Santuário do Senhor do Bonfim Mais de 170 Anos de Fé e Devoção
"Venham todos ao Senhor do Bonfim, refúgio dos devotos e lugar de muitas graças!"
Santuário do Senhor do Bonfim Mais de 170 Anos de Fé e Devoção
"Venham todos ao Senhor do Bonfim, refúgio dos devotos e lugar de muitas graças!"
HISTÓRIA DO SANTUÁRIO DO SENHOR DO BONFIM NO POVOADO QUEIMADAS – DIRCEU ARCOVERDE - PI
Segundo a tradição oral, a origem do Santuário do Senhor do Bonfim das Queimadas remonta ao início do século XIX, quando o casal português Raimundo Ribeiro Soares e Mariazinha Ribeiro Soares chegou à região sul do Piauí, vindos da Ilha da Madeira, Portugal. Raimundo era um dos três irmãos da família Ribeiro que buscavam terras para construir sua moradia, criar seu rebanho, principalmente a criação de gado, já que a atividade pecuária predominava na época. Assim fixaram suas raízes em Queimadas.
O casal escolheu o povoado Queimadas para viver, encantados pelas belezas das formações rochosas e pela fertilidade da terra. Trazendo consigo uma imagem do Senhor do Bonfim – feita inteiramente de marfim e adornada com uma pedra de rubi, a imagem veio com o próprio casal Raimundo Ribeiro Soares e Mariazinha Ribeiro Soares.
É a partir desse casal que tudo começa: a formação histórica do povoado Queimadas e, atrelado a isso, a formação religiosa do Santuário. Pois foram eles que iniciaram ali um lar de fé e devoção ao Senhor do Bonfim. Com o tempo, a casa da família passou a atrair moradores da redondeza, que vinham rezar diante da imagem sagrada. Assim começou, de forma espontânea, a primeira peregrinação ao Senhor do Bonfim na região. Sendo preservada pelas gerações seguintes.
Ainda no século XIX, Frei Henrique — frade missionário que realizava as Santas Missões na região de Juazeiro do Norte — chegou ao povoado de Queimadas. Em busca de um local para celebrar a fé, encontrou um salão natural conhecido popularmente como ‘Casa de Pedra’, onde realizou a primeira missa do povoado, reunindo os primeiros fiéis.
Inspirado pela fé crescente do povo e pela movimentação em torno da imagem de marfim, Francisco Ribeiro Soares, o “Chiquinho das Queimadas”, filho de Raimundo e Mariazinha, e sua esposa Clara Ribeiro, viram a necessidade de construir um templo para abrigar o santo e acolher os romeiros. Rico fazendeiro e homem de fé, Chiquinho ergueu, em 1848, a capela do Senhor do Bonfim, que hoje é reconhecida como um dos mais antigos templos religiosos do território Serra da Capivara.
Com base nas fontes estudadas, o primeiro celebrante oficial da capela foi Padre Marcos, que também se destacou como grande incentivador da estruturação dos festejos. Amigo próximo de Chiquinho, ajudou a organizar a vida religiosa local e deu início às primeiras celebrações litúrgicas que marcaram a identidade espiritual do povoado.
Décadas mais tarde, no início dos anos 1900, frades capuchinhos italianos visitaram o povoado durante as Santas Missões. Ficaram cerca de oito dias na região, segundo relatos, deixando uma forte marca na comunidade. Trouxeram consigo uma cruz com um fragmento do Lenho Santo, da cruz de Jesus Cristo, que permanece na igreja como um dos acervos da história religiosa do local. Na ocasião, fixaram-se dois cruzeiros: um no alto do morro das Queimadas e o outro em frente à igreja, nos quais ainda se encontram no lugar.
Infelizmente, a imagem original do Senhor do Bonfim — a peça feita de marfim e rubi — foi furtada por volta da década de 1990. Apesar disso, a devoção nunca foi abalada, permanecendo viva na memória e na fé do povo.
No Santuário contém testemunhos materiais da fé de seus devotos: os ex-votos. Predominam representações esculpidas em madeira ou moldadas em cera, além de outros objetos simbólicos deixados por fiéis em agradecimento pelas graças recebidas, que podem ser observadas através dos relatos registrados em alguns desses ex-votos. Cada peça representa um milagre, uma promessa cumprida, uma cura alcançada.
