Nayola - Sensações e Emoções
Pedro Silva 11ºLH1
Francisca Oliveira e Sara Santos 11ºLH1
Mariana Pereira 11ºLH1
Rita Santos 11ºLH1
UMA AVALANCHE DE EMOÇÕES NO CINEMA SÃO JORGE
Os nossos alunos da ESPAV e da EBAGC, do 7º ano, no âmbito da disciplina de Francês, “invadiram” a avenida da Liberdade, mais propriamente, o cinema São Jorge, no dia 10 de outubro. Esta saída permitiu a nossa participação em força na 24ª Edição da Festa do Cinema Francês. Foi muito tocante ver tantos alunos a esgotarem as diversas salas deste cinema. Foi ainda mais tocante ver a força que a língua francesa tem ainda no meio de centenas de jovens estudantes. As emoções dos nossos (e de todos os) alunos ao longo do filme não se fizeram esperar: aplausos, assobios, uma energia contagiante, uma autêntica aula viva no cinema. Porque também se aprende fora da sala de aula…e quanto…
Falando agora do filme: «A Fuga dos Lulus» é baseada na banda-desenhada franco-belga de Hardoc e Régis Hautière, os dez volumes foram publicados pela editora Casterman desde janeiro de 2013. O argumento do filme foi adaptado pelo realizador Yann Samuell que se estreou no cinema com o saudoso «Amor ou Consequência» («Jeux d’enfants», 2005) – desde 2016 que não rodava uma longa-metragem. «A Fuga dos Lulus» é um filme com emoções agridoce, algo que os franceses fazem muito bem, a conjugação de sentimentos díspares. A narrativa envolve quatro miúdos de um orfanato francês que são acidentalmente deixados para trás aquando da invasão das tropas do kaiser no decurso da 1.ª Guerra Mundial. Os quatro miúdos que se intitulam os Lulus (Lucien, Lucas, Luigi e Ludwig) e mais tarde adicionam mais um elemento, Luce (Paloma Lebeaut), uma rapariga que anseia chegar até aos pais no decorrer do conflito. «A Fuga dos Lulus» começa por ser um drama ligeiro, com a chegada do perspicaz Ludwig (Léonard Fauquet) ao orfanato, segue-se a comédia com incursões na irmandade do grupo nos vários testes à amizade dos miúdos. Após o final da inocência começa o plano de fuga dos Lulus num cenário de guerra que se vai tornando cada vez mais impiedoso.
Professor Rui Ferreira
Monstra 2023: Competição Portuguesa SPA/Vasco de Granja
Ainda estamos com o pensamento nas curtas que vimos no @festival_monstra Ana Morphose de João Rodrigues junta a magia do cinema de animação em stop motion à magia dos livros e convida a um daqueles momentos que temos no limbo entre ceder ao sono ou deixar mo-nos encantar por uma história. Os pormenores da transformação de Ana e o seu quarto são detalhadamente filmados e a narrativa transporta-nos para uma espécie de dança tornando este filme uma homenagem a diversas formas de arte.
Opinião de @prof.alexandrasilva
E vamos a mais uma curta, TROADA de Vítor Hugo Rocha, da @bap.animation. Em pouco mais de 2 minutos o ciclo da natureza passa por nós interrompido pela troada, a trovoada que nos entra pelos olhos num repente de formas que se transformam e que se renovam. Lembrou-me El Viento de Joan Miró em que de repente todas as figuras e elementos são apanhados pela força da natureza. @elsa.mirao .
Fomos também surpreendidos pela força desta curta👏👏
Ice Merchants é a história de um pai e de um filho que vivem na encosta de uma montanha e que todos os dias saltam de para-quedas para irem à cidade vizinha venderem o gelo que produzem diariamente.
A grande experiência desta curta passa por ser sobre a vida entre um pai e um filho e do seu amor a dois. Sente-se a perda e também podíamos pensar na questão das mudanças climáticas, ou terá sido acidental? Uma poesia animada marcada apenas pela música que acompanha estas duas personagens num voo impressionante e num abraço profundo ".
