EMENTA
Estudo teórico e prático da inserção de indivíduos com restrições funcionais no ambiente construído. Acessibilidade: conceito, Normas Técnicas e suas aplicações em projetos de arquitetura e urbanismo. Princípios e conceitos do Desenho Universal aplicado à arquitetura e ao meio urbano.
HABILIDADES E COMPETÊNCIAS A DESENVOLVER NA DISCIPLINA
Conceber projetos de arquitetura e urbanismo considerando os regulamentos legais de modo a satisfazer as exigências de acessibilidade dos usuários.
Esta atividade prática de observação e vivência tem como principal objetivo mudar a concepção comum de futuros profissionais que trabalharão com o meio construído de que as demais pessoas são, em maior ou menor grau, um reflexo de nós mesmos, com necessidades, capacidades e hábitos semelhantes aos nossos em geral desconsiderando as diferenças sociais, biológicas, físicas, etc.
A ideia é levar cada participante a viver um conjunto de experiências interativas vinculadas à acessibilidade ao meio físico.
Após terem se familiarizado com conceitos e termos que abrangem a acessibilidade é proposto uma exercício prático vivencial, monitorado, para que os alunos tenham o primeiro contato com as barreiras arquitetônicas – em geral não percebidas quando não experimentadas.
Nessa vivência, foram utilizadas vendas para simular as dificuldades encontradas por pessoas com deficiências visuais e cadeira de rodas para simular as dificuldades encontradas pelos cadeirantes. Os acadêmicos deveriam em dupla, utilizando vendas e sendo supervisionado pelo colega alternadamente para evitar qualquer acidente, percorrer um caminho e realizar algumas tarefas previamente estabelecidas, como ir até o estacionamento, entrar e sair de um carro, chamar o elevador, pegar um livro na biblioteca, comprar um lanche na cantina, etc. Posteriormente as duplas deveriam relatar aos colegas as sensações e dificuldades encontradas em circular e utilizar os ambientes. Em geral, as dificuldades foram relatadas, mas ainda não as formas de resolvê-las.
Os alunos puderam vivenciar as sensações quanto ao uso do espaço e reconhecer as dificuldades que as pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida enfrentam. Dificuldade de orientação, de distinguir objetos, aumento da sensação de risco de queda e acidentes, insegurança, mudança da percepção acústica do espaço e sensibilidade tátil aumentada foram relatados ao final da experiência.
Após a vivência, a percepção dos acadêmicos quanto à utilização dos espaços foi significativamente alterada, passando a ter uma visão mais crítica do uso dos ambientes e uma conscientização da importância de espaços inclusivos que reduzam as dificuldades enfrentadas pelas pessoas com alguma necessidade especial contribuindo bastante para um maior interesse e compreensão das soluções de acessibilidade apresentadas nas aulas teóricas.
PALESTRA DA SECRETARIA DE SEGURANÇA E MOBILIDADE URBANA