O Santuário do Senhor do Bonfim das Queimadas é reconhecido popularmente como um marco religioso e cultural que perdura por mais de um século e meio de história. Onde movidos pela fé e instigados pela história que o permeia, recebe visitantes durante todo o ano.
Anualmente, entre 28 de julho e 06 de agosto, romeiros percorrem longas distâncias para agradecer às promessas, participar das novenas e renovar sua fé. As manifestações de devoção se intensificam com a procissão de oito quilômetros com a imagem do Senhor do Bonfim, saindo da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Dirceu Arcoverde, no dia 28 de julho, dando início às festividades. No dia 06 de agosto, festa da transfiguração de Nosso Senhor Jesus Cristo, ocorre outra procissão de dois quilômetros, partindo da entrada do povoado até o Santuário, encerrando os festejos em honra ao padroeiro.
O Santuário do Senhor do Bonfim das Queimadas é mais do que um templo. É o coração espiritual de uma comunidade que resiste, que crê e que agradece. Um lugar onde o tempo passa, mas a fé permanece. É a história de um santuário que, há 177 anos, transforma devoção em promessa, fé em milagres e caminhos em romaria.
Julho - Agosto de 2025 | Queimadas, Dirceu Arcoverde - PI
Nota sobre a elaboração desta história:
Este texto é fruto de pesquisa baseada em fontes orais, escritas e visuais, sobretudo um estudo minucioso da tradição oral transmitida de geração em geração. Mantiveram-se com fidelidade as versões existentes sobre a chegada da primeira imagem, em respeito à fé e a memória do povo. É a história que circula no imaginário e na devoção popular, e que expressa a história e a memória em torno da origem do Povoado e do Santuário do Senhor do Bonfim das Queimadas. O texto foi cuidadosamente elaborado, para que não faltassem informações específicas. Porém, é um resumo. Tal escrita, é uma contribuição para o olhar histórico sobre o povoado de Queimadas localizado no município de Dirceu Arcoverde, Sul do sertão do Piauí.
Origens do Santuário
O Santuário do Senhor do Bonfim, localizado no povoado Queimadas, em Dirceu Arcoverde, Piauí, tem suas raízes históricas ligadas à chegada de colonizadores portugueses vindos da Ilha da Madeira no início do século XIX. Segundo o relato do senhor Abílio Leonardo da Costa, três portugueses se estabeleceram na região, mas apenas um permaneceu, dando início à tradição religiosa que seria passada de geração em geração.
No final do século XIX, Frei Henrique, que pregava na região próxima a Juazeiro do Norte, chegou a Queimadas e buscou um local para suas pregações. Em conversa com o líder da comunidade da época, foi-lhe mostrado um salão natural formado pela própria natureza. Ali foi realizada a primeira missa do povoado, que mais tarde daria origem ao atual santuário.
A igreja começou a ser construída por volta de 1848, sendo, conforme o relato do padre Edilson dos Santos Lopes, um dos templos mais antigos da região. Desde então, tornou-se um importante ponto de referência religiosa, atraindo fiéis de diversas localidades movidos pela fé no Senhor do Bonfim.
Tradição e Fé dos Romeiros
Desde tempos antigos, devotos percorrem grandes distâncias para participar das celebrações no santuário. Segundo a professora Maria das Mercês Barros Ribeiro, desde pequena ela já acompanhava seus pais a cavalo, cantando alegremente pelo caminho, manifestando sua fé no Senhor do Bonfim.
A peregrinação sempre envolveu desafios. Os romeiros, ao chegarem ao santuário, armavam redes entre as árvores, acomodavam-se em esteiras no chão e compartilhavam suas refeições simples, compostas por farofa e bolo, enquanto aguardavam a missa do dia seguinte.
A aposentada Maria Santana Pereira relembra com emoção os preparativos para as festividades: "Eram três dias só para organizar os bolos! Cada um fazia sua parte e, ao final, juntávamos tudo para levar à festa." A celebração era também um momento de comércio e partilha, com barracas vendendo gengibre, tamarindo e outros doces típicos.