Francisca Oliveira 10ºLH1
“Nós, estudantes” – Festival Indie de Cinema
Como turma do 11° ano, consideramos que o documentário “Nós, estudantes” foi importante, pois possibilitou o contacto com tradições e culturas diferentes que nos sensibilizou para outras realidades. Além disso, abordou temas relevantes que nos fizeram refletir sobre a cidadania, como o facto da vida na Europa ser muito diferente da vida nos países em vias de desenvolvimento. Isto é perceptível devido às condições de vida que surgem no filme, nomeadamente a falta de qualidade de infra-estruturas do país e desorganização social e política.
Constatamos, assim, que nós estudantes portugueses usufruímos de uma qualidade de vida muito superior.
Turma 11º LH1
“Nós, estudantes”
Este filme documental retrata uma realidade distinta da portuguesa e aborda temas como o futuro do país, a corrupção generalizada, as condições precárias da população e a desigual de género.
Para além disto, o documentário dá um grande destaque ao facto de haver falta de oportunidades de ascensão social apesar de existir o mérito necessário para o sucesso dos jovens. Isto acontece pois o país é liderado por indivíduos corruptos e somente estes conseguem ter e/ ou chegar ao poder.
Turma 11ºLH2
No âmbito do centenário da animação portuguesa, publicamos aqui uma breve descrição de uma atividade realizada com uma turma feita pela professora, Aida Lemos de Português: "No âmbito da disciplina de Português, e sugerido pela coordenação do PNC do AE de Alvalade, a turma A, do 7.º ano, da EBAGC, como meio de celebrar o Dia Mundial do Cinema, assistiu em aula à curta-metragem História trágica com final feliz (2005), selecionada pela docente de entre outras de Regina Pessoa propostas pelo PNC do AE. Foi pedido aos alunos, depois de uma exploração oral sobre a curta-metragem e de troca de ideias entre eles, que redigissem um texto curto apresentando a opinião sobre o filme a que tinham assistido. Pretendeu-se, assim, destacar a importância do cinema como um modo de expressão cultural e de ver o mundo, bem como, a partir dele, poder trabalhar a competência de escrita e a capacidade crítica.
Deixamos aqui (com a devida autorização) uma dessas produções, como exemplo da apreciação de uma aluna fixada em texto sobre a História trágica com final."
O beijo, é um filme italiano que passou no cinema de São Jorge a 6 de abril, a propósito da 15ª festa do cinema italiano.
É um filme que nos demonstra as etapas e as dificuldades que muitas das vezes podemos sentir na adolescência, dando ênfase à aceitação da própria sexualidade e ao bullying.
Três melhores amigos, prontos para enfrentarem o mundo hipócrita e difícil que os rodeia e que se entendem mutuamente. Mas um dia tudo muda...
É um filme para refletir, e que nos demonstra a importância de pensar duas vezes antes de agir e a fazer uma maior introspeção.
Ana Beatriz Pereira, 12ºLH1
"No filme “ A onda”, visualizamos realmente o rápido poder de manipulação e como nós podemos ir nessa “onda”. Mostra a facilidade de influência que outras pessoas podem ter em nós e o que fazemos consequentemente, tornamo-nos de certa forma obsessivos por uma pessoa, ideologia, partido entre outros. Tudo começa com uma experiência social que o professor faz com os alunos apenas para exemplificar o que se passava na segunda guerra mundial, na Alemanha. Começaram a alimentar a criação de um partido fascista, no entanto, nem todos os alunos contribuem para esta suposta ideologia, alguns sabem manifestar-se contra, mesmo sabendo das consequências. O que mais me chocou neste filme foi mesmo a parte final, quando todos os alunos participantes, se apercebem realmente que foram longe demais com esta “brincadeira”, é assustador pensarmos que a certa altura todos perderam a noção e ficaram cegos e a dar sustento a uma doutrina totalitária e soberana. Considero que nessa altura todos perceberam que aquilo tomou um rumo inesperado e descontrolável e que acabou por causar consequências que não podiam alterar, enquanto todo este fanatismo pela “onda” acontece, são alimentados outros temas como bullying, criminalidade, agressão, separações de casais e amigos entre outros acontecimentos desmedidos e enfurecidos. Concluo apelando a que todos nós tenhamos consciência do rumo que as nossas convicções e ações podem tomar em casos extremistas, colocando acima de tudo os nossos valores e princípios."
