial)
Essa atividade ABAIXO é apenas um exercício para tentar identificar em sua sala de aula possíveis estudantes com altas habilidades/superdotação. Para considerar que o estudante apresente indicadores para AH/SD, ele deverá ser citado em pelo menos 51% das questões, ou seja, seu nome deve ser mencionado, pelo menos, 18 vezes nas questões.
Após essa verificação, é importante que haja uma discussão com a equipe pedagógica e, se necessário, o encaminhamento para avaliação neuropsicológica.
atividade-diagnostica-m6-1.pdf (educacao.sp.gov.br)
Os Parâmetros Curriculares Nacionais apontam os seguintes comportamentos como característicos de estudantes com altas habilidades:
alto grau de curiosidade;
boa memória;
atenção concentrada;
persistência;
independência e autonomia;
interesse por áreas e tópicos diversos;
facilidade de aprendizagem;
criatividade e imaginação;
iniciativa;
liderança;
vocabulário avançado para a idade cronológica;
riqueza de expressão verbal (elaboração e fluência de ideias);
habilidade para considerar pontos de vista de outras pessoas;
facilidade para interagir com crianças mais velhas ou adultos;
habilidade para lidar com ideias abstratas;
habilidade para perceber discrepâncias entre ideias e pontos de vista;
interesse por livros e outras fontes de conhecimento;
alto nível de energia;
preferência por situações/objetos novos;
senso de humor;
originalidade para resolver problemas.
É possível notar que o universo da superdotação é heterogêneo. As pessoas superdotadas diferem amplamente entre si, em relação aos seus interesses, estilos de aprendizagem, níveis de motivação e autoconceito, características de personalidade e, principalmente, por suas necessidades educacionais.
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é classificado como um transtorno do neurodesenvolvimento, ou seja, as características estão presentes em fases precoces do desenvolvimento e geram prejuízos em diversas áreas, como aprendizagem e vida social e profissional. As causas ainda não estão totalmente esclarecidas, mas estudos apontam para a associação entre fatores predominantemente genéticos e algumas possíveis interações ambientais.
A ideia de espectro reúne condições com variadas características associadas que possuem semelhanças no seu funcionamento ou são geradas pelo mesmo mecanismo. Isso significa que pessoas autistas podem ser muito diferentes entre si: todas possuem características comuns ao quadro de TEA, como déficits na comunicação e na interação social e comportamentos repetitivos, porém as dificuldades e os tipos de apoio dos quais necessitam para desempenhar atividades de forma independente variam.
( Texto extraído do curso: Ed. Especial - EFAPE)