No entanto, tempos passados também foram marcados por desafios. A professora Maria das Mercês relembra que, em certas épocas, as festas eram animadas por forró, mas também acompanhadas por episódios de violência. Houve relatos de tiroteios durante as festividades, o que gerava medo entre os presentes.
Ex-votos e Milagres
O santuário do Senhor do Bonfim é um local de devoção e agradecimento. Como conta Eurico dos Santos, aposentado, os fiéis depositam ex-votos – objetos simbólicos que representam as graças alcançadas. "Temos aqui um coração de madeira deixado por um ex-prefeito de São Lourenço, que alcançou uma cura. Há também cabeças esculpidas em madeira, representando pessoas que superaram enfermidades."
Milagres e curas sempre fizeram parte da tradição do santuário. Segundo Eurico, ele mesmo foi curado de uma ferida no lábio após fazer uma promessa ao Senhor do Bonfim. Em um sonho, uma figura misteriosa lhe instruiu a tratar a ferida com água, sal e vinagre. No dia seguinte, a cicatrização foi completa, algo que os médicos não haviam conseguido resolver.
O padre Edilson reforça que o testemunho dos fiéis e sua devoção ao Senhor do Bonfim são provas vivas da fé que move gerações. "A maneira como o povo se coloca diante do Senhor do Bonfim é a maior manifestação de que, através dele, muitas graças são alcançadas."
A Imagem Perdida do Senhor do Bonfim
A imagem original do Senhor do Bonfim, infelizmente, não existe mais. Segundo Eurico dos Santos, tratava-se de uma peça valiosa, feita de marfim, com um esplendor de ouro e uma grande pedra de rubi.
A tradição oral conta que a imagem teria sido deixada na região por ciganos que prometeram buscá-la na volta, mas nunca retornaram. Assim, a devoção ao Senhor do Bonfim permaneceu enraizada no povoado de Queimadas, tornando-se um símbolo de fé para a comunidade.
Atrás da igreja havia uma casa que recebia os padres visitantes. Segundo as tradições, os primeiros sacerdotes a impulsionarem os festejos foram padres mercenários, como padre Jerônimo e Dom Inocêncio Lopes Santa Maria.
Uma Fé Passada de Geração em Geração
A tradição do Senhor do Bonfim continua viva entre as famílias locais. Dona Maria das Mercês Barros Ribeiro conta que, desde a época de sua avó Joana Clara, falecida em 1953, a devoção ao Senhor do Bonfim tem sido passada de geração em geração.
A cada ano, a novena e os festejos do Senhor do Bonfim continuam a atrair fiéis, reafirmando a importância espiritual e cultural do santuário para a região.
História do Santuário do Senhor do Bonfim das Queimadas
O Santuário do Senhor do Bonfim, localizado na comunidade de Queimadas, no município de Dirceu Arcoverde, Piauí, é um marco de fé e devoção com mais de 170 anos de história. A capela foi construída em 1846, tornando-se um importante centro religioso para os fiéis da região.
A devoção ao Senhor do Bonfim, uma representação de Jesus Cristo crucificado, é uma tradição que remonta ao século XVIII no Brasil, com origens em Portugal. No Piauí, essa fé se consolidou com a edificação da capela em Queimadas, que desde então tem sido palco de inúmeras celebrações religiosas, destacando-se as novenas e festividades anuais que atraem devotos de diversas localidades.
Ao longo de quase dois séculos, o santuário testemunhou a perseverança e a fé de seus frequentadores, servindo como um símbolo de esperança e espiritualidade para a comunidade local e visitantes. As celebrações no santuário são marcadas por rituais tradicionais, como procissões, missas solenes e a famosa caminhada dos romeiros, que percorrem quilômetros em demonstração de fé e gratidão ao Senhor do Bonfim.
O Santuário do Senhor do Bonfim das Queimadas permanece até hoje como um testemunho vivo da devoção popular, mantendo vivas as tradições religiosas e culturais que fortalecem os laços da comunidade e perpetuam a fé através das gerações.