Carolina Gomes, 12oLH1
Tuk Tuk é o nome de uma das mais marcantes curtas metragens apresentadas na oitava edição do festival de cinema Olhares do Mediterrâneo.
Neste filme, realizado por Mohamed Kheidr e produzido por Sherine Alaa, é nos dada a conhecer a realidade de muitas mulheres egípcias, que são aprisionadas devido às elevadas dívidas das quais se têm de responsabilizar, a fim de poder garantir a sobrevivência da família.
Esta curta, baseada numa história real, relata a batalha de Walaa, uma mãe solteira que, para sustentar os filhos, conduz um tuk tuk, tendo que por isto enfrentar toda a discriminação associada ao facto de ser uma mulher a desempenhar este tipo de função.
Tuk Tuk expõe, em suma, uma de diversas situações experienciadas por várias mulheres egípcias através de uma comovente história repleta de emoções, salientando desta forma a importância da luta pela igualdade de género.
“Sola in discesa” é o nome da maravilhosa curta metragem que através de uma realização e de uma filmagem incríveis nos mostram, num elevador, os diferentes tipos de agressão (física e verbal) que uma mulher sofre ao longo da sua vida. É marcante a forma de representação destas agressões num espaço tão pequeno e em tão pouco tempo, expondo claramente uma realidade vivida e que precisa de ser falada e travada! É de tamanha importância a visualização desta curta-metragem, especialmente para as pessoas que hoje em dia tanto banalizam a repressão feita às mulheres, pois o que acontece é que todas aquelas situações de cada piso continuam a afetar a nossa sociedade a cada dia que passa.
Rodrigo Ferreira, 11ºCSE
“Vecinooo!” é uma curta metragem de extrema qualidade, escrita e realizada por Paco León, que esteve em exibição na oitava edição do festival de cinema Olhares do Mediterrâneo. Esta faz-nos pensar nos tristes tempos pelo qual todos passámos: o confinamento.
Conta a história de um homem, que estava a passar o confinamento sozinho, e sente-se cada vez mais angustiado, entre trabalho e solidão, ele descarregava todo esse sofrimento nos seus mais próximos, a sua família.
Entretanto conhece a sua nova vizinha, que comunica com ele através da ventilação do prédio, e apesar de no início o homem a considerar um pouco irritante, ele vai começando a gostar da vizinha, e acaba por ver nesta um escape para toda a sua aflição.
Esta é uma curta que procura sensibilizar-nos para o problema da saúde mental, que estudos revelam ser um dos maiores problemas dos tempos modernos, e que se mantém muito atual.
Em suma, esta é uma curta bastante bem conseguida, que entre partes de humor e sérias, sensibiliza-nos para problemas que têm de ser mais refletidos e debatidos, como o da saúde mental.
Francisco Guerreiro, 11ºCSE
A Escola Teixeira de Pascoais, uma das escolas do Agrupamento, partilhou connosco um padlet com as atividades que foram realizadas ao longo deste ano lectivo, no âmbito de um projecto em que se procurou levar o cinema para a sala de aula. Este projecto destinou-se ao 2° ano de escolaridade. Para aceder, cliquem no link do Padlet e poderão aí acompanhar as boas práticas e a sensibilização que se pode fazer logo desde cedo de forma a incutir hábitos culturais nos alunos. Estão de parabéns e nós esperamos poder dar apoio a este excelente trabalho e fazer parcerias no âmbito do PNC. Parabéns!
Agradecemos aos Professores Rui Lopes e Ana Abreu Carvalho!