Prof. Alexandre Medeiros de Figueiredo
Alberto Luiz Gerardi
Gráfico 1 - Média móvel de mortalidade
Esta análise dos estados mais populosos da Região Norte aponta claramente que a mortalidade por COVID-19 no Amazonas começa a aumentar exponencialmente em meados de dezembro. Mostrando que a adoção de medidas de enfrentamento por parte do governo estadual era correta e necessária.
Mesmo com este cenário, a população incentivada por apoiadores e familiares do presidente da república realizou protestos na cidade de Manaus contra as medidas de distanciamento social. Esta pressão levou o governador do estado a relaxar as medidas de enfrentamento no dia 27/12/2020
Gráfico 2 - Média móvel de Mortalidade
Outro aspecto importante é que uma equipe do Ministério da Saúde visitou Manaus no dia 04 de janeiro, momento em que já havia crescimento exponencial de casos e óbitos.
Neste momento, a ação do ministério foi implementar o protocolo de "tratamento precoce", que não apresenta eficácia comprovada, como resposta a situação. Nenhuma ação coordenada de resposta a crise, que já era previsível, foi adotada.
Dez dias depois, o sistema de saúde da capital amazonense entrou em colapso com falta de oxigênio e UTI lotadas. A falta deste insumo básico impacta não só os pacientes com COVID-19, mas também todos aqueles que estão precisando de suplementação de oxigênio, inclusive recém-nascidos.
No gráfico também é possível verificar o crescimento de óbitos diários no estado de Rondônia, seguindo um comportamento semelhante ao de Manaus antes do colapso.
Situação semelhante pode ocorrer no estado de Tocantins, que também apresenta crescimento elevado do número de óbitos diários.