A Romaria
Há mais de 170 anos, a Romaria das Queimadas do Senhor do Bonfim mantém a tradição e o fervor dos fiéis que demonstram sua devoção com entusiasmo e religiosidade. Romeiros, católicos de várias cidades da região de Dirceu Arcoverde, inclusive muitos provenientes do vizinho estado da Bahia participaram das festividades de encerramento da Romaria do Senhor do Bonfim no povoado Queimadas.
A tradição da romaria reúne figuras de homens e mulheres que identificam-se com a fé, com o respeito e com a devoção a Deus. Pessoas como Jesus Amâncio, Senhor Abílio (in memorium), Dona Terezinha Amâncio e vários outros são para as Queimadas seu retrato fiel, além da figura folclórica de Dona Arlinda, que por encontrar-se doente em São Paulo não participou da festa, mas que pelo seu amor à romaria rezou com fervor pelo seu povo, sendo representada através de sua filha Yolanda.
A primeira missa
Segundo relatou o Sr. Abílio, o mais antigo morador do povoado Queimadas, a primeira missa celebrada nas Queimadas foi dirigida por Frei Henrique, que utilizou uma toca existente por trás da Casa de Pedra, formação rochosa que encanta pela beleza e leveza de uma rocha suspensa equilibrada de tal maneira, que parece que vai desabar a qualquer momento.
A partir de então o local serviu de ponto de encontro dos fiéis para a celebração das missas.
A Casa de Pedra
local de grande beleza natural, a Casa de Pedra é uma magnífica formação rochosa esculpida pelas águas que inundavam o local.Tem como principal atração uma enorme pedra que está suspensa em cima de uma grande rocha. Do alto da rochas podemos observar a cidade de Dirceu Arcoverde e os arredores.
Caminhada dos Romeiros uma tradição de fé
Todos os anos, no dia 28 de Julho centenas de romeiros percorrem 8 km de Dirceu Arcoverde até o povoado Queimadas como sinal de devoção ao Senhor do Bonfim. No dia 6 de agosto, acontece a outra caminhada de 2 km saindo da entrada do povoado Queimadas até o santuário, encerrando os festejos.
Festividades do Senhor do Bonfim de 28 de Julho a 06 de Agosto
Todos os anos, os festejos do Senhor do Bonfim acontecem de 28 de julho a 6 de agosto. A abertura da festividade se dá no dia 28 de julho, com a concentração dos romeiros na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Dirceu Arcoverde. De lá, os fiéis partem em caminhada de 8 km até o Santuário, onde têm início as novenas e celebrações.
O ponto alto das festividades acontece no dia 6 de agosto, o último dia do novenário, quando romeiros de diversas localidades vêm ao santuário para pagar promessas e renovar sua fé. Nesta data, acontece outra caminhada tradicional de 2 km, iniciada na entrada do povoado Queimadas e finalizada no Santuário, marcando o encerramento dos festejos.
Ao longo de quase dois séculos, o santuário testemunhou a perseverança e a fé de seus frequentadores, servindo como um símbolo de esperança e espiritualidade para a comunidade local e visitantes. As celebrações no santuário são marcadas por rituais tradicionais, como procissões, missas solenes e atos de devoção que fortalecem os laços entre os fiéis.
O Santuário do Senhor do Bonfim das Queimadas permanece até hoje como um testemunho vivo da devoção popular, mantendo vivas as tradições religiosas e culturais que fortalecem a fé através das gerações.
FUNDAÇÃO, PRIMEIRA MISSA NO POVOADO, PRIMEIRA MISSA DA CAPELA.
Fundação: Chiquinho das Queimadas
Primeira Missa no Povoado: Casa de Pedra, Frei Henrique
Primeira Missa da Capela do Senhor do Bonfim: Santuário do Senhor do Bonfim, Padre Marcos
A história do Santuário do Senhor do Bonfim, em Queimadas, Piauí, é um testemunho da fé e da perseverança da família Ribeiro, que, ao longo de mais de 170 anos, moldou a identidade da região.
A Chegada dos Ribeiro ao Brasil e a Jornada ao Piauí
Originários da Ilha da Madeira, Portugal, membros da família Ribeiro emigraram para o Brasil, o "El Dourado" da colônia portuguesa, entre os séculos XV e XVIII. Navegando pelos mares, aportaram em cidades como Salvador, Rio de Janeiro e Santos. Um ramo dessa família, em meados do século XVIII, aventurou-se pelo rio Parnaíba, adentrando o sertão piauiense.
