Sou uma mulher de 34 anos, nascida e criada na zona rural, onde vivi até os 13 anos de idade, com meus avós. Minha trajetória de vida é uma soma de experiências, saberes e vivências que me moldaram como pessoa, profissional e ativista. Sou uma mulher pansexual, não monogâmica nas minhas inclinações políticas e afetivas, com um compromisso efetivo explícito com as pautas anticapacitistas, antirracistas e de luta pela moradia digna. Acredito que as desigualdades sociais no Brasil só poderão ser enfrentadas por meio da articulação de pessoas informadas, sensibilizadas e engajadas nas questões sociais e coletivas, com um olhar voltado para a emancipação e fortalecimento do trabalho de base e da sociedade civil.
Sou assistente social, educadora popular e atuo com produção sociocultural. Minha trajetória profissional é profundamente marcada pelo compromisso com a justiça social, a equidade e a defesa dos direitos humanos. Tornar-me assistente social foi uma forma de devolver ao mundo o que ele me proporcionou em forma de privilégios. Ao longo dessa caminhada, especializei-me em mobilização territorial, articulação intersetorial, gestão cultural e análise, gestão e elaboração de projetos socioculturais. A interlocução entre o Serviço Social e a Produção Cultural é uma ferramenta potente na promoção dos direitos humanos, pois permite que as diversas manifestações culturais atuem como agentes de transformação social. Como assistente social e produtora cultural, vejo a cultura como um instrumento fundamental para fortalecer identidades, combater desigualdades e promover a inclusão, integrando essa visão na minha prática profissional e no compromisso com a construção de um mundo mais justo e equiparado a todas as pessoas.