A pesquisa desenvolvida por Douglas Fagner, revelou que a dupla exposição é uma técnica muito popular entre os fotógrafos profissionais onde duas fotos são sobrepostas em uma única imagem, causando um efeito muito interessante de união das fotos, onde uma foto complementa a outra. Descobriu que muitas técnicas e efeitos praticados na fotografia digital surgiram muito antes da popularização das câmeras digitais e o famoso photoshop, como é o caso da dupla exposição, que inicialmente surgiu de uma falha que ocorria nas câmeras analógicas, onde o filme não girava corretamente e acabava registrando duas fotografias em um mesmo espaço do negativo, causando esse efeito de sobreposição das imagens.
Exemplo disso é o fato de uma fotografia feita com uma câmera analógica onde acidentalmente ocorria o efeito da dupla exposição e as pessoas viam esse efeito como um erro que estragava a foto original. Como esse efeito era causado acidentalmente na câmera muitas pessoas não entendiam o que havia acontecido, e acreditavam que a câmera havia capturado, por exemplo, um fantasma na fotografia.
A pesquisa mostrou também que nem todos os profissionais viam esse efeito como um erro e alguns fotógrafos visionários e criativos enxergaram o potencial dessa técnica para a criação de belas fotografias. Viram a oportunidade de criar fotos onde a sobreposição antes tida como uma falha, fosse criada de forma a causar um efeito propositalmente para obter resultados originais muito interessantes. Em suas incursões pelas macros regiões foi possível constatar que a evolução da tecnologia levou a população em geral, sobretudo os jovens, a se aventurarem no mundo da fotografia através dos celulares, cada vez mais acessíveis. Com a popularização dos celulares, a dupla exposição ficou mais difícil para a execução dessa técnica, uma vez que aparelhos celulares não permitem a possibilidade de sobreposição, pois possuem prevenção contra essa “falha”. No entanto os aplicativos de edição possibilitam essa experiência em sobrepor duas ou mais imagens muito utilizado por jovens fotógrafos e artistas do segmento do das artes visuais.
No entanto, com a evolução das edições digitais, a técnica se tornou muito mais fácil de ser praticada e com a propagação do Photoshop surgiram muitas possibilidades para a criação de efeitos na fotografia ainda mais complexos utilizando a dupla exposição de forma criativa.
O resultado da pesquisa mostra, dentre outras coisas, que esta técnica não é uma moda passageira, tem ainda um longo caminho para exploração e que o futuro será pautado pelas criações e produções intelectuais, campo em que se situa a Sobreposição ou Dupla Exposição da fotografia.
WILLIAM HOPE
William Hope nasceu em 1863, na Inglaterra, e começou sua vida profissional como carpinteiro. Em 1905, ele mudou de ramo para se tornar o maior fotógrafo de espíritos do mundo. Na realidade, Hope usava a técnica de dupla exposição para sobrepor imagens e criar a ilusão de que havia fantasmas na foto. Isso o tornou muito famoso e o fez ganhar admiradores ilustres, como o escritor Arthur Doyle, criador de Sherlock Holmes. O negócio de Hope explodiu após a primeira guerra mundial, quando o gigantesco número de mortes fez com que muitos procurassem uma foto ao lado de um parente perdido. Em 1922, um investigador do sobrenatural chamado Harry Price desmascarou o fotógrafo e explicou como ele fazia as imagens. A revelação não abalou a fama de Hope e ele continou a trabalhar com o ocultismo e gerando suas fake news até sua morte, em 1933.