Guiados pelo rio, chegaram a Alto Longá, onde se estabeleceram e dedicaram à criação de gado, atividade impulsionada pela Coroa Portuguesa. Anos depois, outro grupo da família seguiu pelo Parnaíba até Amarante, fixando-se em Regeneração.
A Chegada dos Três Irmãos Ribeiro ao Sul do Piauí e a Origem dos Queimadeiros
No início do século XIX, três irmãos Ribeiro, em busca de terras para a criação de gado, empreenderam uma longa jornada a cavalo até São Raimundo Nonato. Acreditam que a rota tenha passado por Regeneração, onde outros parentes já residiam.
Os irmãos se estabeleceram em locais próximos: Queimadas, Jurema e Macacos, dando origem aos "queimadeiros", "juremeiros" e "macaqueiros". Os "queimadeiros" se concentraram em Queimadas, região que recebeu esse nome devido à prática de realizar queimadas para alimentar o gado durante as secas.
Raimundo Ribeiro Soares e a Origem dos Queimadeiros
Raimundo Ribeiro Soares, um dos três irmãos, foi um dos primeiros moradores de Queimadas. Casado com Maria Ribeiro Soares (Mariazinha), dedicou-se à criação de gado, prosperando na região. Seus seis filhos, Francisco, Clementino, Genuíno, Martinho, Marcos e José, deram continuidade ao legado da família.
Chiquinho das Queimadas e a Construção da Capela do Senhor do Bonfim
Francisco Ribeiro Soares, o "Chiquinho das Queimadas", destacou-se como um dos mais importantes membros da família. Rico fazendeiro e homem de visão, construiu a capela do Senhor do Bonfim, um refúgio de fé para a comunidade local.
Chiquinho das Queimadas era um homem de requinte, mesmo em meio ao sertão. Vestia-se com elegância, seguindo os costumes da fidalguia portuguesa. Era um grande fazendeiro, respeitado em toda a região.
Sua filha, Mariinha, dedicou sua vida a cuidar da capela, zelando pela devoção ao padroeiro. A capela abrigava uma imagem de marfim do Senhor do Bonfim, trazida de Portugal, que foi furtada, causando grande comoção na comunidade.
A Festa do Senhor do Bonfim e a Devoção dos Queimadeiros
A festa do Senhor do Bonfim, celebrada em 6 de agosto, tornou-se um evento importante para a comunidade. A capela, construída por Chiquinho das Queimadas, é o coração do Santuário, um local de encontro, oração e renovação da fé.
Ao longo dos anos, o Santuário do Senhor do Bonfim testemunhou a passagem do tempo, as transformações da região e a devoção de inúmeras gerações. A fé no Senhor do Bonfim se fortaleceu, atraindo fiéis de diversas partes do Piauí e de outros estados.
A Família Ribeiro e a Identidade dos Queimadeiros
Os "queimadeiros" herdaram as características de seus ancestrais: pele clara, olhos pretos ou castanhos, estatura mediana, temperamento calmo e afetuoso. São conhecidos pela humildade, pela união familiar e pela fé.
A família Ribeiro, ao longo de gerações, deixou um legado de fé, trabalho e tradição no sertão piauiense. O Santuário do Senhor do Bonfim é um símbolo dessa história, um local onde a fé e a devoção se perpetuam através do tempo.
Igreja das Queimadas do Senhor do Bonfim
Igreja das Queimadas do Senhor do Bonfim
Ex-votos deixados pelos fiéis que foram curados
Casa de Pedra
Casa de Pedra
Caminhada dos Romeiros de 8km
Caminhada dos Romeiros de 8km
Festividades do Senhor do Bonfim
Caminhada de 2km do dia 06 de Agosto
06 de Agosto
28 de Julho de 2024
28 de Julho de 2024
Santuário do Sr. do Bonfim
Sr. do Bonfim das Queimadas
Relicário
Santuário do Sr. do Bonfim
Chegada dos Romeiros nas Queimadas
06 de Agosto
06 de Agosto
Capela das Velas
Documentário do Santuário do Senhor do Bonfim