O gerenciamento correto dos resíduos é uma obrigação legal dos municípios, devendo ser considerados os custos e as melhores estratégias, tanto do ponto de vista ambiental quanto social e econômico.
A gestão dos resíduos gerados no município envolve os serviços de coleta, transporte e posterior destinação final em aterro sanitário especializado e licenciado.
A prefeitura deve contratar uma empresa para a coleta municipal, outra para o transporte dos resíduos e, finalmente, a empresa responsável pela gestão do aterro sanitário. Os custos, especialmente os de transporte e destinação final em aterro, são medidos em toneladas de resíduos. No caso do transporte, a cobrança é feita por tonelada por quilômetro percorrido (ton/km).
Estudos mostram que até 60% dos resíduos urbanos no Brasil são recicláveis, os quais não deveriam ser destinados a aterros, não apenas por questões ambientais e sociais, mas também pelos custos envolvidos.
Cooperativas, associações e catadores individuais de materiais recicláveis são fundamentais para a diminuição do volume de resíduos que seriam transportados e destinados ao aterro sanitário e, ao mesmo tempo, geram emprego e renda.
A coleta seletiva traz ainda outros benefícios ambientais e promove a redução dos custos para o município, como:
• Menor quantidade de viagens de caminhões (redução dos custos com transporte, que é a etapa mais cara do processo de gestão de resíduos municipal);
• Redução do consumo de combustível no transporte (menos emissões de gases de efeito estufa);
• Menor risco de acidentes e contaminação em vias públicas durante o transporte;
• Redução do pagamento por tonelada destinada aos aterros sanitários.
Considerando ainda que é proibida a utilização de lixões nos municípios (como, infelizmente, ainda ocorre em São Miguel do Gostoso), essa prática, além de prejudicar o meio ambiente, compromete a saúde pública e gera prejuízos econômicos por meio de multas aplicadas pelos órgãos responsáveis e da necessidade de recuperação da área degradada (passivo ambiental).
A coleta seletiva é fundamental, pois transforma o sistema de gestão de resíduos de um modelo puramente oneroso para um modelo mais eficiente, sustentável e economicamente inteligente, reduzindo despesas operacionais, aumentando o aproveitamento dos recursos e trazendo benefícios sociais.
Por Luciana Link
Associação Planeta Gostoso.